Como sair do sedentarismo e ter uma vida saudável em 2026?
Por SAMUEL NOBUO SATO as 19:52 - 19/03/2026 Saúde
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Quando o assunto é sair do sedentarismo, muitas pessoas sentem dificuldade em dar o primeiro passo. A rotina corrida, o cansaço e a falta de motivação acabam adiando essa decisão. Ainda assim, pequenas mudanças no dia a dia já ajudam a construir uma rotina mais ativa e podem transformar 2026 em um ano de mais saúde e bem-estar.
Se você quer entender tudo sobre o sedentarismo: o que significa, quais são seus impactos na saúde e o que fazer para conquistar uma vida mais saudável, continue a leitura!
O que é sedentarismo?
Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, o sedentarismo pode ser definido como: “falta, ausência ou diminuição de atividades físicas, ou esportivas”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera sedentárias pessoas adultas entre 18 e 60 anos, que não realizam atividade física de leve a moderada, por ao menos 150 minutos semanais, ou 30 minutos, cinco vezes por semana.
Dessa forma, pessoas que passam muito tempo inativas, sem praticar exercícios físicos e, até mesmo aquelas que realizam atividades durante o dia, como se locomover ou trabalhar, mas não dedicam um período à prática de alguma modalidade esportiva ou treino em geral, são consideradas sedentárias.
Qual é o significado de sedentarismo?
O termo sedentarismo deriva do latim “sedentarius” (vindo de sedere, “estar sentado”), palavra que originalmente descrevia ofícios realizados numa cadeira ou a permanência em mesmo local. No contexto moderno, o termo resgata o sentido literal de “ficar sentado(a)” em excesso para descrever a perigosa falta de atividade física.
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O que provoca o sedentarismo?
Diversos fatores podem contribuir para uma rotina sedentária. Entender o que provoca o sedentarismo ajuda a identificar quais hábitos precisam ser ajustados. Entre os principais motivos, estão:
Jornadas de trabalho longas e predominantemente sentadas.
Uso excessivo de telas, como celular, computador e televisão.
Falta de tempo ou organização da rotina.
Cansaço físico e mental.
Desmotivação ou experiências negativas anteriores com exercícios.
Além disso, a vida moderna acaba favorecendo a praticidade, o que muitas vezes reduz a necessidade de movimento. Elevadores, aplicativos de entrega e deslocamentos curtos feitos em veículos, são apenas alguns exemplos.
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Como o sedentarismo afeta a saúde?
Os efeitos do sedentarismo no corpo humano vão muito além da sensação de cansaço. Com o tempo, a falta de atividade física pode levar à perda de condicionamento, redução da força muscular e diminuição da flexibilidade. O metabolismo também tende a ficar mais lento, dificultando o controle do peso corporal.
Além disso, o sedentarismo influencia negativamente o funcionamento do coração, da circulação e até do sistema respiratório, tornando as atividades simples do dia a dia mais cansativas.
Estimativas globais divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma em cada três pessoas adultas e cerca de 81% das adolescentes não praticam atividade física suficiente. Esse cenário ajuda a explicar por que o cansaço, a falta de disposição e outras queixas relacionadas à saúde fazem parte da rotina de tantas pessoas.
Quais doenças o sedentarismo pode causar?
Segundo uma pesquisa divulgada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 1,8 bilhão de pessoas adultas no mundo podem adoecer devido à falta de atividade física.
Esse dado reforça os riscos que o sedentarismo pode trazer para as pessoas, que vai além da falta de disposição e está diretamente relacionado ao aumento do risco de diversas condições de saúde ao longo do tempo.
Entre as principais doenças que o sedentarismo pode causar, estão:
Doenças cardiovasculares, como hipertensão e problemas cardíacos.
Diabetes tipo 2.
Alterações nos níveis de colesterol.
Problemas articulares e musculares.
Essas condições não surgem apenas por falta de exercício, mas o sedentarismo é um fator de risco importante, especialmente quando combinado a uma alimentação desequilibrada e ao estresse.
Ainda segundo dados da Biblioteca Virtual em Saúde, a OMS estima que até o ano de 2030, o sedentarismo pode levar 500 milhões de pessoas a desenvolverem as condições citadas acima, além de outras doenças não transmissíveis devido à falta de atividade física. E o dado mais alarmante: a OMS também relaciona cinco milhões de mortes anuais à inatividade física!
O que fazer para sair do sedentarismo?
Se você chegou até aqui, talvez esteja se perguntando como sair do sedentarismo e começar a se exercitar. O primeiro passo — e um dos mais importantes — é a constância.
Não é necessário fazer mudanças radicais. Pequenas atitudes, quando mantidas ao longo do tempo, já ajudam o corpo a se adaptar a uma rotina mais ativa. Algumas estratégias simples incluem:
Reduzir o tempo de permanência sentado(a) sempre que possível.
Fazer pequenas pausas para se movimentar durante o dia.
Incluir caminhadas curtas na rotina.
Escolher atividades que tragam prazer, e não somente fazer por obrigação.
O mais importante é respeitar o seu ritmo e entender que cada avanço conta.
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Atividade física para iniciantes: por onde começar?
Para quem nunca praticou exercícios físicos ou está retomando após muito tempo, escolher a atividade certa faz toda a diferença. O ideal é começar com opções leves e de baixo impacto, como:
Caminhadas ao ar livre ou na esteira: simples, acessíveis e fáceis de adaptar à rotina, as caminhadas ajudam a melhorar o condicionamento físico, estimulam a circulação e podem ser feitas no ritmo de cada pessoa, sem pressa.
Alongamentos e exercícios de mobilidade: esses movimentos ajudam a preparar o corpo para outras atividades, melhoram a flexibilidade e reduzem a sensação de rigidez, especialmente para quem passa muitas horas sentado(a) ao longo do dia.
Pedalar em ritmo leve: seja na bicicleta ergométrica ou ao ar livre, pedalar é uma opção de baixo impacto que fortalece as pernas, melhora o fôlego e permite controlar facilmente a intensidade do exercício.
Exercícios funcionais adaptados: utiliza movimentos que replicam ações diárias — como agachar, empurrar ou puxar — para fortalecer o corpo de forma integrada. É excelente para ganhar força e realizar as atividades do dia a dia com menos esforço.
Essas atividades ajudam o corpo a se adaptar ao movimento, reduzem o risco de lesões e tornam o processo mais confortável.
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Outros fatores importantes, além do exercício
Buscar uma vida mais saudável não depende apenas da prática de atividades físicas. A combinação entre atividade física e boa alimentação é fundamental para manter o equilíbrio do corpo e da mente.
Manter uma rotina equilibrada, com horários regulares de sono, momentos de descanso e escolhas conscientes, contribui para o corpo funcionar melhor e aproveitar os benefícios do movimento. Confira quais hábitos do dia a dia são essenciais nesse processo:
Dormir melhor
Dormir bem é essencial para a recuperação do corpo e para o equilíbrio físico e mental. Uma noite de sono de qualidade ajuda na regeneração muscular, melhora o humor, favorece a concentração e influencia diretamente a disposição para as atividades físicas do dia seguinte.
Leia também: Ciclo do sono — o que é, como saber o seu e como ter uma boa noite de sono?
Alimentação adequada
Quando falamos em saúde, surge naturalmente a dúvida de como melhorar a alimentação sem sofrimento. A boa notícia, é que não é preciso seguir dietas rígidas e restritivas para isso.
O foco deve estar no equilíbrio e na construção de hábitos possíveis de manter no longo prazo. Veja algumas atitudes simples que podem ajudar bastante:
Priorizar alimentos frescos e minimamente processados.
Manter uma boa hidratação ao longo do dia.
Evitar longos períodos em jejum sem orientação.
Se atentar às porções e à variedade dos alimentos, de preferência com orientação nutricional.
Uma alimentação adequada fornece energia para o corpo se movimentar, contribui para a recuperação após as atividades físicas e ajuda a manter o bem-estar ao longo do dia.
Como manter a constância ao longo do ano?
Um dos principais desafios de quem decide mudar hábitos é manter a regularidade. Para não abandonar o plano ao longo do ano, é importante:
Estabelecer horários fixos para se movimentar.
Começar com metas pequenas e ir evoluindo gradualmente.
Registrar seus avanços, mesmo os mais simples.
Respeitar os dias de descanso — tão importante quanto os dias em movimento.
A constância é mais importante do que a intensidade. Movimentar-se um pouco todos os dias é melhor do que exagerar e desistir!
Quando procurar orientação profissional?
Antes de iniciar qualquer mudança mais significativa, especialmente se você tem alguma condição de saúde ou está há muito tempo sem se exercitar, é importante buscar orientação profissional.
Um check-up médico e o acompanhamento de profissionais especialistas, ajuda a garantir mais segurança, conforto e confiança durante o processo.
Pequenos passos constroem grandes mudanças!
Sair do sedentarismo é um processo gradual, que exige paciência e autoconhecimento. Cada caminhada, cada escolha alimentar mais equilibrada e cada momento de autocuidado contam.
Apostar em hábitos mais saudáveis pode transformar não apenas o corpo, mas também a forma como você se sente no dia a dia. Comece no seu ritmo, respeite seus limites e permita que o movimento faça parte da sua rotina de forma natural.
Além disso, vitaminas e suplementos podem ser aliados importantes nesse processo, sempre com orientação adequada. Nas Farmácias Nissei, você encontra polivitamínicos, alimentos saudáveis e muito mais para complementar sua dieta e apoiar uma rotina diária mais ativa e saudável.
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