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Tratamento da obesidade: quais são as recomendações?

Por SAMUEL NOBUO SATO as 11:21 - 6/04/2026 Saúde

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A obesidade é um assunto cada vez mais discutido quando falamos sobre saúde e qualidade de vida. Muito além da questão estética, a obesidade é uma condição crônica que pode impactar o funcionamento do organismo e aumentar o risco de diversas doenças.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2022, 1 em cada 8 pessoas no mundo vivia com obesidade; destas, 890 milhões eram pessoas adultas e 160 milhões eram crianças e adolescentes. 

Atualmente, o sobrepeso e a obesidade afetam mais de 2 bilhões de pessoas adultas no mundo, tendo triplicado nos últimos 40 anos, conforme dados do PCDT do sobrepeso e obesidade em pessoas adultas do Ministério da Saúde. Estes números crescem a cada ano, reforçando a importância de abordar o problema com informação de qualidade. 

Continue a leitura deste artigo para entender melhor o que é a obesidade, quais são as principais causas, quando ela é considerada uma doença, quais são os riscos e muito mais. Acompanhe!

O que é obesidade?

A obesidade é caracterizada pela OMS pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que pode prejudicar a saúde. É uma condição metabólica complexa que envolve fatores hormonais, comportamentais, genéticos e ambientais.

Para avaliar se uma pessoa está com obesidade, utiliza-se principalmente o Índice de Massa Corporal (IMC), uma medida que relaciona peso e altura. O IMC é o critério adotado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como parâmetro de classificação para pessoas adultas. 

É importante destacar que o IMC é uma ferramenta de triagem e não avalia a distribuição de gordura corporal, que também influencia o risco cardiovascular. Por isso, em alguns casos, profissionais de saúde podem considerar outras medidas, como circunferência abdominal e exames laboratoriais.

Graus de obesidade

Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico clínico é feito com base na estimativa do índice de massa corporal (IMC), calculado pela fórmula: 

  • IMC = peso/altura² (kg/m2)

Com base nisso, a classificação do estado nutricional de pessoas adultas e risco de comorbidades se dá da seguinte forma:

Classificação

IMC

Risco de comorbidades

Sobrepeso

25,55-29,99

Pouco elevado

Obesidade grau I

30,00-34,99

Elevado

Obesidade grau II

35,00-39,99

Muito elevado

Obesidade grau III

≥ 40,00

Muitíssimo elevado

Fonte: Adaptado de Sobrepeso e Obesidade em Adultos — Portal Gov.br, 2020.

Obs.: o IMC tem limitações (não indica distribuição de gordura, não considera a massa muscular; não distingue sexo e etnia e é menos preciso em grupos específicos como pessoas idosas, de etnia asiática, indígenas, etc.). Existem curvas para parametrização do estado nutricional para ambos os gêneros e idades.

Quando a obesidade é considerada doença?

A obesidade é considerada doença quando o excesso de gordura corporal passa a representar risco à saúde. Do ponto de vista clínico, essa classificação ocorre principalmente quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 30 kg/m², como visto no quadro do tópico anterior.

A partir desse ponto, a condição está associada a maior risco de complicações como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares, conforme destacado pelo artigo da Associação Americana do Coração, publicado no American Heart Association Journals.

O que causa a obesidade?

Segundo a cartilha da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), existem diversas causas que podem provocar o surgimento ou agravamento da obesidade

Não tendo uma causa única, ela surge da combinação de vários fatores que vão além das escolhas individuais, incluindo também o local onde vivemos e trabalhamos, que pode ser considerado um “ambiente obesogênico”, conforme especialistas. 

Esses locais podem promover ou facilitar escolhas alimentares pouco saudáveis e comportamentos sedentários, por dificultarem a adoção e a manutenção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividade física

Entre as causas mais comuns, além do ambiente, podemos destacar:

1. Alimentação ultraprocessada 

O consumo frequente de alimentos ricos em açúcar, gorduras saturadas e sódio favorece o excesso calórico. Além disso, esses alimentos tendem a ter menor poder de saciedade, facilitando o consumo em grandes quantidades.

2. Sedentarismo

A relação entre sedentarismo e obesidade é clara. A redução do gasto energético diário, especialmente quando combinada com alta ingestão calórica, contribui para o acúmulo progressivo de gordura corporal. Rotinas com longos períodos sentado(a) também impactam negativamente o metabolismo.

3. Fatores genéticos e predisposição familiar

Algumas pessoas possuem maior tendência biológica ao ganho de peso. Genes relacionados ao controle do apetite, armazenamento de gordura e gasto energético podem influenciar o risco de desenvolver obesidade, embora a genética, sozinha, não determine o quadro.

4. Alterações hormonais e metabólicas

Condições como hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos e resistência à insulina podem favorecer o aumento de peso. Além disso, hormônios ligados à fome e à saciedade, como leptina e grelina, também desempenham papel importante.

5. Aspectos emocionais e comportamentais

Ansiedade, estresse crônico e compulsão alimentar podem alterar a relação com a comida. Muitas vezes, o alimento passa a funcionar como mecanismo de compensação emocional.

Leia também: Dia Mundial da Obesidade

Como combater a obesidade?

O Ministério da Saúde reconhece a obesidade como um problema de saúde pública e orienta a importância de adotar uma alimentação adequada e saudável, como primeiro passo. Confira a seguir, outras ações fundamentais para o combate e prevenção da obesidade:

1. Mudanças na alimentação

Uma alimentação saudável e equilibrada é a base do tratamento para obesidade. Isso inclui:

  • Redução de alimentos ultraprocessados.

  • Aumento do consumo de frutas, verduras e legumes.

  • Controle de porções.

  • Planejamento alimentar.

  • Acompanhamento nutricional.

2. Prática regular de atividade física

Aumentar o nível de atividade física é uma das estratégias centrais no tratamento. Mais do que “queimar calorias”, o movimento influencia diretamente o funcionamento do metabolismo. Combater o sedentarismo é essencial não apenas para reduzir peso, mas para melhorar a saúde como um todo. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas adultas de 18 a 64 anos devem realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada como parte das recomendações oficiais para manutenção da saúde.

Leia também: A prática de esportes salva vidas!

3. Acompanhamento psicológico

Em muitos casos, o apoio psicológico é parte fundamental do tratamento da obesidade. Trabalhar a relação com a comida, a autoestima e os padrões de comportamento alimentar ajuda a identificar gatilhos emocionais, reduzir episódios de compulsão e desenvolver estratégias mais saudáveis de enfrentamento.

Esse suporte contribui para mudanças consistentes no estilo de vida e para a manutenção dos resultados a longo prazo. Outra dica é utilizar como base de informação complementar as publicações do Ministério da Saúde para a adoção de hábitos e rotinas mais saudáveis:

Tratamento para obesidade: quando incluir medicamentos?

Em alguns casos, apenas mudanças no estilo de vida não são suficientes. É nesse momento que é importante passar por uma consulta médica para avaliar a necessidade do uso de medicamentos. Os medicamentos aprovados pela Anvisa para obesidade são indicados principalmente para:

  • Pessoas com IMC ≥ 30.

  • Pessoas com IMC ≥ 27 e comorbidades associadas.

É fundamental destacar: o uso deve ser sempre feito com prescrição médica. O tratamento medicamentoso é um complemento, não substitui uma alimentação adequada e a prática de atividade física.

Como tratar a obesidade em casos mais graves?

Nos casos de obesidade grau III ou quando há risco elevado à saúde e pouca resposta às abordagens clínicas convencionais, a cirurgia bariátrica pode ser considerada parte do tratamento. O procedimento atua modificando o sistema digestivo para reduzir a ingestão alimentar e promover alterações hormonais que favorecem a saciedade e o controle metabólico.

É importante destacar que a decisão deve ser individualizada e tomada após avaliação e orientação médica. Mesmo após o procedimento, o acompanhamento multidisciplinar continua sendo essencial para garantir resultados seguros e duradouros.

Tire suas dúvidas sobre obesidade e tratamento

Apesar de ser um tema cada vez mais discutido, ainda existem muitas dúvidas sobre obesidade. A seguir, respondemos algumas das perguntas mais comuns para te ajudar a entender melhor a condição e tomar decisões com mais segurança e informação. Confira:

1. Obesidade tem cura?

A obesidade é considerada uma doença crônica. Isso significa que o controle é possível, mas exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, suporte medicamentoso ou outras intervenções.

2. Como evitar a obesidade?

Assim como o controle da obesidade, a prevenção também está diretamente ligada à adoção de hábitos saudáveis ao longo do tempo. Por isso, priorize uma alimentação natural (evitando ultraprocessados), mantenha a prática regular de exercícios e garanta um ciclo do sono de qualidade. Além disso, busque um equilíbrio emocional e acompanhamento médico para monitorar sua saúde metabólica.

3. Crianças podem desenvolver obesidade?

Sim, a obesidade infantil é uma realidade crescente. Fatores como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de tempo em telas e até questões emocionais podem contribuir. Por isso, o cuidado deve envolver toda a família, com estímulo a hábitos saudáveis, rotina ativa e acompanhamento pediátrico.

4. O uso de medicamentos é suficiente para tratar a obesidade?

Não. Embora possam contribuir para a redução do apetite ou melhora do controle metabólico, os medicamentos não substituem mudanças no estilo de vida. Eles devem ser utilizados como parte de um plano terapêutico estruturado, sempre com orientação médica.

5. Quais são os principais riscos e complicações da obesidade para a saúde?

Como já mencionamos, a obesidade está associada ao aumento do risco de diversas doenças crônicas. Entre as mais conhecidas estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

No entanto, os impactos vão além. O excesso de gordura corporal também pode contribuir para:

  • Problemas articulares, como dor nos joelhos e desgaste precoce das articulações.

  • Apneia do sono e outras alterações respiratórias.

  • Doença hepática gordurosa não alcoólica (esteatose hepática).

  • Alterações hormonais e infertilidade.

  • Maior risco de alguns tipos de câncer.

Essas possíveis complicações evidenciam que a obesidade não afeta apenas o peso, mas pode comprometer o funcionamento do organismo como um todo. Por isso, o acompanhamento profissional é importante não apenas para o controle do peso, mas para a prevenção e monitoramento de riscos a longo prazo.

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Lembre-se: antes de iniciar qualquer tratamento, procure orientação médica. A saúde vem em primeiro lugar!

Leia também: Guia do Colesterol — sintomas, causas, riscos e tratamentos

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