Guia do Colesterol: sintomas, causas, riscos e tratamentos
Por GABRIELLA SPAMPINATO DE OLIVEIRA ROSA as 19:08 - 16/02/2026 Saúde
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O colesterol é uma gordura natural do corpo e tem um papel essencial para a nossa saúde, participando de funções importantes, como a síntese de vitamina D e a produção de hormônios. No entanto, quando seus níveis ficam acima do recomendado, ele deixa de ser um aliado e pode se transformar em um problema para o organismo.
Neste artigo, você vai entender o que é o colesterol, conhecer os tipos mais comuns, descobrir as principais causas e sintomas do colesterol alto e conferir dicas para manter os níveis dentro do ideal e cuidar melhor da sua saúde. Acompanhe!
O que é colesterol?
O colesterol é uma substância lipídica (também conhecida como gordura) presente em todas as células do corpo e fundamental para o funcionamento dos tecidos.
Ele faz parte da composição dos hormônios e de algumas vitaminas, além de participar da produção dos ácidos que auxiliam na digestão. Em outras palavras, ele faz parte de processos essenciais para a manutenção e o equilíbrio do organismo.
Cerca de 70% a 80% do colesterol presente no sangue é produzido pelo fígado, enquanto o restante vem da alimentação. Por isso, uma dieta saudável e hábitos de vida equilibrados são essenciais para gerenciar os níveis desse lipídio no corpo.
Colesterol HDL e LDL: diferenças
Existem basicamente dois tipos principais de colesterol, classificados segundo a forma como são transportados pelo sangue por meio de lipoproteínas:
HDL (lipoproteína de alta densidade): conhecido como “colesterol bom”, ele ajuda a remover o excesso de lipídios das artérias, levando-o de volta ao fígado para ser eliminado.
LDL (lipoproteína de baixa densidade): chamado de “colesterol ruim”, seu acúmulo nas paredes das artérias pode formar placas, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.
Colesterol e triglicérides, é a mesma coisa?
Apesar de muitas pessoas confundirem, colesterol e triglicérides não são a mesma coisa. Enquanto o primeiro, como vimos, é uma substância lipídica essencial para a formação de células saudáveis, o segundo é o tipo mais comum de gordura no corpo e funciona como reserva de energia não utilizada.
Outra diferença entre eles está na forma como afetam o organismo, quando em excesso. O colesterol elevado pode se acumular nas artérias, aumentando o risco de AVC e infarto, enquanto triglicérides altos contribuem para disfunções nos vasos sanguíneos, como endurecimento ou espessamento das paredes arteriais.
O que é colesterol alto?
Infelizmente, o colesterol alto é uma realidade comum entre a população do Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 4 em cada 10 pessoas apresentam esse problema, e mais de um quarto das crianças já registram níveis elevados. Mas, afinal, o que caracteriza esse quadro?
Segundo o Ministério da Saúde, quando o nível total está acima de 200 mg/dL, já se enquadra em um caso de colesterol elevado. Vale mencionar que esse valor serve somente como referência para avaliar o risco de doenças cardiovasculares e orientar medidas preventivas, e não como um diagnóstico isolado de doença.
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Níveis ideais de colesterol: como interpretá-los?
Os níveis de colesterol são avaliados por meio de um exame de sangue chamado perfil lipídico, que mede o colesterol total, o LDL, o HDL e os triglicérides.
A seguir, listamos os valores considerados dentro do colesterol normal para pessoas com mais de 20 anos, segundo a Pfizer (empresa farmacêutica multinacional):
Colesterol total (referência): um nível abaixo de 200 mg/dL é o mais desejável. Valores de 200 a 239 mg/dL são o limite, e acima de 240 mg/dL já são considerados altos.
Colesterol LDL (referência): idealmente, menor que 130 mg/dL. Para pessoas com alto risco cardíaco, é geralmente recomendado manter abaixo de 70 mg/dL.
Colesterol HDL (referência): níveis acima de 40 mg/dL são considerados ótimos. Valores muito abaixo de 40 mg/dL em homens e 50 mg/dL em mulheres indicam risco aumentado de doenças do coração.
Triglicérides (referência): níveis abaixo de 150 mg/dL são considerados normais, entre 150 e 199 mg/dL são o limite, e valores de 200 a 499 mg/dL são classificados como altos.
Principais causas do colesterol alto
Saber o que eleva os níveis de colesterol é o primeiro passo para manter a saúde cardiovascular em dia. De forma geral, as principais causas dessa alteração no organismo são:
1. Fatores de estilo de vida
Dietas ricas em gorduras saturadas e trans são grandes contribuintes para o aumento do colesterol. O consumo excessivo de alimentos processados, fast foods e frituras tende a elevar especialmente o LDL (colesterol “ruim”), aumentando o risco de acúmulo de placas nas artérias e inflamação vascular a longo prazo.
2. Sedentarismo
Não praticar atividades físicas também é um motivo recorrente. Isso porque o sedentarismo pode levar ao acúmulo de colesterol no sangue, enquanto a prática regular de exercícios ajuda a aumentar o HDL (colesterol “bom”) e reduzir o LDL (colesterol “ruim”).
3. Fatores genéticos
Os fatores genéticos também não podem ser ignorados. Algumas pessoas possuem predisposições hereditárias que afetam a maneira como seus corpos metabolizam o colesterol. Por isso, se há um histórico familiar, é essencial monitorar os níveis regularmente e comparecer a consultas médicas para prevenir complicações.
Sintomas de colesterol alto: quais são?
Frequentemente, o colesterol alto não apresenta sintomas visíveis, sendo conhecido como uma condição silenciosa que causa danos progressivos ao longo do tempo. Porém, em estágios mais avançados, podem surgir sinais como:
Fadiga extrema.
Falta de ar.
Dor no peito.
Dor nas pernas ao caminhar.
Dor no pescoço ou mandíbula.
Vertigens.
Palpitações.
Pequenos inchaços amarelados na pele (xantomas).
Pequenos inchaços amarelados ao redor dos olhos (xantelasmas).
Anel acinzentado na íris (arco corneano).
Riscos do colesterol alto
Que o colesterol alto pode causar infarto (ataque cardíaco), muita gente já sabe. No entanto, os riscos associados a níveis elevados vão além, podendo também provocar outras complicações cardiovasculares e metabólicas no organismo, incluindo:
Acidente vascular cerebral (AVC ou Derrame): níveis altos de lipídios no sangue podem formar um coágulo ou estreitar os vasos. E, se o coágulo interrompe o fluxo sanguíneo, o tecido cerebral começa a sofrer danos rapidamente, resultando em um AVC.
Insuficiência cardíaca: ainda relacionada ao estreitamento das artérias, a dificuldade de circulação sanguínea pode enfraquecer o coração ao longo do tempo, já que ele precisa trabalhar com mais força para bombear o sangue.
Doença arterial periférica: o sintoma de dor ao caminhar, em casos graves, pode estar relacionado à doença arterial periférica, que consiste no estreitamento ou obstrução das artérias que levam sangue às pernas e braços.
Problemas renais: a obstrução nas artérias causada pelo acúmulo de placas de colesterol que levam sangue aos rins pode prejudicar a função renal, resultando, por exemplo, em um quadro de hipertensão arterial (pressão alta).
Opções de tratamento para colesterol alto
Gerenciar um quadro de colesterol elevado envolve uma combinação de abordagens, que deve ser definida junto a uma figura médica especialista em cardiologia ou medicina preventiva. Entre os tratamentos, estão:
1. Tratamento medicamentoso
Medicamentos para colesterol, como estatinas são amplamente utilizados. Isso porque essa classe de fármacos age inibindo a produção de colesterol pelo fígado, além de ter um efeito positivo sobre os níveis de LDL e HDL no sangue.
Em outros casos, medicamentos como fibratos ou ezetimiba também podem ser prescritos para reduzir triglicerídeos ou absorção de colesterol, uma vez que ajudam a equilibrar os lipídios no organismo.
2. Ajustes na dieta
Quer saber como baixar colesterol naturalmente? A solução pode estar relacionada a ajustes estratégicos na dieta, afinal, cerca de 30% desse lipídio vem da alimentação.
Por isso, o acompanhamento nutricional também deve ser considerado durante o tratamento, para montar um plano alimentar personalizado, que inclua alimentos recomendados e evite os não indicados.
2.1. Tenho colesterol alto: o que devo comer?
Fibras solúveis, que formam um “gel” no intestino e ajudam a impedir a absorção de gordura. Exemplos: leguminosas, frutas e vegetais.
Gorduras saudáveis, benéficas para o coração e capazes de aumentar o “colesterol bom” (HDL). Exemplos: peixes, nozes e azeite de oliva.
Grãos integrais, que contribuem para reduzir a absorção de colesterol pelo organismo, além de fornecer fibras e nutrientes importantes. Exemplos: arroz, pão e macarrão integrais.
2.2. Tenho colesterol alto: o que não devo comer?
Gorduras saturadas, que podem aumentar o colesterol LDL e sobrecarregar o coração. Exemplos: carnes gordas, frituras e laticínios integrais.
Gorduras trans (parcialmente hidrogenadas), que podem aumentar o LDL e reduzir o colesterol HDL, prejudicando ainda mais o quadro. Exemplos: alimentos industrializados e fast food.
3. Exercícios regulares
A prática regular de atividades físicas traz inúmeros benefícios para o coração e a circulação sanguínea, ajudando a manter os níveis de colesterol dentro do ideal. Para aproveitar esses efeitos, o recomendado é realizar exercícios aeróbicos por pelo menos 30 minutos na maioria dos dias da semana, como:
Caminhada.
Ciclismo.
Natação.
Musculação.
Leia também: Dicas de cuidados para os amantes de atividade física
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