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Doenças crônicas:o que são, principais tipos e como prevenir

Por SAMUEL NOBUO SATO as 12:28 - 21/05/2026 Saúde

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Embora o termo “crônico” seja comum no nosso vocabulário do dia a dia, na área da saúde ele tem um sentido mais específico. Doenças crônicas são aquelas que se estendem por três meses ou mais e, na maior parte dos casos, não têm cura, exigindo acompanhamento e tratamento permanentes.

Outro aspecto importante é que essas doenças costumam evoluir lentamente. Os sintomas surgem de maneira discreta e podem passar despercebidos no início, fazendo com que muitas pessoas só descubram o problema mais tarde. 

Entender essa dinâmica é fundamental para reconhecer esse grupo de enfermidades. Por isso, neste artigo preparamos um guia completo sobre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT): o que são, como surgem, quais são as principais, seus impactos e formas de prevenção. Acompanhe!

O que é uma doença crônica?

Nos últimos anos, esse tipo de condição tem chamado cada vez mais atenção por seu impacto na vida das pessoas. Mas, afinal, o que são doenças crônicas?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de um grupo de patologias que permanecem por longos períodos e surgem a partir de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais.

Ao contrário das condições agudas, que aparecem rapidamente e costumam ter duração limitada, as crônicas evoluem de forma gradual e muitas vezes silenciosa, podendo acompanhar a pessoa por muitos anos — ou até por toda a vida.

O que significa “doença crônica”?

Quando buscamos entender o que significa doenças crônicas, é importante olhar para a origem do termo. A palavra “crônica” vem do grego antigo chronikós, que quer dizer “relativo ao tempo” — uma referência direta à evolução lenta e progressiva dessas condições.

Leia também: Viroses — o que são, causas, sintomas, tratamento e mais!

Principais doenças crônicas

Agora que já entendemos o que é doença crônica, é natural surgir a dúvida sobre quais são as mais comuns. Isso porque esse grupo engloba uma grande variedade de condições que podem afetar diferentes partes do organismo.

A seguir, conheça algumas das principais condições crônicas, organizadas por categoria:

1. Cardíacas

As doenças crônicas cardíacas (ou cardiopatias) reúnem condições que afetam a estrutura e/ou o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos. 

Com o tempo, elas podem comprometer a capacidade do coração de bombear o sangue corretamente e, sem o controle adequado, evoluir para complicações graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

São exemplos de doenças crônicas cardíacas:

  • Hipertensão Arterial (“pressão alta”): condição na qual a pressão do sangue nas artérias fica acima do normal, fazendo o coração trabalhar mais.

  • Insuficiência Cardíaca: ocorre quando o músculo cardíaco não consegue bombear sangue na quantidade que o corpo precisa.

  • Doença Arterial Coronariana (DAC): resulta do acúmulo de placas de gordura nas artérias que irrigam o coração, reduzindo a circulação sanguínea.

Leia também: A saúde do seu coração importa

2. Metabólicas

As doenças crônicas metabólicas surgem quando o metabolismo, que transforma os alimentos em energia e mantém o corpo funcionando, não funciona corretamente. Geralmente aparecem ao longo da vida e estão ligadas ao estilo de vida, embora a genética também influencie.

Alguns exemplos de doenças crônicas metabólicas incluem:

  • Diabetes Mellitus Tipo 2: condição na qual o organismo não usa a insulina corretamente e o pâncreas não produz o suficiente desse hormônio. Diferente do tipo 1, ela se desenvolve ao longo da vida.

  • Obesidade: acúmulo excessivo de gordura no corpo que pode comprometer a saúde. É normalmente diagnosticada pelo Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona peso e altura, quando o valor é igual ou superior a 30.

  • Dislipidemia (“colesterol alto”): distúrbio metabólico caracterizado pelo excesso ou desequilíbrio de gorduras no sangue, com altos níveis de colesterol LDL (“ruim”) e baixos de HDL (“bom”).

3. Respiratórias

As doenças crônicas respiratórias são aquelas que comprometem as vias aéreas e as estruturas dos pulmões, causando dificuldade para respirar. Em muitos casos, essas vias também sofrem inflamação ou estreitamento, reduzindo a passagem de ar e exigindo mais esforço para a pessoa conseguir respirar bem.

Entre as principais doenças crônicas respiratórias, podemos citar:

  • Asma: condição no qual as vias aéreas ficam inflamadas e mais sensíveis a estímulos, causando episódios de falta de ar, chiado no peito e tosse.

  • Fibrose Cística: doença genética que compromete as glândulas que produzem muco, suor e líquidos digestivos. Nos pulmões, o muco fica muito espesso, bloqueia as vias aéreas e facilita infecções frequentes.

  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): conjunto de doenças, como bronquite crônica e enfisema, que causam obstrução permanente do ar e dificultam a respiração.

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4. Renais

As doenças crônicas renais são aquelas que provocam a perda progressiva e irreversível da função dos rins — órgãos essenciais para a filtragem do sangue e para a eliminação dos resíduos do corpo. 

Quando não são devidamente tratadas e controladas, podem levar a complicações graves, incluindo a necessidade de passar por diálise. Estão entre esse grupo de doenças:

  • Glomerulonefrite Crônica: inflamação progressiva dos glomérulos (pequenas estruturas de filtragem dos rins), que causa cicatrizes e, assim, a perda da capacidade de filtrar o sangue.

  • Doença Renal Crônica (DRC): perda gradual e irreversível da função dos rins, geralmente causada por diabetes ou hipertensão, prejudicando o processo de filtragem de resíduos e da produção de hormônios essenciais.

  • Doença Renal Policística (DRP): condição em que surgem múltiplos cistos renais cheios de líquido, que, devido ao crescimento, prejudicam o funcionamento do órgão.

5. Autoimunes

Para nos proteger contra vírus, bactérias e outros microorganismos invasores, o organismo possui o sistema imunológico. Porém, diante de certos gatilhos, esse sistema pode se “confundir” e atacar partes saudáveis do próprio corpo, como órgãos, tecidos ou células. É assim que surgem as doenças crônicas autoimunes.

Entre as mais conhecidas, destacam-se:

  • Artrite Reumatoide: a artrite é uma inflamação crônica que afeta principalmente as articulações das mãos e pés, causando dor, rigidez e, em casos graves, erosão óssea e deformidade articular.

  • Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): doença na qual o sistema imune ataca múltiplos órgãos/tecidos. As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas seus principais sintomas incluem inflamação articular e problemas renais.

  • Doença de Crohn: doença inflamatória intestinal que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, embora geralmente atinja o intestino delgado e o grosso.

Leia também: O intestino é seu ‘segundo cérebro’. Cuide bem dele e viva melhor

É possível prevenir o aparecimento de uma doença crônica?

Sim, é possível prevenir muitas doenças crônicas. A World Heart Federation estima que cerca de 80% das mortes prematuras por doenças cardiovasculares, por exemplo, podem ser evitados com hábitos de vida mais saudáveis.

Mas, ainda assim, o estilo de vida não é o único responsável — outros fatores também contribuem para o desenvolvimento dessas condições. Confira os principais a seguir:

1. Hábitos de vida saudáveis

  • Dieta saudável: manter uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, priorizando alimentos in natura e minimamente processados. Isso ajuda a controlar a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue.

  • Prática física regular: praticar exercícios físicos regularmente não só melhora o bem-estar, como também pode contribuir para a saúde do coração, fortalecer músculos e ossos e controlar o peso.

  • Evitar fumo e álcool em excesso: limitar o consumo dessas substâncias é essencial para proteger os rins, os pulmões e a saúde geral do organismo.

  • Controle do estresse: o estresse crônico pode causar inflamação e aumentar o risco de certas doenças crônicas. A dica é inserir técnicas de relaxamento no dia a dia, como meditação e yoga.

  • Sono de qualidade: manter horários regulares e garantir de 7 a 9 horas de sono por noite ajuda a descansar melhor, controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Leia também: Ciclo do sono — o que é, como saber o seu e como ter uma boa noite de sono?

2. Monitoramento e check-ups regulares

Consultas regulares são o primeiro passo para acompanhar de perto a saúde dos órgãos e sistemas do corpo. Durante o acompanhamento médico, é possível ajustar tratamentos em andamento, receber orientações sobre hábitos e prevenção, e identificar precocemente alterações que podem ser revertidas ou controladas.

Farmácias Nissei: sua parceira na prevenção de doenças crônicas!

Como vimos, é possível prevenir muitas doenças crônicas com hábitos saudáveis, acompanhamento médico e monitoramento constante da saúde.

Para tornar esse cuidado mais prático, as Farmácias Nissei oferecem soluções completasmedicamentos de uso contínuo, vitaminas e suplementos, exames/testes rápidos e aparelhos auxiliares para a saúde, como monitores de pressão, oxímetros, termômetros, entre outros.

Com eles, é possível acompanhar indicadores importantes, manter tratamentos em dia e agir preventivamente. A boa notícia é que tudo isso está disponível tanto online quanto nas unidades físicas Nissei, para te ajudar a cuidar da saúde e da qualidade de vida de forma simples e segura!

Leia também: Dicas para manter a hidratação no calor

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