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Tipos de antidepressivos: como funcionam e quando usar

Por CAROLINE GONCALVES DA COSTA as 11:56 - 2/01/2026 Bem-Estar

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Os antidepressivos são medicamentos de uso contínuo prescritos para o tratamento dos transtornos psicológicos relacionados à depressão. 

No geral, eles atuam no sistema nervoso central, ajudando o organismo a sintetizar, regular e aproveitar melhor os neurotransmissores que influenciam o humor. Por existirem diversas classes, com formas de ação e finalidades específicas, é importante entender suas diferenças. 

Neste artigo, você confere um guia completo sobre quais os tipos de antidepressivos, como funcionam, quando são recomendados, seus possíveis efeitos colaterais e exemplos de cada categoria. Continue a leitura para saber mais!

O que são antidepressivos?

Os antidepressivos são medicamentos desenvolvidos para tratar a depressão e, em muitos casos, também atuam no tratamento de outros transtornos mentais, como a ansiedade. Eles agem regulando neurotransmissores ligados ao humor, o que ajuda a aliviar os sintomas ao longo do tratamento.

Atualmente, existem várias classes de antidepressivos, cada uma com um mecanismo próprio. Apesar de atuarem por “caminhos diferentes”, todas têm como objetivo corrigir os desequilíbrios químicos envolvidos em um quadro de depressão.

Efeitos dos principais tipos de antidepressivos nos neurotransmissores

Para entender os tipos de antidepressivos e seus efeitos é importante saber que cada classe age sobre neurotransmissores específicos — e isso influencia diretamente na indicação do tratamento mais adequado para cada caso. 

De forma geral, são três neurotransmissores principais afetados por esses medicamentos: serotonina, noradrenalina (ou norepinefrina) e dopamina. A seguir, explicamos como cada um deles é impactado durante o tratamento:

  • Serotonina (5-HT): ligada ao humor, bem-estar e convivência social. Quando seus níveis estão saudáveis, ajuda a reduzir ansiedade, irritação e pensamentos/comportamentos repetitivos.

  • Noradrenalina/Norepinefrina (NE): relacionada à atenção, foco, motivação e memória. Níveis mais altos ajudam a combater cansaço, desânimo e dificuldade de concentração.

  • Dopamina (DA): alguns tipos de medicamentos antidepressivos ajudam a aumentar seus níveis, trazendo de volta o prazer nas atividades diárias, além de melhorar motivação, foco e raciocínio.

Leia também: O que é a ansiedade e o que fazer quando estiver em crise

Principais tipos de antidepressivos

Por funcionarem de maneiras diferentes; é comum surgirem dúvidas sobre quais os mais indicados. Abaixo, elencamos os principais tipos e suas características para simplificar o entendimento:

1.  Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS)

Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) são, geralmente, a primeira escolha no tratamento da depressão, graças à boa eficácia e ao perfil de segurança mais favorável em comparação a outras classes.

Seu funcionamento está ligado ao neurotransmissor serotonina (5-HT) e ocorre de forma seletiva: eles impedem que a substância seja reabsorvida rapidamente pelos neurônios, aumentando sua disponibilidade na sinapse sem interferir de forma significativa em outros neurotransmissores.

É essa “seletividade” que ajuda a diminuir os efeitos colaterais mais fortes, comuns no início do tratamento com antidepressivos. Por isso, os ISRS costumam ser melhor tolerados. 

  • Como funcionam: atuam aumentando os níveis de serotonina no cérebro, um neurotransmissor associado à regulação do humor, ao bloquear sua recaptação nos neurônios. Depois, eles ajudam a estabilizar essa sinalização, reduzindo os sintomas depressivos ao longo das semanas de uso.

  • Exemplos de medicamentos: fluoxetina, sertralina, paroxetina e citalopram.

  • Indicações mais comuns: usados no tratamento de depressão moderada a grave, além de transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno do pânico. Costumam ser uma opção segura para pacientes sensíveis aos efeitos colaterais de outras classes.

  • Principais efeitos colaterais: distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos e diarreia), alterações do sono, ganho de peso e disfunção sexual.

2. Inibidores de Reabsorção de Serotonina e Noradrenalina (IRSN)

Os IRSN, sigla para Inibidores da Recaptação de Serotonina e Norepinefrina (ou noradrenalina), são antidepressivos semelhantes aos ISRS, mas com um diferencial: além de aumentar a serotonina, também elevam a noradrenalina; por isso, são chamados de medicamentos de “dupla ação”. 

Ao atuarem em mais de um neurotransmissor, podem proporcionar uma resposta terapêutica mais robusta em alguns casos. Eles começaram a ser usados entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990 e, geralmente, são a próxima opção quando a pessoa não apresenta melhora suficiente usando um ISRS.

  • Como funcionam: ao bloquear a reabsorção de serotonina e norepinefrina na fenda sináptica (o pequeno espaço entre os neurônios), os IRSN aumentam simultaneamente os níveis desses neurotransmissores no cérebro, atuando tanto no humor quanto na energia e motivação.

  • Exemplos de medicamentos: venlafaxina, desvenlafaxina e duloxetina.

  • Indicações mais comuns: usados como tratamento de primeira ou segunda linha para episódios de depressão maior, também ajudam em outros transtornos, como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Transtorno do Pânico (TP). Além de atuarem no humor, alguns IRSN, como a duloxetina, são eficazes no alívio da dor generalizada, sendo indicados, por exemplo, para fibromialgia.

  • Principais efeitos colaterais: náuseas e vômitos, boca seca, constipação, taquicardia, tontura e dor de cabeça.

3. Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO)

Os Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) surgiram na década de 1950 e estão entre os primeiros antidepressivos a serem utilizados clinicamente para tratar a depressão. Eles podem ser bastante eficazes, principalmente em quadros depressivos mais resistentes, porém exigem atenção. 

Isso porque não devem ser combinados com a maioria dos outros antidepressivos (pois podem causar Síndrome Serotoninérgica), e alguns alimentos podem trazer riscos sérios.  Produtos ricos em tiramina, como queijos maturados e vinho tinto, podem causar hipertensão arterial, já que os IMAOs bloqueiam a enzima que normalmente processa essa substância.

  • Como funcionam: os IMAOs bloqueiam a enzima monoamina oxidase, responsável por degradar neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina. Com isso, os níveis desses neurotransmissores aumentam no cérebro, ajudando a reduzir os sintomas da depressão.

  • Exemplos de medicamentos: fenelzina, moclobemida e selegilina.

  • Indicações mais comuns: são indicados principalmente para casos de depressão resistente a outros tratamentos. Também podem ser usados em transtorno do pânico, transtorno de ansiedade social e algumas formas específicas de síndrome de Parkinson.

  • Principais efeitos colaterais: insônia, agitação, tremores, tontura, retenção de líquidos, boca seca e visão turva.

4. Antidepressivos tricíclicos (ATC)

Os antidepressivos tricíclicos (ADT) também surgiram na década de 1950 e representaram um avanço no tratamento da depressão. Curiosamente, sua descoberta foi quase acidental: enquanto desenvolviam medicamentos para a tuberculose, cientistas perceberam que esses fármacos melhoravam o humor das pessoas

Isso levou à criação do primeiro ADT, “inaugurando” uma nova abordagem para tratar transtornos depressivos. Embora os ISRS e IRSN tenham se tornado a primeira opção por causarem menos efeitos colaterais, os ADTs continuam sendo úteis em outras situações específicas

  • Como funcionam: bloqueiam a reabsorção de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, deixando-os mais disponíveis no cérebro e ajudando a melhorar o humor. Porém, eles não agem de forma tão seletiva, pois, além desses neurotransmissores, também afetam outros receptores no cérebro, explicando alguns dos efeitos colaterais desses medicamentos.

  • Indicações mais comuns: os ADTs não são mais a primeira opção para tratar a depressão, por causarem mais efeitos colaterais e apresentarem maior risco de overdose. No entanto, eles ainda podem ser úteis para condições específicas, como no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), insônia e ansiedade.

  • Exemplos de medicamentos: amitriptilina, nortriptilina, imipramina e clomipramina.

  • Principais efeitos colaterais: boca seca, constipação, retenção urinária, tontura ou vertigem ao levantar, sonolência, alterações cardíacas, ganho de peso e tremores.

5. Antidepressivos Atípicos (ou de mecanismos variados)

Os antidepressivos atípicos são medicamentos que não se encaixam nas classes tradicionais (ISRS, IRSN, ADT ou IMAO). Recebem esse nome por possuírem mecanismos de ação distintos ou múltiplos, atuando sobre os neurotransmissores de maneiras diferentes das demais classes e sem se limitar a apenas um deles.

Um fato interessante é que eles surgiram justamente para contornar as limitações de eficácia e os efeitos colaterais dos anteriores e, até hoje, são uma opção para pacientes que não obtiveram resposta satisfatória aos antidepressivos convencionais.

  • Como funcionam: de modo geral, atuam regulando diferentes neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina), ou bloqueando certos receptores (adrenérgicos, por exemplo) no cérebro. Isso ajuda a equilibrar os sinais químicos e melhorar o humor.

  • Indicações mais comuns: costumam ser indicados quando é necessário tratar sintomas específicos ou quando outros antidepressivos não funcionaram bem. Entre os casos mais frequentes estão — Transtorno Depressivo Maior (TDM), ansiedade, insônia e até ajuda para parar de fumar.

  • Exemplos de medicamentos: vortioxetina, bupropiona e trazodona.

  • Principais efeitos colaterais: dor de cabeça, boca seca, agitação, aumento do apetite, tontura, náuseas e constipação.

Qual é o melhor tipo de antidepressivo?

Mesmo sabendo quais são os tipos de antidepressivos mais comuns para cada caso, a verdade é que não existe um único medicamento ideal — o mais importante é encontrar aquele mais adequado para cada pessoa.

Por isso, é essencial passar por uma consulta médica antes de iniciar qualquer tratamento com antidepressivos. Dessa forma, fatores como histórico médico, efeitos colaterais, outras condições de saúde e possíveis interações serão avaliadas, garantindo a escolha do melhor medicamento para cada paciente, que ofereça um tratamento seguro e eficaz.

Leia também: Seu Medicamento Perfeito — Conheça a Manipulação das Farmácias Nissei

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Leia também: Afinal, como manter a saúde mental 

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