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Serotonina: o que é, para que serve, como influencia o humor

Por DIEGO LUIZ MENEGUSSO as 16:24 - 6/08/2026 Saúde

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Sensações como disposição em dias ensolarados e irritação após uma noite mal dormida têm uma explicação em comum: a serotonina, um neurotransmissor diretamente responsável pelo nosso bem-estar e diversas outras funções do organismo.

Neste artigo, você vai entender o que é a serotonina, quais são suas principais funções e quais hábitos podem contribuir para manter seus níveis equilibrados. Acompanhe!

O que é serotonina e para que serve?

A serotonina, também chamada de 5-HT (5-hidroxitriptamina), é um neurotransmissor responsável pela comunicação entre as células nervosas. Ela desempenha um papel essencial no funcionamento do organismo, influenciando processos como humor, sono, apetite, digestão e memória.

Por participar de tantas funções, manter níveis equilibrados de serotonina é importante para a saúde física e mental. Quando esses níveis ficam baixos, é comum sentir alterações de humor, ansiedade e dificuldade para dormir, por exemplo.

Como a serotonina é produzida?

A serotonina é sintetizada a partir do aminoácido L-triptofano, obtido principalmente por meio da alimentação. Cerca de 90% da serotonina do organismo é produzida no intestino, enquanto uma pequena parte é produzida no cérebro, onde atua como neurotransmissor, regulando funções como humor, sono e apetite.

Após sua produção, a serotonina fica armazenada nas células em que foi sintetizada e, no sistema nervoso, também é armazenada nos neurônios, sendo liberada quando necessário para se ligar a receptores específicos e exercer seus efeitos.

Esse processo depende da disponibilidade de triptofano e do bom funcionamento do organismo. Por isso, fatores como uma alimentação saudável, a saúde intestinal e algumas condições clínicas, como doenças inflamatórias intestinais, distúrbios de absorção de nutrientes e alterações metabólicas podem influenciar a produção desse neurotransmissor.

Qual a função da serotonina?

A serotonina participa de diferentes processos do organismo e ajuda a manter o equilíbrio entre a saúde física e mental. Seus efeitos vão muito além da sensação de bem-estar, influenciando funções essenciais para o funcionamento do corpo no dia a dia. Entre as principais funções da serotonina estão:

  • Regulação do humor e da sensação de bem-estar.

  • Controle do sono e do ciclo circadiano.

  • Regulação do apetite e da saciedade.

  • Participação na digestão e nos movimentos intestinais.

  • Influência sobre o aprendizado e a memória.

Como esse neurotransmissor atua em diferentes sistemas do corpo, alterações em seus níveis podem causar impactos em diversas funções. A baixa disponibilidade de serotonina está associada a condições como depressão e ansiedade, além de poder afetar o sono, o apetite e o bem-estar geral.

Leia também: Tipos de antidepressivos - como funcionam e quando usar

Serotonina e apetite: qual a relação?

Além de influenciar o humor, a serotonina também participa da regulação do apetite e da saciedade. O organismo conta com mecanismos que identificam quando é necessário buscar alimento e quando já é hora de interromper a ingestão, e a serotonina tem papel direto nesse equilíbrio.

Por isso, alterações em seus níveis podem afetar tanto o peso corporal quanto a forma como uma pessoa se relaciona com a alimentação. Quando esse equilíbrio é afetado, alguns comportamentos podem se tornar mais frequentes, como:

  • Maior desejo por alimentos ricos em açúcar e ultraprocessados.

  • Episódios de compulsão alimentar ou alimentação por impulso, principalmente em momentos de estresse e ansiedade.

  • Dificuldade para reconhecer a saciedade e controlar a fome emocional (a vontade de comer motivada por emoções, como estresse, ansiedade, tristeza ou tédio, e não pela necessidade física de alimentação).

Por outro lado, quando os níveis de serotonina estão equilibrados, a tendência é que haja uma relação mais equilibrada com a alimentação, favorecendo escolhas mais conscientes.

A alimentação também faz parte desse ciclo. Como a serotonina é produzida a partir do triptofano, um aminoácido obtido por meio da dieta, consumir alimentos que forneçam esse nutriente pode contribuir para sua síntese.

Ao mesmo tempo, a própria serotonina influencia o comportamento alimentar, o que ajuda a explicar por que situações de estresse ou tristeza costumam aumentar a vontade de consumir doces e outros alimentos altamente palatáveis.

Serotonina e sono: qual a relação?

A serotonina desempenha um papel importante na qualidade do sono, mas não porque provoca sonolência diretamente. Ela é a substância utilizada pelo organismo para produzir a melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo de sono e vigília.

Essa conversão acontece na glândula pineal, localizada no centro do cérebro. Ao anoitecer, a redução da luz ambiente estimula a transformação da serotonina em melatonina, preparando o organismo para o descanso.

Como a luz influencia esse processo?

A alternância entre luz e escuridão é essencial para manter o ritmo circadiano, conhecido como o relógio biológico do corpo. De forma simplificada, o processo funciona assim:

  • Durante o dia: a exposição à luz natural favorece a produção de serotonina, ajudando a manter o estado de alerta e a disposição.

  • À noite: com a diminuição da luminosidade, parte da serotonina é convertida em melatonina, sinalizando ao organismo que é hora de dormir.

  • Ao longo do ciclo: essa alternância entre claridade e escuridão mantém o ritmo circadiano sincronizado, contribuindo para um sono de melhor qualidade.

Quando esse ciclo funciona de forma equilibrada, o organismo consegue alternar naturalmente entre os períodos de alerta e descanso, favorecendo um sono mais reparador.

O que acontece quando a serotonina está baixa?

Como a serotonina participa da regulação do humor, do sono, do apetite, da digestão e de funções cognitivas, uma redução em sua disponibilidade pode afetar diferentes aspectos da saúde. 

Os sintomas variam de pessoa para pessoa e, isoladamente, não confirmam um desequilíbrio desse neurotransmissor. Ainda assim, alguns sinais costumam ser mais frequentes e podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional. 

Sinais emocionais

Alterações na serotonina podem influenciar a forma como o organismo responde às emoções e às situações do dia a dia. Entre os principais sinais estão:

  • Maior reatividade, impaciência e dificuldade para lidar com o estresse.

  • Mudanças de humor, como irritabilidade e desânimo.

  • Em alguns casos, associação com quadros de ansiedade e depressão.

Sinais físicos e cognitivos

Os efeitos também podem ser percebidos no funcionamento do corpo e nas atividades diárias, como:

  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória.

  • Fadiga e sensação de cansaço, mesmo sem esforço físico intenso.

  • Alterações no sono, já que a serotonina é precursora da melatonina.

  • Mudanças no apetite, com aumento da vontade de consumir doces e alimentos ricos em carboidratos.

Leia também: Transtornos Psicológicos – Como Lidar Melhor com Crises

Perguntas frequentes sobre serotonina baixa 

A serotonina desperta muitas dúvidas, principalmente com relação aos sintomas e aos fatores que podem alterar seus níveis. A seguir, respondemos às perguntas mais comuns sobre esse neurotransmissor. Confira:

1. O que pode causar a serotonina baixa?

Diversos fatores podem influenciar a produção e a disponibilidade de serotonina no organismo. O estresse crônico, por exemplo, aumenta os níveis de cortisol, hormônio que pode interferir nos processos químicos relacionados à síntese desse neurotransmissor.

Além disso, alimentação desequilibrada, sedentarismo, privação de sono e pouca exposição à luz solar também podem contribuir para esse quadro. Com o tempo, esses fatores podem formar um ciclo em que o estresse e os hábitos pouco saudáveis dificultam a manutenção do equilíbrio do organismo.

2. Como saber se a serotonina está baixa?

Não é possível confirmar a baixa serotonina apenas pelos sintomas. A avaliação deve ser feita por um(a) profissional de saúde, que considerará o histórico clínico, os sinais apresentados e, quando necessário, solicitará exames ou investigações complementares para identificar a causa do problema e indicar o tratamento mais adequado.

3. Como aumentar a serotonina naturalmente?

Embora não exista uma forma de aumentar a serotonina de maneira imediata, alguns hábitos podem favorecer sua produção e seu equilíbrio. Manter uma alimentação rica em triptofano, praticar atividade física regularmente, dormir bem, controlar o estresse, cuidar da saúde intestinal e se expor à luz solar de forma segura são medidas que contribuem para esse processo.

4. Como é feito o tratamento para alterações na serotonina?

Quando os sintomas persistem ou comprometem a qualidade de vida, é importante buscar avaliação médica. O tratamento depende da causa do problema e pode incluir mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico e, quando houver indicação médica, o uso de medicamentos antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs). 

A automedicação não é recomendada, pois pode trazer riscos à saúde e dificultar o diagnóstico adequado. 

Cuidar dos níveis de serotonina no dia a dia também passa por hábitos simples, como alimentação equilibrada, boas noites de sono e prática de atividades físicas — e as Farmácias Nissei podem te ajudar nessa rotina.

Em nossas lojas físicas e no site, você encontra desde os medicamentos com indicação médica até vitaminas e suplementos que ajudam a melhorar a qualidade do sono, a disposição e o bem-estar geral. 

Leia também: Equilíbrio hormonal - o que é e qual a importância para saúde

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