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Gastrite: o que é, sintomas, tratamento e mais!

Por SAMUEL NOBUO SATO as 17:42 - 13/05/2026 Saúde

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Com a rotina acelerada, o consumo frequente de café e aquela sensação de ardor no estômago depois de comer, é comum que muitas pessoas já tenham passado (ou ao menos ouvido falar) do desconforto causado pela gastrite

Mas como saber quando se trata apenas de algo momentâneo ou de um quadro que precisa de atenção médica?

Longe de ser apenas um incômodo simples, a gastrite é um problema bastante comum no Brasil e que, segundo o Ministério da Saúde, pode causar complicações quando não tratada corretamente, incluindo o surgimento de úlceras. Por outro lado, adotar bons hábitos e compreender melhor a condição é fundamental para manter o equilíbrio do sistema digestivo.

Neste conteúdo, você vai entender em detalhes tudo sobre a gastrite, incluindo suas causas, sintomas, formas de tratamento e maneiras eficazes de prevenção. Confira!

O que é gastrite?

A gastrite é uma condição caracterizada pela inflamação, infecção ou erosão da mucosa do estômago. Ela ocorre quando a camada de muco que protege o revestimento interno estomacal é enfraquecida ou danificada, fazendo com que o ácido gástrico agrida os tecidos e provoque irritação.

O que causa a gastrite​?

De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil, as causas da gastrite são variadas e podem incluir:

  • Infecção bacteriana: a bactéria Helicobacter pylori é uma das principais causas associadas. Embora esteja frequentemente presente em pessoas com gastrite ou úlceras, ainda há discussões sobre seu papel exato — se é a causa direta ou se encontra no estômago um ambiente favorável para se desenvolver.

  • Uso de medicamentos: o uso prolongado de ácido acetilsalicílico (AAS), anti-inflamatórios e corticosteroides pode irritar a mucosa do estômago e reduzir sua proteção natural, facilitando a ação do ácido gástrico e favorecendo o surgimento da condição.

  • Hábitos alimentares inadequados: o consumo frequente de alimentos muito gordurosos, ácidos ou picantes pode irritar o revestimento estomacal. A ingestão de bebidas alcoólicas e, em casos mais raros, de substâncias corrosivas também aumenta o risco de inflamação.

  • Alimentos contaminados: a ingestão de comidas ou bebidas contaminados por bactérias, vírus ou toxinas pode causar inflamação aguda do estômago, geralmente associada à gastroenterite.

  • Estilo de vida: o consumo excessivo de álcool e o tabagismo contribuem para o agravamento da gastrite. O cigarro, em especial, pode aumentar a produção de ácido gástrico e prejudicar a proteção do estômago.

  • Estresse: situações de estresse, além da falta de sono, podem impactar negativamente o sistema digestivo e favorecer o surgimento ou agravamento da gastrite.

Leia também: Cuidados com intestino - melhores hábitos para manter a saúde

Tipos de gastrite

Graças aos avanços da medicina e aos estudos sobre a saúde digestiva, sabe-se que a gastrite pode se manifestar de diferentes formas. Compreender essas variações é essencial para um diagnóstico mais preciso e para a escolha do tratamento mais adequado. A seguir, conheça os principais tipos de gastrite:

1. Gastrite aguda

A gastrite aguda é uma inflamação súbita da mucosa gástrica. Embora os sintomas possam ser severos, a condição geralmente é temporária e se resolve rapidamente com o tratamento adequado e a remoção do agente causador (como excesso de álcool ou certos medicamentos).

2. Gastrite crônica

A gastrite crônica se desenvolve gradualmente e pode durar meses ou até anos. Muitas vezes está associada à infecção persistente pela bactéria Helicobacter pylori, mas também pode resultar de doenças autoimunes ou do uso prolongado de certas medicações. 

Os sintomas são frequentemente menos intensos, e a identificação e o tratamento das causas subjacentes são fundamentais para o manejo eficaz e para evitar complicações a longo prazo.

3. Gastrite nervosa

Embora o termo "gastrite nervosa" seja popularmente conhecido, na medicina ele é classificado como dispepsia funcional. Ocorre quando fatores emocionais, como estresse e ansiedade, afetam a sensibilidade e o funcionamento do estômago. 

Sob pressão, o corpo libera hormônios como o cortisol, que podem aumentar a percepção da dor e alterar a produção de ácido, irritando a mucosa mesmo que não haja inflamação visível em exames.

4. Gastrite enantematosa

A gastrite enantematosa é caracterizada por vermelhidão (hiperemia) e inchaço na mucosa gástrica. Diferente da gastrite erosiva, que provoca feridas abertas, a enantematosa indica uma inflamação ainda em estágio inicial ou mais leve, sem lesões profundas. 

Os sintomas são semelhantes aos de outras formas de gastrite, porém, a ausência de erosões pode dificultar o diagnóstico. 

5. Gastrite erosiva

A gastrite erosiva é uma inflamação do revestimento do estômago que pode resultar em erosões ou úlceras superficiais. Diferente de outros tipos de gastrite, ela tende a causar danos mais profundos na mucosa, muitas vezes levando a sintomas como dor abdominal intensa e náuseas

Se não for tratada, as complicações podem ser severas, incluindo sangramentos gastrointestinais e aumento do risco de desenvolver úlceras pépticas (feridas mais profundas que atingem a parede do estômago).

Leia também: Doenças virais - o que são, sintomas e cuidados

Gastrite: principais sintomas e sinais

Os sintomas da gastrite podem variar em intensidade, frequência e duração de acordo com cada caso, mas, de forma geral, os mais comuns incluem:

  • dor ou queimação na “boca do estômago” (região superior do abdômen);

  • náuseas;

  • vômitos;

  • indigestão (dispepsia);

  • arrotos frequentes (eructação);

  • perda de apetite;

  • sangramento digestivo (em casos graves).

Diagnóstico de gastrite: testes e exames comumente utilizados

Apesar de ser uma condição comum, a perguntacomo saber se tenho gastrite?” é muito frequente. Identificar corretamente a condição é essencial para iniciar o tratamento e evitar complicações. 

Em caso de suspeita, a avaliação médica é fundamental, e o diagnóstico costuma considerar sintomas, histórico de saúde e exames específicos que confirmam a inflamação e suas causas. Entre eles:

1. Exames laboratoriais

O exame de sangue não confirma a gastrite de forma direta, mas é importante para avaliar o estado geral do organismo. O hemograma completo, por exemplo, ajuda a identificar sinais de anemia (queda da hemoglobina). 

Isso pode acontecer em casos de gastrite erosiva, que provoca pequenos sangramentos contínuos e muitas vezes imperceptíveis, levando à deficiência de ferro ao longo do tempo.

2. Testes de imagem

A endoscopia digestiva alta é o principal exame para diagnosticar gastrite, pois permite observar diretamente o interior do estômago com alta precisão. Nesse procedimento, um tubo fino e flexível, com uma câmera na ponta, é introduzido pela boca até o estômago. 

Com isso, é possível visualizar a mucosa gástrica em tempo real, identificando inflamações, irritações, feridas ou outras alterações.

3. Biópsia

A biópsia costuma ser realizada durante a própria endoscopia e é essencial para confirmar o diagnóstico. Nesse processo, são retirados pequenos fragmentos do tecido do estômago, posteriormente enviados para análise em laboratório. 

Esse exame permite avaliar com mais precisão a presença de inflamação, detectar a bactéria Helicobacter pylori e investigar outras possíveis causas dos sintomas.

Leia também: Check-up anual - exames essenciais e por que manter em dia

Tratamento de gastrite

O tratamento da gastrite exige uma abordagem integrada, que liga o diagnóstico (que revela a causa do problema) às medidas adotadas para recuperar a mucosa do estômago. Isso porque o tratamento dificilmente se baseia em apenas uma abordagem. Na maioria dos casos, ele envolve a combinação de:

1. Terapia farmacológica

Após a confirmação da gastrite, o objetivo inicial do tratamento é diminuir a irritação no estômago, favorecendo a cicatrização da mucosa. Para isso, geralmente são adotadas medidas que combinam o uso dos seguintes medicamentos:

  • Inibidores da bomba de prótons (IBPs): são utilizados para reduzir a produção de ácido gástrico, o que contribui para aliviar a dor e proteger o estômago.

  • Antibióticos: quando há infecção por Helicobacter pylori, é necessário adotar um tratamento com antibióticos para eliminar a bactéria e evitar complicações futuras, como úlceras.

  • Antiácidos e protetores da mucosa: atuam principalmente no alívio rápido dos sintomas, formando uma camada protetora temporária sobre a parede do estômago.

2. Alimentação e hábitos de vida

O tratamento da gastrite não depende apenas de medicamentos, afinal, manter hábitos que continuem irritando o estômago pode dificultar a recuperação. Por isso, ajustar a alimentação e a rotina é uma parte essencial do cuidado:

  • Alimentos a evitar: produtos que aumentam a acidez ou irritam a mucosa gástrica devem ser reduzidos ou suspensos, como pimenta e outros temperos fortes, café (inclusive descafeinado), refrigerantes, frituras, embutidos (como salsicha e presunto), frutas muito ácidas (como limão e laranja consumida pura) e bebidas alcoólicas.

  • Alimentos mais indicados: priorize opções mais leves e de fácil digestão, como carnes magras (frango e peixe), legumes cozidos, frutas menos ácidas (mamão, banana e maçã sem casca), além de alimentos simples como biscoitos de água e sal e iogurtes com baixo teor de gordura.

3. Controle do estresse e saúde mental

O equilíbrio emocional também tem impacto direto na saúde do estômago. Isso porque situações de estresse frequente podem intensificar a produção de ácido gástrico e agravar os sintomas, dificultando a recuperação da mucosa. Por isso, cuidar da saúde mental é uma parte importante do tratamento:

  • Uso de medicamentos com cautela: anti-inflamatórios como aspirina e diclofenaco podem irritar a mucosa do estômago, especialmente quando utilizados com frequência. Sempre que possível, o uso deve ser feito apenas com orientação médica. Em alguns casos, analgésicos como o paracetamol podem ser alternativas menos agressivas.

  • Gerenciamento do estresse: embora não seja a causa direta da gastrite, o estresse pode piorar o quadro. Estratégias como atividade física regular, técnicas de respiração, momentos de lazer e até acompanhamento psicológico podem ajudar a reduzir esse impacto.

  • Interrupção do uso de cigarros: o tabagismo compromete a proteção natural do estômago e atrapalha o processo de cicatrização, prolongando os sintomas e aumentando o risco de complicações.

Por fim, o tratamento da gastrite deve sempre ser feito com orientação médica, já que cada caso exige uma abordagem específica. A automedicação pode aliviar os sintomas temporariamente, mas também mascarar problemas mais graves e atrasar o diagnóstico correto.

Prevenção da gastrite: dicas e cuidados essenciais

Evitar a gastrite envolve, principalmente, manter bons hábitos que protejam o funcionamento do estômago. Algumas medidas simples podem fazer diferença, como:

  • Manter uma boa hidratação ao longo do dia, contribuindo para a digestão e a proteção da mucosa gástrica.

  • Evitar ficar muitas horas sem se alimentar, já que o jejum prolongado pode aumentar a acidez estomacal.

  • Evitar o consumo de bebidas muito quentes, que podem irritar o estômago com o tempo.

  • Ter atenção ao uso contínuo de medicamentos, seguindo sempre orientação médica para evitar danos à mucosa.

  • Comer com calma e mastigar bem os alimentos, facilitando o processo digestivo.

  • Evitar roupas muito apertadas na região abdominal, que podem aumentar o desconforto e favorecer o refluxo.

Leia também: Vitaminas e dieta saudável para reforçar a imunidade

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Compreender os sintomas e realizar os exames é apenas o início do processo. A recuperação da gastrite exige um cuidado contínuo, que envolve orientação médica, adoção de hábitos equilibrados e o uso adequado de medicamentos no dia a dia.

Seja para tratar a infecção por H. pylori, reduzir a acidez com fármacos especiais ou aliviar os sintomas com protetores gástricos, é importante utilizar opções seguras e seguir corretamente as recomendações profissionais.

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