Anemia: o que é, sintomas, tratamento e mais!
Por MAYARA SATIRO RODRIGUES as 14:16 - 7/01/2026 Saúde
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A anemia é uma condição de saúde relativamente comum no Brasil, atingindo milhares de pessoas de diferentes grupos populacionais. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde, cerca de 10% das pessoas adultas e idosas no país convivem com essa condição, e os casos mais graves costumam aparecer com mais frequência entre as mulheres.
Conhecida por causar palidez na pele e nas mucosas, a anemia é, muitas vezes, silenciosa — mas pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Ela pode estar relacionada à falta de nutrientes na alimentação, ao fluxo menstrual intenso ou até a doenças genéticas, crônicas e autoimunes.
Pensando em te ajudar a identificar melhor a condição, preparamos neste artigo um guia completo sobre a anemia, destacando seus diferentes tipos, os sintomas mais comuns, as principais causas e as abordagens mais atuais de tratamento. Confira!
Anemia: o que é?
A anemia é uma condição caracterizada pelos níveis de hemoglobina ou de glóbulos vermelhos baixos — dois componentes fundamentais para o transporte de oxigênio por todo o corpo. Quando estão em quantidade insuficiente, o organismo não recebe oxigênio na medida certa, comprometendo diretamente o funcionamento de funções como o metabolismo.
Muitas vezes silenciosa, a anemia pode indicar a presença de uma doença de base, frequentemente oculta. Dependendo da causa, da intensidade e da velocidade com que se desenvolve, ela pode afetar o funcionamento de órgãos vitais, interferindo diretamente na qualidade de vida da pessoa portadora da condição.
Anemia: causas mais comuns
As causas da anemia variam, podendo estar relacionadas a fatores desde a alimentação até questões mais complexas, como a genética. No entanto, as mais frequentes incluem:
1. Deficiência de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico
A falta de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico pode levar à anemia, já que esses nutrientes são peças-chave na produção de glóbulos vermelhos saudáveis.
O ferro, por exemplo, é parte essencial da hemoglobina — a proteína que carrega o oxigênio no sangue. Já a vitamina B12 e o ácido fólico são fundamentais para a maturação e divisão adequadas das células do sangue na medula óssea.
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2. Perdas sanguíneas
Fluxo menstrual intenso, traumas, procedimentos cirúrgicos, hemorragias pós-parto, varizes esofágicas e úlceras gástricas — todos são exemplos de situações que podem causar perda de sangue e levar à anemia.
Isso acontece porque, com a perda sanguínea, a quantidade de glóbulos vermelhos na circulação diminui. E, com menos dessas células no organismo, há também uma redução nos níveis de hemoglobina, dificultando assim o transporte de oxigênio necessário para os tecidos e órgãos do corpo.
3. Doenças crônicas
A anemia também pode ser consequência de condições crônicas, como doença de Crohn, colite ulcerativa, artrite reumatoide, insuficiência renal e até mesmo câncer, por exemplo. Essas condições podem influenciar a produção das células sanguíneas e, quando essa produção diminui, aumenta o risco de desenvolver um quadro anêmico.
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4. Doenças genéticas
Além das doenças crônicas, algumas condições genéticas também podem causar anemia. A talassemia, por exemplo, é um conjunto de diferentes distúrbios genéticos que reduzem ou até impedem a produção de partes essenciais da hemoglobina. Isso resulta em células sanguíneas anormais, que o corpo elimina mais rapidamente, contribuindo para o quadro anêmico.
5. Problemas na medula óssea
Problemas na medula óssea também podem levar à anemia, uma vez que é ela a responsável por fabricar todas as células do sangue, incluindo os glóbulos vermelhos. Assim, se a medula não está funcionando como deveria, a produção das hemácias pode ficar comprometida, resultando em um quadro de anemia.
Principais sintomas de anemia
Os sintomas da anemia podem variar bastante, desde leves até mais graves, dependendo do tipo, da intensidade e da rapidez com que o quadro da condição se desenvolve no organismo. Porém, de maneira geral, os sinais mais comuns incluem:
Cansaço constante e generalizado.
Palidez na pele e mucosas.
Tontura ou sensação de desmaio.
Falta de ar.
Sonolência.
Dores de cabeça frequentes.
Dificuldade de concentração.
Falta de apetite.
Unhas e cabelos fracos.
Palpitações.
Além da falta de ferro: quais são os tipos de anemia?
É comum que, ao se falar de anemia, as pessoas logo pensem que ela está sempre relacionada a uma quantidade insuficiente de ferro no corpo. Contudo, como vimos, ela pode ter várias causas e tipos diferentes. Seguir, vamos conhecer melhor os principais tipos dessa condição:
1. Anemia ferropriva
A anemia ferropriva é o tipo mais comum, causada justamente pela deficiência de ferro no organismo. Esse mineral é essencial para a produção da hemoglobina, responsável por transportar oxigênio pelo corpo. Por isso, quando não há ferro suficiente, fatores como ciclos menstruais intensos, alimentação inadequada e sangramentos gastrointestinais podem resultar nesse tipo de anemia.
Segundo um artigo publicado Revista Lumen et Virtus (LEV), entre 2019 e 2023, foram registradas 26.560 internações de homens e 37.103 de mulheres por anemia ferropriva no Brasil. E mais: a maior concentração de casos foi no Sudeste (39,9%), seguida pelo Nordeste (25,3%).
2. Anemia megaloblástica
A anemia megaloblástica é o nome dado ao quadro de deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, nutrientes essenciais para a produção de glóbulos vermelhos saudáveis. Por isso, sem eles, a medula óssea acaba produzindo glóbulos vermelhos imaturos, chamados megaloblastos, que não funcionam corretamente.
Esse tipo de anemia é mais comum em pessoas com dietas restritivas, como vegetarianos ou veganos, que podem não consumir o suficiente desses nutrientes. No entanto, ela também pode ser causada por problemas de absorção intestinal, como na doença celíaca, ou em casos de alcoolismo crônico, que afeta a capacidade do corpo de absorver essas vitaminas.
3. Anemia falciforme
A anemia falciforme, como mencionado anteriormente, é uma doença genética que provoca uma alteração nos glóbulos vermelhos, fazendo com que eles adquiram a forma semelhante a de uma foice, em vez da forma arredondada normal. Esse é o motivo do prefixo em latim “falci”, que significa “foice”, e do sufixo “forme”, que significa “forma”.
Essa mudança na estrutura dos glóbulos vermelhos pode dificultar a circulação sanguínea, resultando em episódios dolorosos intensos — chamados de crises falciformes —, além de aumentar o risco de complicações graves, incluindo acidente vascular cerebral (AVC) e danos aos órgãos.
4. Anemia aplásica
A anemia aplásica é um tipo mais raro e grave causado pela falência da medula óssea, causando uma produção muito baixa da maioria ou de todos os tipos de células sanguíneas — glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
Ela pode ser desencadeada por infecções virais, exposição a substâncias tóxicas (como o benzeno), exposição à radiação, uso de agentes quimioterápicos e certos medicamentos, entre outros fatores.
Anemia: como tratar e quais as principais abordagens terapêuticas?
Como existem diferentes tipos de anemia, há abordagens terapêuticas específicas para cada um. Por isso, é fundamental passar por uma consulta médica visando identificar a causa e escolher o tratamento mais adequado, combinado? Entre as opções de tratamento para anemia mais comuns, estão:
I. Suplementação
Nos casos leves a moderados de anemia ferropriva e megaloblástica, a suplementação de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, geralmente por via oral ou injetável, é o passo inicial para reverter o quadro de anemia. Em alguns casos de anemia falciforme, outros suplementos, como zinco e vitaminas antioxidantes (A, C, E), podem ser considerados, mas sempre sob orientação médica.
II. Mudanças na alimentação
Mudanças na alimentação, priorizando alimentos ricos em nutrientes essenciais, também podem ser uma abordagem para tratar a anemia. Nesse caso, é interessante incluir na dieta diária:
Alimentos ricos em ferro: carne vermelha, aves, peixes, leguminosas, tofu, castanhas e sementes.
Alimentos que auxiliam na absorção de ferro: frutas cítricas, morango, kiwi, pimentão e tomate.
Alimentos ricos em ácido fólico: vegetais de folhas verdes escuras, frutas cítricas, leguminosas, aspargos e brócolis.
Alimentos ricos em vitamina B12: carnes, peixes, ovos e laticínios.
III. Terapia medicamentosa
No caso da anemia falciforme ou aplásica, condições mais complexas em comparação com outros tipos de anemia, o tratamento também tende a ser mais individualizado. Ele pode ode envolver o uso de medicamentos imunossupressores, antibióticos preventivos para evitar infecções, e, em casos mais críticos, até mesmo transfusões sanguíneas ou transplantes de medula óssea.
Tire suas dúvidas sobre a anemia
A anemia, apesar de ser bastante comum, ainda gera muitas dúvidas. Por isso, separamos algumas perguntas frequentes sobre o assunto para esclarecer de forma simples. Confira:
1. Anemia e menstruação: qual a relação?
Fluxos menstruais intensos podem ser uma das causas da anemia ferropriva em pessoas que possuem útero em idade fértil. Isso acontece porque com uma perda constante de sangue há uma diminuição no número total de glóbulos vermelhos circulantes. Dessa forma, é essencial prestar atenção aos ciclos excessivamente abundantes e, caso perceba qualquer anormalidade, buscar orientação ginecológica.
2. Quem tem anemia pode doar sangue?
Depende do tipo e da gravidade da anemia. Quem está com anemia ativa não pode doar sangue, já que seus níveis de hemoglobina estão abaixo do ideal. Contudo, após o tratamento e a normalização dos exames, a doação pode ser liberada, desde que a causa da anemia tenha sido tratada e a pessoa esteja em boas condições de saúde.
3. A anemia é transmissível?
A anemia não é uma doença contagiosa ou transmissível. Nos casos genéticos, como a anemia falciforme, a condição é herdada do pai ou da mãe, mas não é “passada” de uma pessoa para outra como uma infecção.
A anemia, embora seja uma condição comum, não deve ser ignorada. Por isso, é essencial manter os exames em dia e fazer check-ups anuais para garantir que tudo esteja “nos conformes”. E claro, caso receba o diagnóstico da condição, nada melhor do que buscar os melhores itens de tratamento com qualidade e no melhor preço, não é mesmo?
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