Deficiências Nutricionais: o que são e quando suplementar?
Por SAMUEL NOBUO SATO as 17:40 - 11/05/2026 Saúde
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Sensação constante de cansaço, aumento da queda de cabelo, redução do foco e outros sintomas semelhantes costumam aparecer de forma gradual e nem sempre são associados imediatamente à alimentação.
No entanto, esses sinais podem indicar que o organismo não está obtendo ou utilizando de maneira eficiente os nutrientes necessários para seu funcionamento adequado.
As deficiências nutricionais acontecem justamente quando há ingestão insuficiente de macro e micronutrientes ou quando o organismo apresenta dificuldades em absorvê-los de forma adequada.
Esse desequilíbrio compromete diferentes processos essenciais do corpo e pode, consequentemente, aumentar o risco de diversas doenças, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.
Neste artigo, você vai entender como essas carências impactam o organismo, quais são os principais sinais de alerta e em que situações a suplementação pode ser considerada para auxiliar na reposição de nutrientes. Acompanhe!
O que é uma deficiência nutricional?
De acordo com o Caderno dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes, do Ministério da Saúde, a deficiência nutricional (ou carência nutricional) é um problema de saúde pública que ocorre quando o organismo não recebe ou não consegue aproveitar adequadamente a quantidade necessária de vitaminas, minerais, proteínas ou gorduras.
Trata-se de uma condição multifatorial, que pode estar relacionada a diferentes aspectos do estilo de vida, da alimentação e da absorção de nutrientes, servindo de base para o desenvolvimento de diversas alterações no organismo, como anemia, baixa imunidade, entre outras.
O que causa uma deficiência nutricional?
Para tratar deficiências nutricionais de forma adequada, é importante compreender suas causas. Entre os principais fatores por trás dessas carências estão:
1. Alimentação restritiva e dietas limitadas
Uma das principais causas está relacionada à alimentação restritiva ou pouco variada. Isso acontece quando a dieta não contempla a diversidade necessária de vitaminas e minerais para o bom funcionamento do organismo.
Em muitos casos, a exclusão de grupos alimentares sem orientação adequada, como carnes, laticínios ou carboidratos, pode gerar desequilíbrios importantes. Além disso, a repetição constante dos mesmos alimentos ao longo da rotina também contribui para esse problema.
2. Absorção prejudicada (má absorção)
Em alguns casos, o consumo de nutrientes acontece normalmente, mas o organismo não consegue aproveitá-los de forma adequada, devido a falhas no processo de absorção e transporte para a corrente sanguínea. Alguns exemplos são:
Condições gastrointestinais: doenças que afetam o sistema digestivo, como a doença celíaca, podem causar inflamação na mucosa intestinal e reduzir a capacidade de absorção de nutrientes.
Cirurgia bariátrica: procedimentos desse tipo podem interferir na absorção, pois modificam o trajeto dos alimentos e diminuem a área disponível para a captação de nutrientes.
Uso de medicamentos: o uso prolongado de certos medicamentos, como antiácidos e laxantes, pode alterar o funcionamento do sistema digestivo e comprometer a absorção de nutrientes importantes.
3. Aumento da necessidade biológica
As necessidades nutricionais também podem aumentar a ponto de o consumo de nutrientes ultrapassar a capacidade de reposição do organismo, mesmo quando a absorção está adequada e a alimentação é equilibrada. Isso ocorre, por exemplo, durante:
Gestação e amamentação: o organismo passa a ter maior demanda de nutrientes para apoiar o desenvolvimento da criança e a produção de leite.
Infância e adolescência: fases de crescimento acelerado exigem maior aporte de nutrientes, fundamentais para o desenvolvimento ósseo e hormonal.
Recuperação de doenças ou cirurgias: o corpo utiliza mais vitaminas e minerais para auxiliar na cicatrização e na recuperação do sistema imunológico.
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Conheça as principais deficiências nutricionais
As carências nutricionais não surgem de forma imediata, mas se desenvolvem ao longo do tempo quando o organismo não recebe ou não repõe adequadamente os nutrientes necessários.
Como cada vitamina e mineral atua em processos específicos do corpo, a falta de cada um deles pode gerar diferentes sinais e alterações. A seguir, estão alguns dos principais exemplos e seus impactos no organismo:
Ferro
Função no organismo: compõe a hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no sangue para os tecidos.
Quando está em falta: reduz a oxigenação dos tecidos, afetando níveis de energia e desempenho físico e mental.
Vitamina C
Função no organismo: atua como antioxidante, participa da formação de colágeno e auxilia na absorção de ferro de origem vegetal.
Quando está em falta: compromete processos de manutenção e regeneração dos tecidos e a proteção celular.
Vitamina D
Função no organismo: regula a absorção de cálcio e fósforo e contribui para o equilíbrio do sistema imunológico.
Quando está em falta: afeta principalmente funções estruturais e de defesa do organismo.
Vitamina B12
Função no organismo: atua na formação das células sanguíneas e na manutenção do sistema nervoso.
Quando está em falta: prejudica processos neurológicos e a produção adequada de células sanguíneas.
Magnésio
Função no organismo: participa de reações metabólicas, auxilia no relaxamento muscular e no equilíbrio do sistema nervoso.
Quando está em falta: compromete a regulação muscular e a estabilidade do sistema nervoso.
Vitamina A
Função no organismo: essencial para a visão e para a integridade das mucosas que protegem o organismo.
Quando está em falta: afeta funções visuais e barreiras naturais de proteção do organismo.
Zinco
Função no organismo: atua na síntese de proteínas, divisão celular, resposta imunológica e percepção de paladar e olfato.
Quando está em falta: prejudica processos de reparo e o funcionamento do sistema imune.
Doenças causadas por deficiências nutricionais mais comuns
Além de entender as funções dos nutrientes e os sinais que indicam sua deficiência, também é importante conhecer as principais doenças nutricionais que podem surgir a partir dessas carências.
Essas condições tendem a se desenvolver quando a falta de vitaminas e minerais se mantém por um período prolongado, afetando o equilíbrio e o funcionamento do organismo. Abaixo, listamos e explicamos as mais comuns:
Anemia ferropriva: anemia por deficiência nutricional de ferro, que compromete a produção de hemoglobina e o transporte de oxigênio no sangue.
Escorbuto: condição associada à deficiência de vitamina C, relacionada à falha na síntese de colágeno.
Osteoporose e raquitismo: hipovitaminoses decorrentes da baixa vitamina D, caracterizadas pela redução da densidade mineral óssea.
Anemia megaloblástica: alteração causada pela deficiência de vitamina B12, com impacto na formação adequada das células sanguíneas.
Hipomagnesemia: desequilíbrio de magnésio no organismo, que afeta funções neuromusculares e elétricas.
Xeroftalmia: condição ocular associada à deficiência de vitamina A, com impacto na lubrificação e integridade dos olhos.
Hipozincemia: deficiência de zinco que compromete processos celulares como crescimento, reparo tecidual e imunidade.
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Deficiência nutricional: sintomas gerais
A identificação de uma deficiência nutricional pode gerar dúvidas, já que seus sinais podem ser facilmente confundidos com situações comuns do dia a dia. Ainda assim, existem manifestações recorrentes que merecem atenção.
Para ajudar a responder à dúvida: “como saber se estou com deficiência nutricional”, é importante observar sintomas gerais como:
fadiga extrema;
cansaço persistente;
alterações de humor;
queda de cabelo acentuada;
unhas fracas e quebradiças;
ressecamento e descamação da pele;
tonturas ao se levantar;
cãibras e espasmos musculares frequentes;
formigamento ou dormência nas mãos e pés.
Deficiência nutricional: como tratar?
Ao identificar sintomas de deficiência nutricional, o próximo passo é adotar uma abordagem adequada com acompanhamento profissional. Isso porque o objetivo não é apenas aliviar os sinais, mas corrigir a origem do desequilíbrio e restabelecer os níveis de nutrientes no organismo de forma segura.
Em geral, o tratamento envolve etapas como:
1. Diagnóstico por exames laboratoriais
O primeiro passo do tratamento é identificar com exatidão quais nutrientes estão em desequilíbrio no organismo. Para isso, são realizados exames laboratoriais específicos, que oferecem uma análise mais completa do estado nutricional. Entre os principais, podem estar:
Ferritina (para níveis de ferro).
25(OH)D (mede a concentração de vitamina D).
Zinco sérico (analisa os níveis de zinco).
2. Suplementação sob orientação médica
Quando a deficiência de algum nutriente é diagnosticada após exames, a suplementação pode ser a alternativa mais comumente utilizada para corrigir o desequilíbrio, em doses ajustadas para fins terapêuticos.
Nesses casos, é essencial que o uso seja definido por orientação médica ou nutricional para garantir a escolha ideal, a forma de administração e o tempo de tratamento, de acordo com a necessidade individual.
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Como prevenir déficits nutricionais?
A prevenção de deficiências vitamínicas e minerais está diretamente ligada à manutenção de uma alimentação equilibrada e de escolhas que favoreçam o bom funcionamento do organismo ao longo do tempo.
Nesse sentido, alguns cuidados na rotina ajudam a preservar esse equilíbrio nutricional, tais como:
Diversifique os alimentos ao longo do dia: montar refeições com diferentes tipos de vegetais é uma forma eficiente de aumentar a ingestão de nutrientes. A variedade no prato contribui para uma oferta mais completa de vitaminas, fibras e proteínas.
Mantenha o intestino em equilíbrio: o bom aproveitamento dos nutrientes depende de um sistema digestivo saudável. Por isso, incluir fontes de fibras e alimentos fermentados pode favorecer esse processo.
Diminua a presença de industrializados na rotina: produtos muito processados costumam ter baixo valor nutricional e não contribuem de forma significativa para o aporte de micronutrientes.
Aposte em combinações alimentares inteligentes: alguns nutrientes são melhor absorvidos quando consumidos em conjunto, como ocorre com o ferro de origem vegetal associado à vitamina C.
Inclua o acompanhamento periódico na rotina: a realização de exames laboratoriais em intervalos regulares ajuda a identificar possíveis desequilíbrios nutricionais, mesmo na ausência de sintomas evidentes.
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