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Labirintite: o que é, causas, sintomas e como tratar?

Por MAYARA SATIRO RODRIGUES as 16:16 - 6/01/2026 Saúde

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A labirintite é um termo popularmente usado para se referir a um grupo de distúrbios que afetam o labirinto — uma estrutura localizada no ouvido interno, fundamental para a audição, o equilíbrio e a noção de posição do corpo no espaço.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aproximadamente 33% da população brasileira experimenta sintomas relacionados à labirintite em algum momento da vida, sendo vertigem o mais recorrente. Mas como saber se é realmente labirintite? E se for, como é o tratamento?

Neste artigo, trouxemos um guia completo sobre a labirintite, destacando os sintomas mais comuns, causas e gatilhos, os tipos existentes, formas de tratamento e as dúvidas mais frequentes sobre o assunto. Continue lendo para saber mais!

O que é labirintite?

Labirintite é o nome popular dado às labirintopatias, um grupo de doenças conhecidas por desencadear distúrbios ou inflamações no labirinto, uma estrutura do ouvido interno formada pela cóclea (ligada à audição) e pelos canais semicirculares e o vestíbulo (relacionados ao equilíbrio). 

Juntos, eles auxiliam na percepção dos sons, dos movimentos e da posição do corpo no espaço. Dessa forma, quando há uma inflamação no labirinto ou quando a estrutura sofre alguma disfunção, o cérebro recebe informações desencontradas, causando os sintomas mais conhecidos da condição. 

Sintomas de labirintite

Os sintomas da labirintite podem variar de pessoa para pessoa, mas, geralmente, os mais comuns são:

  1. Tontura.

  2. Sensação de rotação (vertigem).

  3. Vômitos e náuseas.

  4. Zumbido no ouvido.

  5. Perda temporária ou diminuição da audição.

  6. Dificuldade de movimento e/ou equilíbrio.

  7. Sudorese excessiva.

  8. Palidez.

  9. Sensação de pressão no ouvido (“ouvido tampado”).

Esses sintomas podem aparecer de repente e durar horas ou até dias, principalmente nos casos mais agudos. Ao perceber algo diferente, o ideal é procurar orientação médica com um(a) otorrinolaringologista, neurologista ou clínico(a) geral para investigar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

Labirintite: causas mais comuns

Aparecendo, geralmente, após os 40 ou 50 anos, a labirintite geralmente ocorre por conta de mudanças metabólicas e no sistema vestibular. No entanto, é importante entender que diversos fatores podem desencadear ou favorecer o surgimento do problema. Abaixo, listamos os mais comuns:

  1. Infecções virais ou bacterianas (como gripes ou otites mal curadas).

  2. Distúrbios emocionais (como estresse e ansiedade).

  3. Problemas vasculares (como má circulação no ouvido interno).

  4. Uso de certos medicamentos ototóxicos (ou seja, tóxicos para o ouvido).

  5. Disfunções temporomandibular (nos músculos ou articulações da mandíbula).

  6. Traumas cranianos.

  7. Doenças autoimunes.

Tipos de labirintite

Agora que já sabemos o que é a labirintite, suas principais causas e sintomas mais frequentes, vamos entender os tipos mais comuns dessa condição — cada um com suas características próprias e abordagens mais eficazes de tratamento. Confira a seguir:

1. Labirintite viral

A labirintite viral ocorre quando um vírus causa inflamação no labirinto, interferindo no funcionamento normal dessa estrutura. Geralmente, os vírus responsáveis são os que causam doenças virais corriqueiras, mas, em casos mais raros, podem ser vírus como os causadores de herpes zoster, sarampo, caxumba ou rubéola, por exemplo.

2. Labirintite bacteriana

Menos comum, a labirintite bacteriana geralmente surge como uma consequência de uma infecção no ouvido médio (otite) ou de uma infecção nas meninges (meningite), quando as bactérias chegam diretamente ao labirinto ou suas toxinas causam inflamação nessa região. Em casos mais severos da condição, pode ocorrer a formação de pus, caracterizando a chamada labirintite supurativa.

3. Labirintite autoimune

A labirintite autoimune, tipos mais raro da condição, acontece quando o próprio sistema imunológico do organismo ataca por engano as células do ouvido interno, resultando em inflamação. O problema pode surgir sozinho ou então em conjunto com outras doenças autoimunes, como lúpus ou artrite reumatoide.

Labirintite: como tratar?

Embora possa parecer uma condição complexa devido ao local afetado e aos sintomas, existem, sim, tratamentos para labirintite e diversas abordagens para tratar o problema. Além disso, quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores as chances de aliviar os sintomas e prevenir novas crises.

O caminho para tratar a condição depende, sobretudo, da causa do problema — e, por isso, pode variar de pessoa para pessoa. Mas, de maneira geral, pode ser prescrito:

1. Terapia medicamentosa

O uso de medicamentos costuma ser a primeira linha de tratamento, em especial para aliviar os sintomas durante as crises de labirintite. Entre os fármacos mais comumente prescritos, estão:

  • Antivertiginosos, para aliviar a tontura e a sensação de desequilíbrio.

  • Antieméticos, que ajudam no alívio náuseas e vômitos.

  • Anti-inflamatórios, que podem ser prescritos em alguns casos visando reduzir a inflamação.

  • Antibióticos, quando a condição tem origem bacteriana. Podem ser administrados de forma oral ou intravenosa, dependendo da gravidade do caso.

  • Ansiolíticos ou antidepressivos, indicados para quadros associados a fatores emocionais ou psicológicos (estresse, ansiedade, etc.).

Lembrando que, assim como qualquer outro medicamento, todos eles devem ser sempre utilizados com prescrição e acompanhamento médico. O uso indiscriminado pode causar efeitos colaterais ou mesmo piorar os sintomas atuais.

2. Reabilitação vestibular

Quando as crises de labirintite se tornam frequentes ou duram mais tempo, o tratamento pode precisar ir além dos medicamentos. Nesse caso, a reabilitação vestibular entra como uma alternativa menos invasiva, mas muito eficaz para muitas pessoas.

Esse tipo de tratamento envolve exercícios personalizados, orientados por fisioterapeutas especializados, visando estimular o cérebro a se adaptar às alterações no sistema vestibular — ajudando a reduzir a tontura, melhorar o equilíbrio e aumentar a segurança nas atividades diárias.

3. Terapias complementares

Mais do que um complemento, manter uma rotina equilibrada é fundamental no tratamento e na prevenção das crises de labirintite. Fatores psicossomáticos, noites mal dormidas e até mesmo o sedentarismo podem ser gatilhos para o surgimento ou intensificação dos sintomas.  

Assim, cuidar do corpo e da mente é uma forma de aumentar a imunidade e fortalecer o sistema imunológico, o que pode ter um impacto positivo na prevenção e controle das crises de labirintite. 

Terapias de relaxamento e redução do estresse (ioga, mindfulnessmeditação, etc.), adoção de uma dieta mais saudável, uma rotina de atividades físicas são opções que podem complementar o tratamento médico.

Tire suas dúvidas sobre a labirintite

A labirintite, com seus sintomas de vertigem e desequilíbrio, pode gerar muitas dúvidas. Por isso, respondemos abaixo às perguntas mais comuns para você saber mais sobre o assunto. Acompanhe!

1. Quanto tempo dura a labirintite?

A duração de um quadro de labirintite depende, principalmente, da causa e do tipo. 

  • No caso da labirintite viral, os sintomas duram geralmente entre 3 a 7 dias e tendem a melhorar gradualmente conforme o organismo combate o vírus. 

  • Já a labirintite bacteriana pode durar por semanas, especialmente quando a gravidade é maior.  

  • Por fim, a labirintite autoimune costuma ter um curso mais prolongado e recorrente, demandando acompanhamento contínuo e controle com medicamentos específicos.

2. Como descobrir se tenho labirintite?

A melhor maneira de saber se você tem ou não labirintite é passando por uma consulta médica logo após perceber os sintomas. Durante a consulta, o diagnóstico será feito com base na descrição dos sintomas, no histórico de saúde e em exames clínicos específicos. Entre eles:

  • Exames clínicos de equilíbrio.

  • Testes auditivos (audiometria).

  • Exames de imagem (ressonância magnética, tomografia, etc.).

3. Outras condições podem ser confundidas com labirintite? Quais?

Sim, outras condições podem ser confundidas com labirintite por causarem sintomas semelhantes, como tontura e vertigem. Entre elas estão:

  • Neurite vestibular: inflamação do nervo vestibular, que afeta o ouvido interno e causa vertigem súbita e intensa.

  • Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB): episódios breves de vertigem desencadeados por movimentos da cabeça.

  • Fístula perilinfática: ruptura em uma das membranas que separam o ouvido médio do ouvido interno, permitindo o vazamento de fluido e provocando desequilíbrio e vertigem.

  • Doença de Menière: condição que afeta o ouvido interno e pode causar episódios de vertigem intensa, zumbido no ouvido, sensação de “pressão”, etc.

4. Quem tem labirintite pode praticar atividade física?

Pode e deve! Praticar atividades físicas, como caminhadas, alongamentos ou ioga, respeitando os limites do corpo, pode ser uma ótima maneira de fortalecer o organismo de quem convive com a labirintite, além de contribuir diretamente para a melhora do equilíbrio e da coordenação motora geral.

Leia também: Como escolher o seu tipo de exercício físico


O labirinto é uma estrutura delicada e fundamental para o nosso equilíbrio. Por isso, ao menor sinal de tontura, zumbido ou sensação estranha, não hesite: procure ajuda médica especializada. Um diagnóstico precoce e o tratamento certo fazem toda a diferença para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida. 

Lembre-se: ter labirintite não é uma sentença — com acompanhamento médico e alguns cuidados no dia a dia, é totalmente possível viver bem, com mais conforto e bem-estar!

E, na hora de adquirir os medicamentos prescritos para auxiliar no tratamento, conte com as farmácias Nissei! Seja online ou em uma de nossas lojas físicas, você encontra uma ampla seleção dos fármacos que podem ser prescritos para tratar a labirintite — incluindo anti-inflamatórios, corticoides, antibióticos e muito outros!

Confira as opções disponíveis no site da Nissei ou procure a Farmácia Nissei mais próxima de você.

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