compartilhar

Compartilhar

Tipos de repelente: qual é o melhor para cada situação

Por SAMUEL NOBUO SATO as 12:18 - 21/05/2026 Saúde

compartilhar

Compartilhar

Com a chegada do calor e o aumento das chuvas, é comum que mosquitos e pernilongos se multipliquem, crescendo também o risco de doenças como dengue, zika e chikungunya, transmitidas por picadas de insetos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os mosquitos e outros vetores (como carrapatos e flebotomíneos) são responsáveis por mais de 700 mil mortes por ano em todo o mundo. Esse número reforça a importância da prevenção e do uso de repelentes

Mas, com tantas opções disponíveis, como saber qual é o melhor tipo de repelente? Neste artigo, você vai conhecer as principais categorias, descobrir qual é o mais indicado para cada pessoa, inclusive gestantes e crianças, e aprender os cuidados que garantem uma proteção segura e eficaz para toda a família. Acompanhe!

O que é um repelente e como ele funciona?

Os repelentes são produtos desenvolvidos para afastar insetos, especialmente mosquitos. Eles não matam, mas impedem que os insetos se aproximem da pele ao mascarar o odor natural do corpo.

Esse efeito acontece porque os ingredientes ativos do produto confundem o olfato do mosquito, dificultando que ele identifique a presença humana. Esses ativos podem ser sintéticos, produzidos em laboratório, ou naturais, extraídos de plantas com propriedades repelentes.

De modo geral, eles atuam de duas formas principais:

  1. Formando uma camada protetora sobre a pele, que impede que o mosquito se aproxime.

  2. Liberando partículas no ar, como acontece nos repelentes elétricos ou de ambiente.

Tipos de repelente: conheça as principais categorias

Atualmente, existem várias opções de repelentes no mercado com diferentes fórmulas, formatos e tempos de ação. Cada um é formulado para se adaptar melhor às mais variadas situações e tipos de pele. Confira a seguir os principais:

1. Repelentes químicos (sintéticos)

Os repelentes químicos são os mais comuns e geralmente os mais eficazes contra mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Eles conseguem afastar os insetos por conterem ativos químicos como: 

  • DEET (N,N-Dietil-meta-toluamida): um dos ativos mais usados no mundo, ele garante proteção de 4 a 8 horas, dependendo da concentração. É indicado para pessoas adultas e crianças acima de 2 anos (em versões específicas).

  • Icaridina (ou Picaridina): tem alta eficácia e menor odor em relação ao DEET, conseguindo proporcionar proteção prolongada (até 10 horas), sendo bastante indicada para regiões com alto risco de doenças tropicais.

  • IR3535 (Ethyl Butylacetylaminopropionate): é um ativo seguro, com baixo risco de irritação, que pode ser usado por gestantes e por crianças a partir dos 6 meses, conforme orientação médica.

Vantagens:

  • Alta eficácia e durabilidade.

  • Eficaz contra mosquitos transmissores de doenças.

  • Disponíveis em loção, spray ou gel.

Desvantagens:

  • Podem causar irritação se usados em excesso.

  • Alguns têm cheiro mais forte.

  • Exigem reaplicação conforme o tempo indicado na embalagem.

2. Repelentes naturais

Os repelentes naturais são alternativas mais suaves, formuladas com óleos essenciais e extratos vegetais. Alguns tipos de plantas repelentes que podem ser usadas para afastar os mosquitos são:

  • Citronela.

  • Eucalipto-limão (Lemon Eucalyptus).

  • Lavanda..

  • Cravo-da-índia

  • Capim-limão (lemongrass).

Esses óleos confundem o sistema sensorial dos mosquitos, evitando as picadas e coceiras.

Vantagens:

  • Aroma agradável e sensação refrescante.

  • Menor risco de irritação na pele.

  • Podem ser usados como opção complementar ou em ambientes fechados.

Desvantagens:

  • Menor duração do efeito (geralmente de 1 a 2 horas).

  • Necessitam de reaplicação mais frequente.

  • Eficácia reduzida em áreas com alta infestação de mosquitos.

3. Repelentes de ambiente

Além dos produtos usados diretamente na pele, existem também os repelentes que protegem o ambiente, criando uma barreira contra os insetos no espaço ao redor. Entre os principais tipos, podemos citar:

  • Elétricos de tomada: funcionam liberando um vapor repelente quando conectados à energia elétrica. Alguns utilizam pastilhas, outros líquidos.

  • Velas e incensos: feitos com óleos naturais, ajudam a afastar mosquitos em áreas externas através da fumaça liberada no ar.

  • Sprays e difusores: indicados para uso rápido e pontual em ambientes internos.

Importante: essas opções devem ser usadas como complemento à proteção corporal, especialmente em casas, quartos de bebês ou varandas. Se o objetivo é uma proteção maior, o mais indicado ainda é o de uso corporal com Icaridina ou DEET, por agir diretamente na pele, alvo de picadas dos mosquitos. 

Cuidados gerais ao usar repelente

Independentemente do tipo, alguns cuidados garantem maior proteção e evitam irritações:

  • Leia sempre o rótulo e siga as instruções de uso e reaplicação.

  • Não use por baixo da roupa, pois o atrito pode causar irritação.

  • Evite aplicar próximo aos olhos, boca e mucosas.

  • Mantenha os frascos fora do alcance de crianças.

Esses cuidados simples aumentam a eficácia e reduzem riscos de reações adversas.

Leia também: Cuidados com a pele no Verão — dicas para aproveitar os dias de sol!

Dicas para evitar a presença de mosquitos

Aliadas ao uso do repelente, algumas medidas simples ajudam a impedir a reprodução de mosquitos e manter o ambiente mais seguro. O segredo está em eliminar os criadouros, ou seja, qualquer lugar que possa acumular água parada.

Confira alguns cuidados essenciais:

  • Esvazie e limpe recipientes que possam acumular água, como baldes, garrafas e vasos de plantas.

  • Guarde pneus em locais cobertos ou descarte corretamente, para evitar o acúmulo de água da chuva.

  • Tampe caixas d’água, tonéis e reservatórios.

  • Mantenha ralos limpos e cobertos quando não estiverem em uso.

  • Troque a água de vasos e bebedouros de animais com frequência.

Essas pequenas ações, somadas ao uso regular do repelente mais indicado, formam uma proteção poderosa contra o Aedes aegypti e outras doenças transmitidas por mosquitos.

Leia também: Doenças autoimunes — o que é, quais são, sintomas e tratamentos

Tire suas dúvidas sobre repelentes

Ainda ficou em dúvida sobre qual tipo de repelente é mais seguro e eficaz? Abaixo, respondemos algumas perguntas frequentes sobre o assunto. Confira:

1. Gestante pode usar qualquer tipo de repelente?

Não. Durante a gravidez, é importante optar por produtos que ofereçam proteção sem riscos para a saúde da gestante e da criança. 

De modo geral, os repelentes com IR3535 e Icaridina são considerados seguros para gestantes, já os que contêm DEET devem ser usados apenas com orientação médica, respeitando a concentração indicada e o tempo de exposição.

Leia também: Saiba quais cuidados tomar com a pele durante a gravidez

 2. Qual o tipo de repelente mais indicado para bebês e crianças?

Quando o assunto é repelente infantil, o cuidado deve ser redobrado. A pele das crianças é mais sensível, e nem todos os ativos são seguros para o uso em todas as idades. As recomendações gerais são: 

  • Bebês de 0 a 6 meses: não devem usar repelente químico. A proteção deve ser feita com roupas leves, mosquiteiros e repelentes de ambiente naturais.

  • A partir dos 6 meses: o ativo IR3535 é o mais indicado, pois é seguro e bem tolerado.

  • A partir dos 2 anos: produtos com DEET (até 10%) e Icaridina (até 20%) podem ser usados, sempre respeitando a orientação da embalagem.

Dica: use sempre produtos infantis específicos, principalmente repelentes; evite aplicar nas mãos e rosto e nunca aplique sobre áreas com feridas ou assaduras.

Leia também: Como montar a farmacinha do bebê

3. Posso usar protetor solar e repelente ao mesmo tempo?

Sim. Mas é importante se atentar para a ordem de aplicação: primeiro, aplique o protetor solar e aguarde cerca de 15 a 20 minutos para que ele seja absorvido pela pele. Somente após isso, aplique o repelente. 

Algumas marcas já oferecem versões 2 em 1, que combinam proteção solar e ação repelente, mesmo assim, é importante verificar sempre a composição do produto.

Leia também: Protetor solar — Você sabe a diferença entre os tipos de protetores?

4. É perigoso usar repelente todos os dias?

Não. Desde que o uso siga as orientações do rótulo quanto à aplicação correta, o repelente é seguro para o uso diário. O que deve ser evitado é o excesso, ou seja, reaplicar o produto em intervalos menores do que o indicado pelo fabricante.

Lembre-se também de lavar a pele antes de dormir, para remover resíduos e evitar irritações.

 5. Repelente em spray, loção ou creme: qual a melhor opção?

Todos esses tipos de repelente funcionam, mas cada formato tem suas vantagens. A escolha depende do tipo de pele e da preferência pessoal:

  • Spray: prático e fácil de aplicar em áreas amplas ou de difícil alcance.

  • Loção ou creme: ideal para peles secas, já que também hidratam enquanto protegem.

  • Gel: excelente para regiões quentes, pois seca rapidamente e deixa uma sensação refrescante na pele.

 6. O suor e a água afetam a eficácia do repelente?

Sim. Tanto o suor quanto a água diminuem a duração e a eficácia do repelente, já que removem parte do produto da pele. Se você suar muito, nadar ou se molhar, é indicado reaplicar o repelente logo em seguida, mesmo que o intervalo recomendado ainda não tenha sido atingido.

Onde comprar repelentes com segurança?

Agora que você já conhece os principais tipos e sabe qual é o mais indicado para cada situação, é hora de garantir sua proteção com praticidade e confiança.

Nas Farmácias Nissei, você encontra uma ampla variedade de repelentes, desde os formulados com Icaridina, DEET e IR3535, até as versões infantis e naturais, tudo com a qualidade e segurança que você já conhece.

Leia também: Como se prevenir das alergias no verão

Comentarios (0)
Ordernar por
pesquisar
Ícone Outras histórias
u00cdcone Mais Lidas
passo anterior
Cesta
  • cesta
  • entrega
  • pagamento
Fechar