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HPV: o que é, sintomas, tratamentos e cuidados

Por SAMUEL NOBUO SATO as 20:21 - 13/04/2026 Saúde

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O HPV é um vírus comum, mas que merece cuidado especial devido aos impactos que pode ter na saúde das pessoas. Com mais de 200 variantes, ele pode se manifestar de formas diferentes, desde pequenas alterações na pele até riscos mais sérios, como verrugas genitais persistentes.

No Brasil, estima-se que ocorram cerca de 700 mil novos casos de infecção pelo vírus do HPV a cada ano, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Butantan. Por isso, identificar a condição precocemente e seguir o tratamento adequado garante o controle da infecção e uma boa qualidade de vida.

Neste artigo, você vai descobrir os sinais mais comuns do HPV, entender como ele é transmitido e as medidas essenciais de tratamento, prevenção e cuidado clínico. Acompanhe!

O que é HPV?

De acordo com o Ministério da Saúde, o HPV (sigla para Vírus do Papiloma Humano ou Papilomavírus Humano) é um vírus de DNA que pode infectar a pele e as mucosas

Ele é considerado a infecção sexualmente transmissível (IST) mais frequente em todo o mundo. Atualmente, já foram identificados mais de 200 tipos do vírus, que podem causar desde lesões benignas até alterações celulares mais graves.

Como o HPV é transmitido?

O HPV é um vírus altamente contagioso, transmitido principalmente pelo contato sexual, incluindo relações vaginais, anais e orais. Mesmo sem penetração, o contato direto pele a pele na região genital já pode ser suficiente para a transmissão.

Além do contato sexual, o HPV também pode ser transmitido pela pessoa gestante à criança durante o parto, embora essa forma seja menos frequente.

Tipos de HPV e suas características

Devido à grande quantidade de variantes, os tipos de HPV são agrupados com base na probabilidade de provocarem doenças ou complicações mais graves. Entenda melhor a seguir:

HPV de baixo risco

Os tipos de HPV considerados de baixo risco, como o HPV 6 e o HPV 11, costumam causar infecções que não estão associadas a complicações graves. Eles podem provocar alterações na pele ou nas mucosas, mas geralmente são controlados pelo próprio sistema imunológico com o tempo.

HPV de alto risco

Já os tipos classificados como de alto risco, como o HPV 16 e o HPV 18, têm maior potencial de provocar alterações celulares e infecções persistentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os tipos 16 e 18 sejam responsáveis por cerca de 76% dos casos de câncer de colo do útero no mundo. 

Por isso, a identificação precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para monitorar possíveis mudanças no organismo.

Sintomas e sinais de HPV

Perceber a presença do HPV nem sempre é simples, já que, em muitos casos, o vírus não provoca manifestações perceptíveis. Ainda assim, atentar-se a possíveis alterações no corpo é essencial para que a infecção seja identificada. 

Abaixo, elencamos os principais sinais e sintomas que podem surgir:

Sintomas de HPV em mulheres

  • Verrugas genitais: lesões isoladas ou em grupo na vulva, vagina, colo do útero ou região anal.

  • Desconforto íntimo: coceira, ardência ou irritação na região genital.

  • Sangramento fora do padrão: episódios fora do período menstrual ou após relações sexuais.

  • Alterações no corrimento vaginal: mudanças na cor, textura ou odor da secreção.

  • Mudanças na mucosa vaginal: áreas esbranquiçadas ou avermelhadas na região.

  • Sintomas orais: irritação persistente na garganta ou alterações na voz. 

Sintomas de HPV em homens

  • Verrugas genitais: podem surgir no pênis, escroto ou ao redor do ânus.

  • Alterações na pele: manchas, áreas mais escuras ou textura irregular na região genital.

  • Feridas persistentes: lesões que demoram mais de duas semanas para cicatrizar.

  • Desconforto anal: coceira, umidade ou sangramento ao evacuar.

  • Alterações na boca ou garganta: irritação persistente na garganta ou mudanças na voz. 

Diagnóstico do HPV: como é feito?

A identificação precoce do HPV é fundamental para evitar complicações. Geralmente, o diagnóstico é realizado por meio de avaliação médica e exames, que identificam a presença do vírus e avaliam possíveis riscos. Entre os mais utilizados, estão:

  • Teste de HPV-DNA: identifica a presença do vírus e o tipo de HPV, incluindo os de maior risco.

  • Exame de Papanicolau: avalia o colo do útero e detecta alterações celulares precoces.

  • Colposcopia e biópsia: usados quando há alterações suspeitas. A colposcopia examina detalhadamente o colo do útero, vagina e vulva, e a biópsia coleta tecido para análise laboratorial.

Leia também: Mito ou verdade? Câncer é hereditário?

Tratamento para HPV: opções e abordagens

Embora não exista um tratamento que elimine o vírus HPV imediatamente do organismo, existem métodos eficazes para controlar a infecção e tratar as lesões. As principais abordagens incluem:

1. Medicamentos tópicos 

Para tratar as verrugas genitais menores, o tratamento geralmente inclui medicamentos de uso tópico (cremes e pomadas) com diferentes mecanismos de ação:

  • Imunomoduladores: estimulam o sistema imunológico a atacar as células infectadas pelo HPV.

  • Citotóxicos e antimitóticos: impedem a multiplicação das células da verruga, destruindo o tecido afetado.

  • Agentes cauterizantes químicos: eliminam o tecido da verruga por ação química e devem ser aplicados apenas em consultório, para evitar danos à pele saudável.

2. Procedimentos para remoção de lesões

Quando as verrugas são maiores, persistentes ou até mesmo internas, métodos físicos costumam ser as alternativas mais indicadas:

  • Crioterapia: aplicação de nitrogênio líquido para congelar e eliminar o tecido afetado.

  • Eletrocauterização: remoção da lesão por meio de calor gerado por corrente elétrica.

  • Laser: uso de feixes de luz de alta intensidade para destruir as células do tecido lesionado.

3. Estilo de vida e fortalecimento imunológico

Em muitos casos, o próprio organismo consegue controlar e eliminar o HPV quando o sistema imunológico está saudável. Por isso, adotar certos cuidados com o estilo de vida pode ajudar no tratamento:

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Cuidados e prevenção do HPV

Além de conhecer o tratamento, também é essencial adotar medidas para evitar a infecção pelo HPV. A boa notícia é que a prevenção pode ser feita com atitudes simples e consistentes na rotina. Confira as principais:

I. Vacinação 

A vacina contra o HPV é a principal estratégia de saúde pública para prevenir complicações associadas ao vírus. No Brasil, o Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

A imunização pelo SUS é direcionada principalmente a crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos. Além disso, o programa público também contempla pessoas de até 45 anos com condições específicas, como aquelas que vivem com HIV/Aids, estão em tratamento oncológico, entre outras condições específicas.

Para quem não se enquadra nos critérios do SUS ou busca mais praticidade para se vacinar, a imunização também pode ser realizada em clínicas e serviços privados, com orientação de profissionais de saúde.

Leia também: Proteja-se contra o HPV . Tudo o que Você Precisa Saber sobre a Vacina

II. Uso de preservativos e prevenção sexual

Utilizar preservativos durante as relações sexuais é essencial para reduzir o risco de transmissão do HPV. Ainda assim, a proteção não é total, já que o vírus pode estar presente em áreas da pele que não ficam cobertas pela camisinha.

Outras práticas que também ajudam na prevenção incluem:

  • Evitar múltiplas parcerias sexuais simultâneas.

  • Manter relações estáveis ou com menor exposição a fatores de risco.

  • Realizar higiene íntima adequada, especialmente após as relações sexuais.

  • Conversar abertamente com as parcerias sobre histórico de ISTs.

III. Acompanhamento médico regular

Realizar consultas periódicas com ginecologistas e urologistas ajuda na identificação precoce de alterações relacionadas ao HPV. Por isso, nossa dica é manter os exames preventivos em dia e, quando for fazer o check-up anual, avaliar com a pessoa especialista a necessidade de testes específicos para detecção do vírus.

Leia também: A Importância do Diagnóstico Precoce — Um Guia Completo sobre o Câncer de Próstata

Tire suas dúvidas sobre o HPV

Para complementar as informações apresentadas até aqui e te ajudar a compreender melhor a infecção pelo HPV, respondemos a seguir às principais dúvidas sobre a condição. Confira:

1. O HPV desaparece sozinho?

Em alguns casos, sim. Segundo a Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), a maioria das pessoas (>90%) consegue eliminar o vírus naturalmente. Contudo, alguns tipos podem permanecer no organismo por mais tempo e ficar inativos por anos, podendo se manifestar caso haja queda da imunidade. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

2. Quanto tempo dura o HPV?

Ainda de acordo com a ABPTGIC, na maioria dos casos o próprio organismo elimina o vírus em cerca de 18 meses. Quando há a necessidade de tratamento, ele costuma durar entre 3 e 6 meses, dependendo das lesões e da abordagem utilizada.

3. O HPV causa câncer?

Sim. Alguns tipos de HPV estão associados ao desenvolvimento de câncer, principalmente quando a infecção permanece por longos períodos no organismo. Entre os mais comuns estão os que afetam o colo do útero, o ânus, o pênis e a garganta.

Leia também: Câncer de mama - sintomas, causas e tratamentos

4. Sífilis é o mesmo que HPV?

Não. A sífilis é uma infecção bacteriana, enquanto o HPV é causado por um vírus. Ambos são ISTs, mas têm causas, tratamentos e formas de prevenção diferentes.

5. Quanto custa a vacina para HPV?

Na rede privada, a vacina contra o HPV costuma custar entre R$ 500 e R$ 1.000 por dose, pois varia conforme a região e o tipo de imunizante. Lembrando que o esquema vacinal pode exigir 2 ou 3 doses, de acordo com a idade e a orientação médica.

6. Onde tomar vacina para HPV?

Como vimos até aqui, a imunização ajuda a prevenir infecções pelo vírus HPV, protegendo você e sua família de possíveis complicações. 

Para quem busca mais flexibilidade ou está fora da faixa etária do programa público, as Farmácias Nissei oferecem a vacina contra o HPV com atendimento especializado, ambiente seguro e horários convenientes. 

Além da aplicação, nossa equipe farmacêutica oferece orientação completa sobre o esquema vacinal, esclarecendo dúvidas e garantindo que sua carteirinha esteja sempre atualizada. 

Confira a disponibilidade da vacina e de outros imunizantes no site ou visite a unidade Nissei mais próxima de você!

Leia também: Aids e HIV - saiba o que é cada um e como se prevenir

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