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Psoríase: o que é, sintomas e tratamentos

Por CAROLINE GONCALVES DA COSTA as 3:00 - 24/12/2025 Saúde

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As doenças autoimunes podem atingir diferentes partes do corpo — desde articulações e órgãos internos até a pele. Entre as condições dermatológicas desse último grupo, a psoríase é uma das mais conhecidas. 

Ela costuma aparecer como manchas avermelhadas, espessas e descamativas, e embora seja relativamente comum, ainda carrega estigmas e tem vários aspectos pouco compreendidos.

Neste artigo, você encontrará as informações essenciais sobre a doença: o que é psoríase, suas causas e sintomas, e os tratamentos mais utilizados para administrar a condição e tornar as crises menos incômodas. Acompanhe!

Psoríase: o que é?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) descreve a psoríase como uma doença autoinflamatória da pele, crônica e não contagiosa, que costuma causar lesões avermelhadas e descamativas. 

É uma condição cíclica, ou seja, tem fases de melhora e de retorno dos sintomas, que podem aparecer em diferentes partes do corpo.

Principais causas da Psoríase

A psoríase é considerada uma condição multifatorial, ou seja, surge a partir da combinação de vários elementos, sendo os principais:

  • Disfunção do sistema imunológico: em algumas situações, o sistema imune se confunde e ataca tecidos saudáveis. No caso da psoríase, isso estimula excessivamente as células de defesa, que liberam substâncias inflamatórias e aceleram a renovação cutânea, formando as placas escamosas.

  • Renovação celular acelerada: normalmente, as células da pele se desenvolvem nas camadas profundas e atingem a superfície em 3 a 4 semanas, onde então morrem e descamam. Com a inflamação ativa, esse ciclo se reduz para 3 a 7 dias, acumulando células mortas e gerando as lesões da psoríase na pele.

  • Fatores genéticos: cerca de ⅓ dos(as) pacientes têm familiares com a mesma condição, segundo a organização Psoríase Brasil. Isso indica forte predisposição hereditária, embora outros fatores ainda sejam necessários para que a doença se manifeste ou se intensifique.

Psoríase: fatores desencadeantes comuns

Assim como a predisposição genética, alguns fatores externos, ligados ao ambiente e até ao estilo de vida, podem funcionar como “gatilhos” para o surgimento ou agravamento da psoríase. Entre eles estão:

  • Trauma cutâneo: arranhões, cortes, picadas de insetos e outros tipos de lesões na pele podem levar ao desenvolvimento das placas características da psoríase.

  • Estresse: o estado de tensão emocional ou psicológica é um dos gatilhos mais frequentemente associados à condição. Por isso, o fenômeno é algumas vezes chamado de “psoríase emocional”.

  • Medicamentos: certas classes de fármacos podem desencadear ou agravar a psoríase ao alterar respostas imunológicas e inflamatórias, como betabloqueadores e antimaláricos.

Leia também: Cinco mitos e verdades sobre saúde no inverno que você precisa conhecer

Quais são os tipos de psoríase existentes?

Os tipos de psoríase atualmente conhecidos podem se manifestar de maneiras variadas, cada uma com sintomas característicos, que podem influenciar na forma de tratamento. Conheça as principais delas:

1. Psoríase vulgar  

É a forma mais comum da doença, conhecida também como psoríase em placas ou psoríase capilar (por afetar frequentemente o couro cabeludo). Manifesta-se como manchas vermelhas bem delimitadas, de tamanhos variados, cobertas por escamas secas, aderentes e de cor prateada ou acinzentada.

  • Áreas comumente mais afetadas: joelhos, cotovelos, região lombar e couro cabeludo.

2. Psoríase gutata  

Caracteriza-se por pequenas lesões em forma de gotas — por isso o nome, que vem do latim gútta, que significa “gota” ou “pingo”. Ela está frequentemente associado às infecções (especialmente bacterianas), com maior incidência em crianças e jovens.

  • Áreas comumente mais afetadas: tronco, braços e coxas, região próxima aos ombros e quadris.

3. Psoríase inversa

Aparece em áreas de dobras da pele, com manchas lisas e “brilhantes”. Nesses lugares, a umidade e o atrito diminuem a descamação, mas, ao mesmo tempo, podem piorar os sintomas, pois a derme é mais sensível e o risco de infecção fúngica é maior.

  • Áreas comumente mais afetadas: axilas, virilhas, abaixo dos seios, dobras da barriga e/ou das nádegas.

4. Psoríase pustulosa  

Forma rara e geralmente grave, essa apresentação causa placas escamosas, áreas extensas de vermelhidão e inflamação, além de pústulas — pequenas “bolinhas” com pus não infeccioso. 

Ela pode surgir em regiões isoladas ou se espalhar. Quando se dissemina pelo corpo, recebe o nome de Psoríase Pustulosa Generalizada (PPG) e exige atendimento médico imediato devido aos riscos à saúde.

  • Áreas comumente mais afetadas: palmas das mãos, plantas dos pés e pontas dos dedos.

5. Psoríase eritrodérmica  

Outra forma rara, que causa inflamação intensa e descamação por quase todo o corpo. É especialmente perigosa porque, ao comprometer a barreira da pele, deixa o organismo mais exposto a infecções e outros problemas. 

Geralmente surge como uma piora acentuada da psoríase em placas ou pustulosa e costuma exigir internação para controle.

  • Áreas comumente mais afetadas: cerca de 90% da superfície corporal, segundo a farmacêutica Ducray.

6. Psoríase artropática

Essa forma atinge as articulações e as áreas onde tendões e ligamentos se fixam aos ossos, causando dor, rigidez e até deformidades. Mesmo afetando principalmente as articulações, ainda é considerada psoríase por envolver o mesmo mecanismo imunológico que provoca a inflamação na pele.

  • Áreas comumente mais afetadas: joelhos, tornozelos, dedos das mãos e pés, quadris e coluna vertebral.

Sinais e sintomas de psoríase

Assim como os tipos da doença, os sinais e sintomas da psoríase podem variar bastante de pessoa para pessoa. Mas, de forma geral, os mais comuns são:

  • Placas brancas/vermelhas na pele.

  • Descamação prateada ou esbranquiçada.

  • Coceira intensa.

  • Sensação de ardência e queimação.

  • Ressecamento e rachaduras na pele.

  • Alterações nas unhas (descoloração, espessamento, etc.).

  • Sensibilidade ao toque ou à pressão na área afetada.

Leia também: Doenças autoimunes — o que é, quais são, sintomas e tratamentos

Tratamentos para psoríase

Por ser uma condição crônica que afeta a pele, tratar a psoríase pode ser um desafio. Porém, a boa notícia é que existem diversas opções de tratamento para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de pessoas que convivem com a doença. 

A escolha da melhor abordagem depende da gravidade, das áreas afetadas e da resposta individual, e deve sempre ser feita com acompanhamento médico. Veja, abaixo, os principais tratamentos:

1. Tratamentos tópicos  

Em casos de psoríase leve a moderada, os tratamentos tópicos costumam ser a primeira opção. Loções dermatológicas contendo corticosteroides, vitamina D sintética ou alcatrão são frequentemente prescritas para reduzir a inflamação e retardar o crescimento excessivo das células da pele.

2. Terapias sistêmicas  

Nos casos mais graves, podem ser necessárias terapias sistêmicas, que incluem medicamentos orais ou injetáveis que atuam em todo o corpo, controlando a ação do sistema imunológico. Esse tipo de tratamento, geralmente, é indicado quando outros não surtem efeito, ou então quando a doença afeta grandes áreas do corpo.

3. Medicamentos biológicos

Os medicamentos biológicos são uma das inovações mais importantes no tratamento da psoríase. Eles são desenvolvidos para atingir partes específicas do sistema imunológico envolvidas na inflamação, e sua principal forma de agir é bloquear proteínas ou células que causam a resposta inflamatória excessiva na pele. 

4. Mudanças no estilo de vida 

Algumas mudanças de hábitos e ajustes no estilo de vida podem complementar os tratamentos médicos convencionais. Adotar uma dieta saudável, gerenciar o estresse, evitar gatilhos conhecidos, manter a pele hidratada e praticar atividade física regularmente, são alguns exemplos.

Leia também: Vitaminas e dieta saudável — o melhor caminho para reforçar o sistema imunológico

Tire suas dúvidas sobre a psoríase

Como vimos até aqui, a psoríase é frequentemente cercada por dúvidas e estigmas que podem afetar tanto quem convive com a condição quanto suas relações sociais. Para te ajudar a compreender melhor, respondemos a seguir algumas das dúvidas mais comuns sobre o assunto. Confira:

1. Quem tem psoríase no rosto pode usar maquiagem?

Sim, quem tem psoríase no rosto pode usar maquiagem. Porém, é muito importante escolher os produtos e acessórios de make que não irritem e nem piorem as lesões. Passar por uma consulta dermatológica é essencial para entender o que funciona no seu caso. Confira algumas dicas importantes: 

  • Hidrate bem a pele antes de aplicar qualquer produto de maquiagem.

  • Prefira produtos com fórmulas hipoalergênicas, pois costumam ser melhor aceitos por peles sensíveis.

  • Evite aplicar qualquer produto por cima das lesões que estejam abertas, muito inflamadas ou sangrando.

2. Como diferenciar caspa (dermatite seborreica) de um quadro de psoríase no couro cabeludo?

É comum confundir caspa com psoríase no couro cabeludo, já que ambas causam descamação. Para diferenciar, observe sinais como:

  • Caspa (dermatite seborreica)

    • Escamas finas (secas ou oleosas).

    • Descamação superficial, sem placas.

    • Geralmente restrita ao couro cabeludo.

  • Psoríase

    • Escamas grossas e grandes, branco-prateadas.

    • Placas elevadas e bem demarcadas.

    • Pode ultrapassar a linha do cabelo (testa, nuca, orelhas).

3. Onde comprar produtos para o tratamento da psoríase?

Como vimos ao longo deste texto, a psoríase é uma condição que requer tratamento e acompanhamento médico para obter a prescrição do tratamento mais indicado. E na hora de adquirir os produtos, você pode contar com as Farmácias Nissei.

Seja online ou em uma de nossas unidades físicas, você encontra tudo o que precisa para o cuidado diário da psoríase, como: hidratantes faciais e corporais para aliviar o ressecamento, shampoos de tratamento — próprios para o couro cabeludo sensível, pomadas prescritas, filtros solares e demais categorias de dermocosméticos para o seu tratamento. 

Confira as opções disponíveis no site ou visite a Farmácia Nissei mais próxima de você!

Leia também: O que fazer com a queda de cabelo?

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