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Conjutivite: o que é, sintomas, tipos e como tratar

Por GABRIELLA SPAMPINATO DE OLIVEIRA ROSA as 12:00 - 2/03/2026 Saúde

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A conjuntivite é o nome dado à inflamação da conjuntiva, o tecido transparente que reveste a parte branca do olho. Popularmente conhecida como “olho rosa”, trata-se de uma das condições oftalmológicas mais frequentes, afetando pessoas de todas as idades — especialmente em períodos de surtos virais ou alérgicos.

Para saber mais, neste artigo, preparamos um guia completo sobre a condição, explicando os tipos mais comuns, os sintomas, como prevenir e, claro, o que fazer quando está com conjuntivite para aliviar o incômodo. Acompanhe!

Conjuntivite: o que é?

A conjuntivite é a inflamação ou infecção da conjuntiva, uma fina membrana que cobre a parte da frente do globo ocular (o “branco” dos olhos) e o interior das pálpebras. 

Sua principal função é justamente proteger os olhos contra agressões externas. Para isso, quando exposta a agentes nocivos, ela desencadeia uma resposta inflamatória de defesa, chamada de conjuntivite.

Conjuntivite: causas principais

A conjuntivite pode aparecer por diferentes causas. Entre os principais fatores que costumam desencadear a condição, destacam-se: 

  • Infecções: são a causa mais comum de conjuntivite e podem ser provocadas por vírus ou bactérias. Quando isso acontece, os microrganismos se instalam na superfície do olho e provocam inflamação. 

  • Alergias: acontecem quando o sistema imunológico reage exageradamente a determinadas substâncias (alérgenos) presentes no ambiente, levando à inflamação da conjuntiva.

  • Agentes irritantes: provocam conjuntivite quando os olhos entram em contato com substâncias químicas ou partículas nocivas, que irritam a conjuntiva e provocam inflamação local.

Conjuntivite: quais os tipos existentes?

Muitas pessoas têm dúvidas se o que causa a conjuntivite é vírus ou bactéria. A verdade é que a doença pode ter ambas as origens, e entender cada tipo ajuda a identificar os sintomas e o tratamento mais adequado

Confira a seguir mais detalhes sobre os diferentes tipos de conjuntivite:

1. Conjuntivite viral

As infecções virais que causam conjuntivite são, na maioria das vezes, provocadas pelo adenovírus, que consegue sobreviver por bastante tempo em superfícies, o que facilita muito a transmissão. 

Por isso, a conjuntivite viral é considerada altamente contagiosa e se espalha com facilidade em locais com grande fluxo de pessoas, como escolas, transportes públicos e ambientes de trabalho.

Para ter uma noção da frequência desse tipo de conjuntivite, um estudo publicado na National Library of Medicine, em 2023, aponta que os vírus são responsáveis por cerca de 80% dos casos agudos de conjuntivite, e os adenovírus correspondem a 65 a 90% deles.

2. Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana acontece quando bactérias, como o Staphylococcus aureus e o Streptococcus pneumoniae, se instalam na superfície do olho e conseguem se multiplicar rapidamente, desencadeando uma inflamação intensa. 

Ela é contagiosa, e a transmissão pode acontecer de duas formas principais: pelo contato direto com uma pessoa infectada (como apertos de mão seguidos de contato com os olhos) ou pelo uso compartilhado de objetos que encostam na região ocular, como toalhas, travesseiros, colírios e até mesmo maquiagem.

3. Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica não é contagiosa e acontece quando o corpo reage exageradamente a substâncias chamadas alérgenos — que são, resumidamente, qualquer coisa que pode causar uma reação do sistema imune, provocando inflamação nos olhos.

Ela é mais comum em pessoas que já têm histórico de alergias, como as sazonais (exemplo: rinite alérgica no verão). Apesar de causar bastante incômodo, ela costuma melhorar assim que o contato com o alérgeno é interrompido ou com o uso de medicamentos para alergia, indicados por orientação médica.

4. Conjuntivite irritativa

Por fim, a conjuntivite irritativa aparece quando os olhos entram em contato com agentes que causam irritação, como cloro da piscina, fumaça, poluição, uso inadequado de medicamentos oftálmicos ou até mesmo alguns produtos de limpeza

Assim como acontece na conjuntivite alérgica, esse tipo não é contagioso e costuma provocar sintomas parecidos. A boa notícia é que, na maioria das vezes, esses sinais desaparecem em pouco tempo quando o agente irritante é retirado ou o contato com ele é interrompido.

Sintomas e sinais da conjuntivite

Saber identificar os primeiros sinais de conjuntivite é o primeiro passo para um diagnóstico rápido e, consequentemente, um tratamento mais eficaz. Entre os principais sintomas estão:

  • Vermelhidão na parte branca dos olhos.

  • Coceira intensa.

  • Sensação de “areia” nos olhos ou queimação.

  • Secreções aquosas ou purulentas, que formam crostas nos cílios.

  • Lacrimejamento excessivo.

  • Sensibilidade à luz.

  • Visão embaçada temporária.

  • Inchaço das pálpebras.

É importante buscar orientação médica sempre que forem identificados sintomas de conjuntivite, para ser possível confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Conjuntivite: período de transmissão

Na conjuntivite causada por vírus, como mencionamos, a doença se espalha facilmente. A pessoa pode transmitir a infecção enquanto os olhos apresentarem sinais visíveis, como vermelhidão e secreção, e esse período pode durar até duas semanas.

No caso da conjuntivite bacteriana, o contágio também começa assim que surgem os primeiros sintomas. No entanto, com o início do tratamento com antibióticos, a pessoa geralmente para de ser contagiosa em 24 a 48 horas, diminuindo o risco de transmitir a doença a outras pessoas.

Como é o tratamento de conjuntivite?

Para tratar a conjuntivite, é fundamental identificar qual tipo está causando os sintomas, pois cada forma da condição exige diferentes opções de tratamento. A seguir, explicamos as principais abordagens:

1. Tratamento medicamentoso

O tratamento medicamentoso pode ser necessário nos casos de conjuntivite alérgica. Isso porque, mesmo evitando os alérgenos, os sintomas podem ser intensos e continuar causando desconforto.

De forma geral, os medicamentos prescritos usados incluem anti-histamínicos ou anti-inflamatórios, que, ao bloquear a ação das substâncias que provocam a alergia, reduzem a reação alérgica.

2. Tratamento tópico ocular

Outra abordagem para o tratamento da conjuntivite é o tratamento tópico ocular, ou seja, a aplicação direta de medicamentos oftálmicos nos olhos, geralmente na forma de colírios. Entre os mais comumente prescritos estão:

  • Colírios antibacterianos: contêm substâncias que combatem e eliminam as bactérias, ajudando a reduzir a inflamação. Entre os princípios ativos mais comuns estão o cloranfenicol e a tobramicina.

  • Colírios antivirais: esse tipo de colírio para conjuntivite é usado quando a infecção é causada por vírus. São geralmente indicados em casos graves ou persistentes, e podem conter ativos como trifluridina e ganciclovir.

  • Colírios antialérgicos: no geral, são indicados para reduzir a reação do organismo aos alérgenos. Eles contêm ativos anti-histamínicos ou estabilizadores de mastócitos, como a olopatadina e a ketotifeno.

  • Colírios lubrificantes: são de uso mais geral e ajudam a aliviar o desconforto em qualquer forma de conjuntivite, especialmente do tipo irritativo, mantendo os olhos hidratados.

Saiba como evitar a conjuntivite

A prevenção é a melhor arma contra a conjuntivite, e a maioria das medidas de proteção envolve hábitos de higiene simples que podemos adotar no nosso dia a dia. Confira algumas dicas que podem ser incluídas facilmente na sua rotina:

  • Lave as mãos com frequência: use água e sabonete para higienizar as mãos, principalmente antes de tocar nos olhos ou no rosto. Isso ajuda a eliminar microorganismos que podem causar a conjuntivite.

  • Evite compartilhar objetos pessoais: itens de uso pessoal, se usados por uma pessoa infectada, podem transmitir a conjuntivite. Por isso, a dica é sempre manter seus pertences pessoais separados.

  • Prefira lenços descartáveis: ao limpar a face ou os olhos, utilize lenços descartáveis em vez de toalhas de pano, que podem reter vírus e bactérias responsáveis pela inflamação da conjuntiva.

  • Evite tocar os olhos: toque na região ocular somente quando necessário e com as mãos limpas, para reduzir o risco de contágio.

Tire suas dúvidas sobre a conjuntivite

Entender a conjuntivite é o primeiro passo, mas sabemos que, na prática, é comum surgirem dúvidas específicas. Pensando nisso, respondemos a seguir às perguntas mais frequentes para te ajudar a lidar com a condição de forma ainda mais segura.

1. A conjuntivite pode dar só em um olho?

Sim, é possível que a conjuntivite afete somente um dos olhos, mas isso depende do tipo e da causa da doença. Por exemplo, na conjuntivite viral, é comum que a inflamação comece em um olho e depois se espalhe para o outro.

2. A conjuntivite dura quantos dias, em média?

De forma geral, a maioria dos quadros de conjuntivite dura em média entre 5 e 15 dias, mas esse período pode variar conforme o tipo e a intensidade da condição:

  • Conjuntivite viral: dura geralmente entre 7 e 14 dias.

  • Conjuntivite bacteriana: com o tratamento adequado, os sintomas costumam sumir em cerca de 3 a 5 dias.

  • Conjuntivite alérgica ou irritativa: os sintomas persistem enquanto houver contato com o alérgeno ou agente irritante.

Por isso, é importante observar os sinais e buscar orientação médica sempre que necessário ou tiver dúvidas.

3. Um quadro grave de conjuntivite pode deixar cego?

Sim, um quadro grave e não tratado de conjuntivite pode levar a complicações sérias, incluindo a cegueira. Embora seja raro, existe uma forma específica chamada tracoma — uma conjuntivite bacteriana crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.

Segundo o Ministério da Saúde, o tracoma ocorre devido à infecção repetida e à inflamação contínua da conjuntiva, que podem gerar cicatrizes e deformidades nas pálpebras.

Atualmente, a estimativa é de que 190,2 milhões de pessoas no Brasil vivam em regiões onde o tracoma é comum, afetando principalmente populações em situação de vulnerabilidade.

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Leia também: Saiba o que fazer e o que evitar no cuidado da região dos olhos

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