A Travoprosta solução oftálmica 0,04 mg/mL (frasco-ampola 2,5 mL) é indicada para redução da pressão intraocular. Seu uso abrange glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a iridotomia e hipertensão ocular.
Para que serve a Travoprosta
Travoprosta é usada para reduzir a pressão dentro do olho em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, em quem já fizeram iridotomia por glaucoma de ângulo fechado, e em casos de hipertensão ocular.
Ao baixar a pressão intraocular, ajuda a proteger o nervo óptico e a retardar a perda de visão associada ao glaucoma.
Como usar a Travoprosta
Use Travoprosta somente nos olhos e siga sempre a orientação do seu médico sobre horário e duração do tratamento.
Instile 1 gota no saco conjuntival do olho afetado, uma vez ao dia; o efeito ótimo costuma ocorrer quando a dose é aplicada à noite. Não aplique mais de uma vez ao dia.
Cuidados práticos ao aplicar:
- Confira o rótulo antes de usar e não utilize se o frasco estiver violado ou danificado.
- Evite tocar a ponta do conta-gotas nas pálpebras ou em outras superfícies para não contaminar a solução.
- Feche suavemente a pálpebra e pressione o canto interno do olho (oclusão nasolacrimal) por alguns segundos após a gota para reduzir a absorção sistêmica.
- Se usar outros colírios, aguarde pelo menos 5 minutos entre eles; pomadas oftálmicas devem ser aplicadas por último.
- Ao trocar de outro colírio antiglaucoma para Travoprosta, interrompa o outro medicamento e inicie Travoprosta no dia seguinte.
Feche bem o frasco após o uso. Se a gota não cair, tente novamente. Não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como a Travoprosta funciona
Travoprosta começa a reduzir a pressão intraocular cerca de 2 horas após a aplicação, com efeito máximo por volta de 12 horas.
Essas mudanças ajudam a controlar a pressão do olho ao longo do dia, quando o medicamento é usado conforme indicado.
Contraindicações e advertências da Travoprosta
Você não deve usar Travoprosta se tiver alergia ao princípio ativo ou a qualquer componente da fórmula.
Algumas reações e precauções importantes a considerar:
- Alteração gradual da cor da íris, potencialmente permanente; informe seu médico antes de iniciar o tratamento.
- Escurecimento da pele ao redor dos olhos e mudança nos cílios (aumento de comprimento, espessura, pigmentação ou número) foram relatados.
- Risco de edema macular em pacientes afácicos, pseudofácicos com cápsula posterior danificada ou com fatores de risco para edema macular; usar com precaução nesses casos.
- Deve ser usada com cuidado em casos de inflamação intraocular ativa ou predisposição à uveíte.
- Alterações perioculares, incluindo aprofundamento do sulco palpebral, foram observadas com análogos de prostaglandina.
- Contém óleo de rícino hidrogenado etoxilado, que pode causar reações na pele.
- A visão pode ficar temporariamente turva após a instilação; espere a visão normalizar antes de dirigir ou operar máquinas.
- Não foi observado diferença entre pacientes idosos e mais jovens; não há estudos em insuficiência hepática ou renal grave, e não é necessário ajuste de dose.
Se tiver sinais de alergia, alterações visuais ou outros sintomas preocupantes, procure seu médico ou farmacêutico.
Efeitos colaterais da Travoprosta (reações adversas)
Foram relatadas várias reações adversas durante estudos clínicos e após a comercialização. A seguir há uma lista por frequência e órgão afetado.
- Muito comum: hiperemia (vermelhidão) ocular.
- Comum: dor ocular, prurido ocular, olho seco, irritação ocular, hiperpigmentação da íris, desconforto ocular.
- Incomum: hipersensibilidade, dor de cabeça, erosão da córnea, ceratite pontuada, ceratite, irite, catarata, redução da acuidade visual, conjuntivite, inflamação na câmara anterior, blefarite, visão turva, fotofobia, edema periorbital, prurido nas pálpebras, secreção ocular, crosta na margem palpebral, aumento de lágrimas, eritema da pálpebra, crescimento de cílios, hiperpigmentação da pele, hipertricose.
- Raro: tontura, disgeusia, uveíte, iridociclite, herpes simplex oftálmica, folículos conjuntivais, edema da conjuntiva, hipoestesia ocular, triquíase, pigmentação da câmara anterior, astenopia, alergia ocular, eczema da pálpebra, irritação palpebral, hiperpigmentação dos cílios, espessamento dos cílios, diminuição da frequência cardíaca, palpitações, hipertensão, hipotensão, asma, dispneia, disfonia, tosse, rinite alérgica, dor orofaríngea, desconforto nasal, secura nasal, boca seca, constipação, alteração da cor da pele, madarose, eritema, alterações da cor do cabelo, rash, artralgia, dor musculoesquelética, astenia.
Reações identificadas após a comercialização (frequência não estimada) incluem depressão, ansiedade, insônia, edema macular, aprofundamento do sulco palpebral, zumbido, arritmia, taquicardia, dor no peito, epistaxe, diarreia, vômito, náusea, dor abdominal, prurido, disúria, incontinência urinária e aumento do PSA.
Se perceber qualquer reação adversa, informe seu médico, dentista ou farmacêutico; você também pode comunicar à empresa por meio do serviço de atendimento.
Interações medicamentosas da Travoprosta
Não foram descritas interações medicamentosas clinicamente relevantes com Travoprosta.
Estudos in vitro com produtos contendo timerosal não mostraram precipitação com Travoprosta.
Mesmo assim, informe seu médico ou cirurgião-dentista sobre todos os medicamentos que você usa, e não use medicamentos sem orientação.
Travoprosta na gravidez e amamentação
Não há dados suficientes sobre o uso de Travoprosta na gravidez e estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva; por isso Travoprosta não deve ser usada durante a gravidez, salvo se claramente necessário e sob orientação médica.
Sobre fertilidade, não existem dados em humanos; estudos em animais não mostraram efeito sobre a fertilidade com doses muito superiores à dose ocular humana.
Durante a lactação, o uso depende da avaliação do médico, que vai considerar os benefícios do aleitamento e os possíveis riscos para o bebê.
Superdose e dose esquecida da Travoprosta
Em caso de uso de mais Travoprosta do que o indicado, lave o olho com água morna e não aplique mais colírio até a próxima dose programada.
Uma superdose tópica ocular não costuma causar toxicidade; em caso de ingestão acidental, o tratamento é sintomático e de suporte. Se usado em grande quantidade, procure socorro médico e leve a embalagem, se possível.
Se esquecer uma dose, aplique assim que lembrar. Se estiver próximo do horário da próxima dose, ignore a dose esquecida e retome o esquema normal. Não compense aplicando dose dupla.
Composição da Travoprosta
Cada mL contém 0,04 mg de travoprosta; cada gota tem aproximadamente 1,08 mcg de travoprosta. A solução também contém cloreto de benzalcônio, edetato dissódico di-hidratado, ácido bórico, trometamol, óleo de rícino hidrogenado etoxilado, manitol e água para injetáveis.
O veículo completa 1 mL.
Como guardar a Travoprosta
Conserve Travoprosta em temperatura ambiente entre 15 e 30ºC, na embalagem original. Após aberto, a validade é de 93 dias se mantido nessa faixa de temperatura.
Verifique número de lote e datas na embalagem e não use o medicamento fora do prazo de validade. Antes de usar, observe o aspecto: a solução é límpida, incolor a amarela clara; se notar alteração, consulte o farmacêutico.
Guarde fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Registro: 1.8326.0249
Registrado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ: 10.588.595/0010-92
Produzido por:
Opella Healthcare Brazil Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 175 - Suzano – SP
Indústria Brasileira
IB120925
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 12/09/2025.
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
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