A Pradaxa cápsula dura 150 mg, embalagem com 60 cápsulas, é indicada para prevenir formação e migração de coágulos nas veias em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte. Também é indicada para tratar trombose venosa profunda e embolia pulmonar após 5–10 dias de anticoagulante injetável, prevenir recidiva e morte relacionada, e para prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução do risco de morte em fibrilação atrial.
Para que serve a Pradaxa
PRADAXA é usado para prevenir e tratar coágulos sanguíneos em várias situações, e também para reduzir o risco de derrame em quem tem fibrilação atrial.
- Previne tromboembolismo venoso após cirurgias ortopédicas de grande porte.
- Trata trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) e previne sua recorrência.
- Previne acidente vascular cerebral (AVC) e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial, além de reduzir o risco de morte nessa população.
O uso e a duração do tratamento dependem da indicação e da avaliação médica.
Como usar a Pradaxa
Tome a cápsula de PRADAXA por via oral, com ou sem alimentos, sempre com um copo de água; não abra nem mastigue a cápsula.
A dose exata será prescrita pelo seu médico conforme a indicação, função renal, idade e outros medicamentos que você usa.
- Prevenção após cirurgia ortopédica: esquema com cápsulas de 110 mg (início 1–4 horas após a cirurgia) ou ajuste para 75 mg/110 mg dependendo da função renal e de medicações associadas; dose diária típica é de 220 mg (2 × 110 mg) em algumas situações.
- Tratamento de TVP/EP e prevenção de recorrência: geralmente 150 mg duas vezes ao dia (300 mg/dia) após anticoagulação injetável por 5–10 dias; tratamento mínimo de 6 meses para o episódio agudo, podendo ser mantido conforme risco individual.
- Fibrilação atrial: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; reduzir para 110 mg duas vezes ao dia em pacientes com 80 anos ou mais ou quando o médico julgar necessário devido ao risco de sangramento.
Se houver troca entre PRADAXA e anticoagulantes injetáveis ou antagonistas da vitamina K, siga estritamente as instruções do seu médico quanto ao momento da última dose e início do outro tratamento.
Como a Pradaxa funciona
PRADAXA age inibindo a trombina, uma substância essencial na formação do coágulo sanguíneo.
Seu início de ação é rápido, por volta de 2 horas após a tomada.
Contraindicações e advertências da Pradaxa
Você não deve usar PRADAXA se for alérgico ao princípio ativo ou excipientes, tiver insuficiência renal grave, distúrbios de coagulação, sangramentos ativos, uso de cetoconazol sistêmico ou prótese valvar mecânica.
Use com cuidado em situações de risco aumentado de sangramento; informe sempre o médico ou dentista antes de procedimentos ou se sofrer trauma, sobretudo na cabeça.
- Idosos (≥75 anos) podem precisar de dose menor por redução da função renal.
- Se tiver função renal moderadamente comprometida e uso por tempo indefinido, o médico deve acompanhar a função renal pelo menos anualmente.
- Pacientes com síndrome antifosfolípide devem avisar o médico; outras opções podem ser consideradas.
- Existe agente reversor específico (PRAXBIND, idarucizumabe) para sangramentos graves ou quando a coagulação precisar ser restaurada rapidamente.
- Evite gravidez e interrompa a amamentação enquanto usar PRADAXA, salvo orientação médica.
Comunicar ao médico todos os medicamentos em uso, porque vários aumentam o risco de sangramento.
Efeitos colaterais da Pradaxa (reações adversas)
PRADAXA pode causar efeitos relacionados ao sangramento e reações gastrointestinais; a frequência varia conforme a indicação.
Principais eventos observados incluem:
- Sangramentos: gastrointestinais, nasais, urinários e, raramente, intracranianos; também hematúria, hematomas e hemorragias traumáticas ou pós-procedimento.
- Gastrointestinais: dor abdominal, diarreia, dispepsia, náusea e vômito; úlcera gastrointestinal e refluxo foram relatados.
- Efeitos hematológicos e alérgicos: anemia, trombocitopenia, reações de hiperssensibilidade, urticária e angioedema.
- Outros: dor de cabeça, alterações leves em exames de função hepática; reações muito raras incluem broncoespasmo, anafilaxia, alopecia, neutropenia e agranulocitose.
Informe seu médico se notar qualquer sinal de sangramento ou reações inesperadas.
Interações medicamentosas da Pradaxa
Alguns medicamentos podem aumentar ou reduzir o efeito de PRADAXA e elevar o risco de sangramento; informe sempre ao seu médico o que você toma.
- Medicamentos que podem alterar o efeito: amiodarona, verapamil, quinidina, claritromicina, cetoconazol, ticagrelor, glecaprevir/pibrentasvir, rifampicina, erva-de-são-joão e carbamazepina.
- Uso não estudado ou potencialmente perigoso com heparina em doses terapêuticas, fondaparinux, desirudina, trombolíticos, antagonistas GPIIb/IIIa, ticlopidina, rivaroxabana, prasugrel, antagonistas da vitamina K e inibidores da P-gp (por exemplo itraconazol, ciclosporina, ritonavir, entre outros).
- Na fibrilação atrial, o uso concomitante com ácido acetilsalicílico, clopidogrel, AINEs ou certos antidepressivos (inibidores de serotonina/norepinefrina) aumenta o risco de sangramento.
O uso concomitante com dronedarona não é recomendado, e com cetoconazol sistêmico é contraindicado.
Pradaxa na gravidez e amamentação
Evite engravidar durante o tratamento com PRADAXA; o medicamento só deve ser usado na gravidez se o médico julgar que o benefício supera os riscos.
Durante o tratamento, a amamentação deve ser interrompida; a continuidade do aleitamento depende de avaliação médica.
Superdose e dose esquecida da Pradaxa
Doses excessivas podem aumentar o risco de sangramento; procure atendimento médico imediatamente se suspeitar de superdose ou observar sangramento significante.
Em situações que exijam restauração rápida da coagulação, existe o agente reversor específico (PRAXBIND, idarucizumabe).
Esquecer doses:
- Após cirurgia ortopédica: tome a próxima dose no horário habitual; não dobre a dose para compensar a perdida.
- Para outras indicações: você pode tomar a dose esquecida até 6 horas após o horário previsto; se passar de 6 horas, pule a dose e retome o esquema normal. Não duplique doses.
Em caso de dúvidas, consulte seu médico ou farmacêutico.
Composição da Pradaxa
Cada cápsula contém etexilato de dabigatrana na quantidade correspondente à concentração nominal da apresentação.
- 75 mg: 75 mg de etexilato de dabigatrana (equivalente a 86,48 mg de mesilato).
- 110 mg: 110 mg de etexilato de dabigatrana (equivalente a 126,83 mg de mesilato).
- 150 mg: 150 mg de etexilato de dabigatrana (equivalente a 172,95 mg de mesilato).
Excipientes incluem ácido tartárico, acácia, hipromelose, dimeticona, talco, hiprolose, carragenina, cloreto de potássio, dióxido de titânio, água purificada, goma laca, óxido de ferro preto e hidróxido de potássio; as apresentações 110 mg e 150 mg também contêm o corante azul de indigotina.
Como guardar a Pradaxa
Guarde PRADAXA na embalagem original, protegido da umidade, em temperatura entre 15 ºC e 30 ºC.
Não transfira as cápsulas para organizadores a menos que a embalagem original seja preservada; verifique lote e validade na embalagem e não use o medicamento vencido.
Mantenha fora do alcance de crianças. Antes de usar, observe o aspecto das cápsulas: 75 mg são brancas opacas; 110 mg azuis opacas; 150 mg azul e branca opacas, todas identificadas com o símbolo do fabricante.
Dizeres legais
Registro: 1.0367.0160
Importado e Registrado por:
Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Av. das Nações Unidas nº 14171, Torre Marble 17º/18º andares
Vila Gertrudes – São Paulo – SP
CEP 04794-000
CNPJ 60.831.658/0001-77
SAC 0800-7016633
Produzido por:
Boehringer Ingelheim Pharma GmbH & Co. KG
Ingelheim am Rhein – Alemanha
Venda sob prescrição
23-7439664/C25-01
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 08/12/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
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