A Olanzapina, comprimido revestido 5 mg, é indicada para o tratamento agudo e de manutenção da esquizofrenia e outros transtornos mentais (psicoses) em adultos, aliviando sintomas positivos, negativos e afetivos secundários. Também é indicada, em monoterapia ou associada a lítio ou valproato, para episódios de mania aguda ou mistos do transtorno bipolar em adultos e para reduzir taxas de recorrência.
Para que serve a Olanzapina
Olanzapina é indicada para tratar esquizofrenia e outros transtornos psicóticos em adultos, reduzindo sintomas como delírios, alucinações, isolamento emocional e alterações de pensamento. Também ajuda nos sintomas afetivos que surgem na esquizofrenia e mantém a melhora clínica durante tratamento contínuo.
Além disso, pode ser usada sozinha ou com lítio/valproato para tratar episódios de mania aguda ou mistos do transtorno bipolar em adultos, e para reduzir a frequência e retardar o retorno desses episódios.
Como usar a Olanzapina
Tome Olanzapina por via oral, com ou sem alimentos, respeitando sempre a dose e o tempo prescritos pelo médico. Não parta nem mastigue o comprimido.
As doses variam conforme a condição e a resposta clínica; o ajuste deve ser feito pelo médico.
- Esquizofrenia: dose inicial recomendada 10 mg uma vez ao dia; ajuste entre 5 e 20 mg/dia conforme resposta.
- Mania aguda (monoterapia): dose inicial recomendada 15 mg uma vez ao dia; se em combinação com lítio ou valproato, iniciar em 10 mg/dia.
- Prevenção de recorrência no transtorno bipolar: pacientes que já usavam devem continuar na mesma dose; dose inicial sugerida para remissão é 10 mg/dia, com ajuste entre 5 e 20 mg/dia conforme necessidade.
- Idosos e casos com fatores que reduzem o metabolismo (ex.: insuficiência hepática moderada, insuficiência renal grave, pacientes não fumantes do sexo feminino): considerar dose inicial mais baixa, como 5 mg/dia, e aumentar com cautela.
O uso em monoterapia não foi estudado em pacientes menores de 13 anos.
Como a Olanzapina funciona
Olanzapina é um antipsicótico que age no sistema nervoso central para melhorar sintomas de esquizofrenia, outras psicoses e episódios maníacos ou mistos do transtorno bipolar. Também ajuda a prevenir fases futuras de mania e depressão no bipolar.
O mecanismo exato não é conhecido. Em doses orais entre 5 e 20 mg/dia (ou pelo menos 15 mg/dia para mania), pode haver melhora inicial dos sintomas na primeira semana de tratamento.
Contraindicações e advertências da Olanzapina
Você não deve usar Olanzapina se for alérgico à olanzapina ou a qualquer componente da fórmula.
Algumas situações exigem cuidado e monitoramento durante o uso:
- Risco de síndrome neuroléptica maligna: suspenda o medicamento se surgirem sinais compatíveis.
- Discinesia tardia: podem aparecer movimentos involuntários; avalie redução ou suspensão se ocorrerem.
- Síndrome DRESS (reação grave com rash, febre, eosinofilia e comprometimento de órgãos): suspenda o tratamento se houver suspeita.
- Histórico de convulsão ou fatores que predisponham a convulsões; aumento de próstata, íleo paralítico, glaucoma de ângulo estreito e alterações hematológicas devem ser avaliados com cautela.
- Comprometimento hepático: cuidado em pacientes com elevação de TGP/TGO ou sinais de insuficiência hepática; evitar aumento rápido de dose.
- Pacientes com diabetes ou predisposição devem ser acompanhados, pois houve aumento na frequência de diabetes e alterações de glicose e lipídios.
- Não é aprovado para tratar psicose em idosos com demência; nessa população houve aumento de eventos cerebrovasculares e mortalidade.
- Pode causar hipotensão ortostática (queda de pressão ao se levantar), especialmente no início; considerar iniciar com 5 mg/dia para reduzir esse risco.
Informe seu médico sobre doenças pré-existentes e outros medicamentos antes de iniciar o tratamento.
Efeitos colaterais da Olanzapina (reações adversas)
Olanzapina pode causar efeitos indesejáveis; alguns são comuns e outros raros. Informe seu médico se notar reações novas ou preocupantes.
Reações por frequência observadas:
- Muito comuns (>10%): ganho de peso (incluindo ganho >7% do peso corporal), hipotensão ortostática, sonolência, aumento da prolactina e elevação de colesterol, triglicérides e glicose em jejum.
- Comuns (1–10%): fraqueza, febre, ganho de peso >15%, fadiga, constipação, boca seca, aumento do apetite, edema periférico, dor nas articulações, inquietação motora, tontura, elevação de enzimas hepáticas, leucopenia, eosinofilia e alterações metabólicas.
- Incomuns (0,1–1%): sensibilidade à luz, bradicardia, distensão abdominal, excesso de saliva, amnésia, síndrome das pernas inquietas, sangramento nasal e gagueira.
- Raras (0,01–0,1%): hepatite, hiperglicemia, convulsão e erupção cutânea.
- Muito raras (<0,01%): reações alérgicas graves, reações após suspensão (sudorese, náusea, vômito), tromboembolismo venoso, pancreatite, trombocitopenia, icterícia, complicações diabéticas graves, rabdomiólise, perda de cabelo, síndrome DRESS, priapismo, alterações urinárias e elevação de creatinofosfoquinase.
Eventos específicos foram relatados em populações como idosos com demência (queda e marcha anormal) e pacientes com Parkinson ou em terapia combinada com lítio/valproato (alucinações, piora parkinsoniana, tremores, boca seca e aumento do apetite).
Interações medicamentosas da Olanzapina
Olanzapina pode interagir com vários medicamentos e substâncias; ajuste e monitoramento são necessários quando houver combinação.
- Interage com inibidores ou indutores do citocromo P450, especialmente inibidores potentes da CYP1A2.
- Medicamentos citados: carbamazepina, carvão ativado, fluoxetina e fluvoxamina.
- Uso conjunto com outras drogas que atuam no sistema nervoso central, incluindo álcool, requer cuidado adicional.
- O tabagismo pode reduzir a concentração de olanzapina no organismo e assim afetar o tratamento.
A absorção não é afetada por alimentos. Informe seu médico sobre qualquer medicamento, inclusive fitoterápicos. Atenção: o produto contém lactose e dióxido de titânio; apresentações podem incluir açúcar e corante.
Olanzapina na gravidez e amamentação
Não há estudos adequados em grávidas; Olanzapina deve ser usada durante a gravidez somente se os benefícios para a mãe justificarem os riscos para o feto.
Olanzapina é excretada no leite materno; mulheres em uso devem ser aconselhadas a não amamentar. Notifique seu médico se estiver grávida, planeja engravidar ou amamenta.
Superdose e dose esquecida da Olanzapina
Em caso de superdose, os sintomas podem incluir taquicardia, agitação, alteração da fala, tremores, sedação até coma, delirium, convulsões, síndrome neuroléptica maligna, depressão respiratória, arritmias e choque. Foram relatados casos fatais com doses a partir de 450 mg, e também sobrevivência após doses maiores.
Não existe antídoto específico; não induza vômito. Procure atendimento médico imediato e leve a embalagem se possível. Em caso de dúvidas, ligue para os serviços de saúde indicados.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar. Se estiver perto do horário da próxima dose, pule a esquecida e retome o esquema; não tome doses duplas para compensar. Não interrompa o tratamento de forma abrupta; a suspensão súbita pode causar suor, náusea e vômito. Consulte seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Composição da Olanzapina
Cada comprimido revestido contém olanzapina na dose correspondente (2,5 mg, 5 mg ou 10 mg) e excipientes. Os excipientes incluem lactose, estearato de magnésio, celulose microcristalina, crospovidona, hipromelose, dióxido de titânio e macrogol.
Observe que a apresentação de 10 mg contém 312 mg de lactose por comprimido; pacientes com síndrome de má-absorção de glicose-galactose não devem usar o medicamento.
Como guardar a Olanzapina
Guarde Olanzapina em temperatura entre 15 °C e 30 °C, protegido da luz e da umidade, e mantenha na embalagem original.
Verifique prazo de validade e aparência antes de usar; se houver alteração no aspecto, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III - DIZERES LEGAIS
Registro: 1.2568.0273
Registrado e produzido por:
PRATI, DONADUZZI & CIA LTDA
Rua Mitsugoro Tanaka, 145
Centro Industrial Nilton Arruda - Toledo - PR
CNPJ 73.856.593/0001-66
Indústria Brasileira
SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor
0800-709-9333
cac@pratidonaduzzi.com.br
www.pratidonaduzzi.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 28/03/2022.
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 11/06/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.