A Mirena® (Diu 52 mg) é indicada para contracepção por até 8 anos, menorragia idiopática por até 5 anos e proteção contra hiperplasia endometrial durante terapia de reposição estrogênica por até 5 anos. Embalagem com 1 unidade.
Para que serve a Mirena
Mirena® libera levonorgestrel dentro do útero e é usado para prevenção da gravidez e para tratar problemas relacionados ao sangramento uterino.
Ele é indicado para: contracepção por até 8 anos; redução de sangramento menstrual excessivo (menorragia idiopática) por até 5 anos; e proteção contra crescimento excessivo do endométrio durante terapia de reposição estrogênica por até 5 anos.
Como usar a Mirena
A inserção de Mirena® é feita por um médico, após exame ginecológico, usando um aplicador estéril que coloca o dispositivo dentro do útero.
Pode ser inserido até 7 dias após o início da menstruação sem necessidade de proteção adicional; se inserido depois desse período, use preservativo ou abstenha-se por 7 dias. Também pode ser colocado imediatamente após aborto do primeiro trimestre (sem infecção) ou substituído a qualquer momento do ciclo. Após parto, aguardar pelo menos 6 semanas e até que o útero volte ao tamanho normal.
Algumas mulheres sentem dor, tontura ou cólicas nas primeiras horas ou semanas; se persistirem mais de 30 minutos (tontura) ou 3 semanas (dor intensa), procure o médico. Você deverá retornar para revisão entre 4 e 12 semanas após a inserção e, depois, pelo menos uma vez por ano.
O dispositivo pode ser removido a qualquer momento por um profissional; a fertilidade costuma retornar após a remoção. Se não quiser engravidar, utilize método de barreira por 7 dias antes de remover o DIU, salvo se a remoção ocorrer até o 7º dia do ciclo. Se usar tampões ou coletores, tenha cuidado para não puxar os fios. Se perder os fios, sentir o dispositivo durante a relação ou houver dor, sangramento ou sinais de infecção, evite sexo ou use proteção e procure seu médico.
Como a Mirena funciona
Mirena® é um DIU em forma de T que libera pequenas quantidades do hormônio levonorgestrel diretamente no útero.
Ele age afinando o revestimento do útero (endométrio), tornando-o inadequado para implantação, espessando o muco cervical para dificultar a entrada dos espermatozoides e alterando o movimento dos espermatozoides dentro do útero. A liberação é contínua, mas em baixa dose.
Na contracepção, sua taxa de falha no primeiro ano é aproximadamente 0,2%. No tratamento da menorragia idiopática, reduz significativamente o sangramento em torno de três meses e pode aliviar cólicas. Na proteção do endométrio durante terapia estrogênica também demonstrou eficácia.
Contraindicações e advertências da Mirena
Você não deve usar Mirena® se tiver algumas condições que aumentam risco ou tornem o uso inadequado.
- Gravidez ou suspeita de gravidez;
- Infecção pélvica atual ou recorrente, infecção genital inferior, infecção uterina pós-parto ou pós-abortamento recente (últimos 3 meses);
- Anormalidade celular do colo do útero ou suspeita de câncer do colo ou do útero;
- Tumores dependentes de progestógeno;
- Sangramento uterino anormal sem diagnóstico;
- Anormalidade uterina que deforme a cavidade (incluindo miomas que deformam o útero);
- Condições que aumentem susceptibilidade a infecções; doença hepática ativa ou tumor hepático;
- Hipersensibilidade ao levonorgestrel ou a qualquer componente.
Antes da inserção serão realizados exames e avaliação do útero. Informe seu médico sobre enxaqueca súbita, dor de cabeça muito intensa, icterícia, aumento acentuado da pressão arterial ou doença arterial grave — nesses casos pode ser necessário avaliar ou remover o dispositivo. Infecções pélvicas devem ser tratadas rapidamente; Mirena® deve ser removido em infecções recorrentes, graves ou que não respondam ao tratamento. A expulsão parcial ou total pode ocorrer, às vezes sem sintomas; se expelido, não há mais proteção anticoncepcional. Perfuração uterina pode ocorrer na inserção e pode requerer cirurgia. Algumas usuárias sentem tontura/desmaio após a inserção; descanse após o procedimento. Se você tem diabetes, o médico poderá monitorar a glicemia, sem necessidade habitual de mudar o tratamento.
Efeitos colaterais da Mirena (reações adversas)
Como todo medicamento, Mirena® pode causar efeitos indesejados, embora nem todas as usuárias os apresentem.
Segue resumo das reações relatadas por frequência.
Muito comum (≥1/10):
- Dor de cabeça; dor abdominal/pélvica; alterações do sangramento (aumento, diminuição, gotejamento, oligomenorreia, amenorreia); vulvovaginite; corrimento genital.
Comum (≥1/100 a <1/10):
- Humor deprimido/depressão; enxaqueca; náusea; acne; hirsutismo; dor nas costas; infecção do trato genital superior; cistos ovarianos; dismenorreia; dor nas mamas; expulsão do DIU (parcial ou total).
Incomum (≥1/1.000 a <1/100):
- Alopecia; perfuração uterina.
Frequência desconhecida: reações alérgicas (rash, urticária, angioedema); aumento da pressão arterial. Durante inserção/remoção podem ocorrer dor, sangramento, reações vasovagais (tontura, desmaio) e, raramente, convulsão em pacientes epilépticas. Casos raros de sepse foram relatados. Se algum efeito for grave ou inesperado, procure seu médico.
Interações medicamentosas da Mirena
O efeito contraceptivo de Mirena® é principalmente local dentro do útero, portanto outras drogas não são esperadas aumentar o risco de gravidez enquanto o DIU estiver no lugar.
Ainda assim, informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, inclusive sem prescrição, para que ele avalie possíveis cuidados. Não utilize medicamentos sem orientação médica.
Mirena na gravidez e amamentação
Mirena® não deve ser usado se você estiver grávida ou suspeitar de gravidez.
Se ocorrer gravidez com o DIU no útero, o dispositivo deve ser removido o quanto antes; se não for possível removê-lo, manter o DIU aumenta risco de aborto, infecção ou parto prematuro e exigirá monitoramento médico. Converse com seu médico sobre riscos e sinais de complicação.
Amamentação: é compatível. Pequena quantidade de levonorgestrel é excretada no leite (cerca de 0,1% da dose), sem evidência de prejuízo ao crescimento ou desenvolvimento do lactente quando iniciado a partir de 6 semanas pós-parto. O uso não interfere no aleitamento.
Superdose e dose esquecida da Mirena
Por se tratar de um dispositivo colocado no útero por um profissional, o conceito de superdose não se aplica da mesma forma que para comprimidos, mas em caso de qualquer problema após inserção procure socorro médico imediatamente.
Se tiver dúvidas sobre o que fazer, fale com seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico.
Composição da Mirena
Cada DIU contém 52 mg de levonorgestrel, com liberação média in vivo de 20 mcg/dia no primeiro ano.
Excipientes e características:
- Elastômero de polidimetilsiloxano;
- Cilindro de polidimetilsiloxano com membrana reguladora;
- Estrutura em T de polietileno;
- Dois fios marrons de remoção fixados na haste inferior.
O cilindro na haste vertical contém a mistura de levonorgestrel e o desenho em T adapta o sistema ao formato do útero.
Como guardar a Mirena
Conserve Mirena® em temperatura ambiente entre 15 °C e 30 °C, protegido da umidade e da luz direta.
Mantenha na embalagem original até o momento da inserção; a embalagem só deve ser aberta pelo médico. Não use após a data de validade impressa na embalagem e mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
Registro: 1.7056.0106
Produzido por:
Bayer Oy, Pansiontie
Turku – Finlândia
Importado e Registrado por:
Bayer S.A.
Rua Domingos Jorge, 1.100
04779-900 – Socorro – São Paulo – SP
CNPJ nº 18.459.628/0001-15
SAC 0800 7021241
sac@bayer.com
Venda sob prescrição
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 11/12/2025.
Venda sob prescrição médica.
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