O Luvox® comprimido revestido 100 mg é indicado para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Apresentado em embalagem com 60 comprimidos.
Para que serve o Luvox
LUVOX® é indicado para tratar depressão maior e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Ele é usado quando esses quadros precisam de tratamento medicamentoso para reduzir sintomas como tristeza profunda, perda de interesse, pensamentos obsessivos e rituais que interferem na rotina.
Como usar o Luvox
Tome LUVOX® por via oral com água, conforme prescrição médica, e siga os horários e duração indicados pelo seu médico.
Os comprimidos podem ser partidos em duas partes iguais quando necessário; a parte não utilizada deve ser guardada na embalagem e usada no prazo de 1 dia.
Orientações gerais de dose:
- Depressão: dose inicial de 50 mg ou 100 mg à noite; a dose eficaz costuma ser 100 mg/dia, ajustada conforme resposta. Doses totais acima de 150 mg/dia devem ser divididas. A dose máxima é 300 mg/dia.
- Prevenção de recorrência da depressão: dose única diária de 100 mg; não recomendado em menores de 18 anos para essa indicação.
- Transtorno obsessivo-compulsivo (adultos): iniciar com 50 mg/dia por 3–4 dias e aumentar até a resposta desejada, sem ultrapassar 300 mg/dia. Em crianças >8 anos e adolescentes, o limite é 200 mg/dia.
Não interrompa o tratamento sem orientação médica; a necessidade de manutenção deve ser reavaliada periodicamente, sendo razoável considerar continuidade por mais de 10 semanas em pacientes responsivos.
Como o Luvox funciona
LUVOX® melhora os sintomas da depressão maior e do TOC ao agir no sistema nervoso, mudando a forma como certos mensageiros químicos funcionam.
O início de melhora costuma ocorrer em cerca de duas semanas, embora a resposta completa possa demorar mais.
Contraindicações e advertências do Luvox
Você não deve usar LUVOX® se for alérgico ao maleato de fluvoxamina ou a qualquer excipiente, ou se for menor de 18 anos para tratamento da depressão ou menor de 8 anos para TOC.
Também não use junto com certas medicações; informe sempre seu médico sobre tudo o que toma.
- Combinações contraindicadas: tizanidina, inibidores da monoamino-oxidase (iMAOs) como moclobemida e selegilina, linezolida, ramelteona e pimozida.
- Evite álcool durante o tratamento.
- Risco de pensamentos/condutas suicidas: pacientes, familiares e cuidadores devem observar piora clínica ou sinais de suicídio, especialmente no início do tratamento ou após mudança de dose.
- Crianças e adolescentes: uso autorizado apenas para TOC a partir de 8 anos; em menores para depressão não há recomendação por falta de dados.
- Fígado e rins: podem requerer início com doses mais baixas e monitoramento mais frequente; interrompa se houver aumento significativo de enzimas hepáticas com sintomas.
- Convulsões: usar com cautela em pacientes com epilepsia; evitar em epilepsia não controlada.
- Síndrome serotoninérgica/neuroléptica maligna: pode ocorrer, especialmente com outras drogas serotoninérgicas ou neurolépticos; interromper e tratar imediatamente se surgir hipertermia, rigidez, instabilidade autonômica ou alteração mental.
- Hiponatremia e alterações glicêmicas foram relatadas; diabéticos podem precisar ajustar medicamentos para controlar a glicose.
- Sangramentos: risco aumentado de sangramento, especialmente se usar anticoagulantes, AINEs, ácido acetilsalicílico ou outros que afetem plaquetas; monitoramento é recomendado.
- Cardíaco: não use se tiver síndrome congênita do QT longo ou histórico de arritmia grave; informe se tiver bradicardia, insuficiência cardíaca ou baixos níveis de potássio/magnésio.
- Gravidez e lactação: uso na gravidez somente se necessário; categoria de risco C. Fluvoxamina passa para o leite materno em pequenas quantidades — não use sem orientação médica.
- Descontinuação: não interrompa abruptamente; seu médico reduzirá gradualmente a dose em 1–2 semanas ou mais para evitar sintomas de abstinência.
Se notar inquietação intensa, convulsões, sinais de sangramento, alterações hepáticas ou qualquer reação grave, procure atendimento médico imediatamente.
Efeitos colaterais do Luvox (reações adversas)
LUVOX® pode causar efeitos indesejados; alguns são comuns, outros raros. Informe seu médico se algum sintoma incomodar ou persistir.
Frequências definidas na bula: comuns (1–10%), incomuns (<1%), raras (<0,1%) e não conhecidas.
- Comuns: falta de apetite, agitação, nervosismo, ansiedade, insônia, sonolência, tremor, dor de cabeça, tontura, palpitação/taquicardia, dor abdominal, constipação, diarreia, boca seca, dispepsia, náusea, vômito, suor excessivo, fraqueza e indisposição.
- Incomuns: alucinação, confusão, agressividade, sintomas extrapiramidais, ataxia, hipotensão ortostática, reações cutâneas (erupção, prurido, edema angioneurótico), dores articulares e musculares, ejaculação retardada.
- Raras: mania, convulsão, alterações hepáticas, fotossensibilidade, produção espontânea de leite (galactorreia).
- Não conhecidas: alterações hormonais, hiponatremia, ganho ou perda de peso, pensamentos/ações suicidas, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, acatisia, parestesia, alterações de paladar, glaucoma, midríase, diversos tipos de sangramento, fraturas ósseas, distúrbios urinários, disfunção sexual e alterações menstruais.
Comunicar reações adversas ao seu médico, farmacêutico ou à empresa conforme orientado na bula.
Interações medicamentosas do Luvox
LUVOX® interage com vários medicamentos; informe seu médico sobre todos os remédios que você toma, incluindo os sem receita.
Algumas interações podem aumentar efeitos, causar toxicidade ou exigir ajuste de dose.
- iMAOs e linezolida: risco de síndrome serotoninérgica; respeitar intervalo mínimo entre suspender um e iniciar o outro (ver bula).
- Enzimas hepáticas: fluvoxamina é potente inibidor de CYP1A2 e CYP2C19 e inibidor de CYP2C9, CYP2D6 e CYP3A4; pode aumentar níveis de muitas drogas (tacrina, teofilina, metadona, mexiletina, fenitoína, carbamazepina, pimozida, ciclosporina, ropinirol, propranolol, varfarina, entre outras).
- Antidepressivos tricíclicos e neurolépticos: doses desses medicamentos podem precisar ser reduzidas ao iniciar fluvoxamina.
- Benzodiazepínicos: dose de triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam pode precisar ser reduzida.
- Ramelteona: não deve ser usado com fluvoxamina (aumento dos níveis de ramelteona).
- Triptanos, tramadol, buprenorfina, erva-de-são-joão e outros agentes serotoninérgicos: risco aumentado de síndrome serotoninérgica.
- Anticoagulantes e medicamentos que afetam plaquetas: risco aumentado de hemorragia; monitoramento é recomendado.
- Suco de toranja: pode aumentar exposição à fluvoxamina.
Seu médico poderá ajustar doses ou escolher alternativas seguras conforme necessário.
Luvox na gravidez e amamentação
O uso de ISRSs como fluvoxamina na gravidez, especialmente no final da gestação, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido; use apenas se o benefício clínico justificar o risco.
Categoria de risco C. Se usado no final da gravidez, recém-nascidos podem apresentar sinais de descontinuação ou dificuldades respiratórias e de alimentação, entre outros, exigindo às vezes hospitalização.
Durante a lactação, fluvoxamina passa para o leite em pequenas quantidades; não use sem orientação médica. Avaliação e acompanhamento são necessários se houver intenção de amamentar ou doar leite.
Superdose e dose esquecida do Luvox
Em caso de ingestão de dose muito alta de LUVOX®, podem surgir náusea, vômito, diarreia, sonolência, vertigem e alterações do ritmo cardíaco.
Fluvoxamina tem ampla margem de segurança; mortes por superdose isolada são raras, mas complicações graves podem ocorrer quando associada a outros fármacos. Não existe antídoto específico.
Se ocorrer superdose, procure socorro médico imediato e leve a embalagem do medicamento; tratamento envolve esvaziamento gástrico e suporte sintomático, podendo incluir carvão ativado e outras medidas de suporte conforme orientação médica.
Se esquecer uma dose, não duplique a seguinte para compensar; siga a orientação do seu médico.
Composição do Luvox
Cada comprimido revestido de LUVOX® contém maleato de fluvoxamina na dose declarada (50 mg ou 100 mg) e excipientes comuns.
- Excipientes: manitol, amido, amido pré-gelatinizado, estearilfumarato de sódio, dióxido de silício, hipromelose, macrogol 6000, talco, dióxido de titânio.
Consulte a embalagem para saber a dose exata do comprimido que você possui.
Como guardar o Luvox
Guarde LUVOX® na embalagem original, protegido da luz, em temperatura entre 15ºC e 30ºC.
Verifique o prazo de validade e não use medicamento vencido. Observe o aspecto antes de usar e consulte o farmacêutico se notar alterações.
Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0553.0352
Registrado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16
Importado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16
Produzido por:
Mylan Laboratories S.A.S.
Châtillon-sur-Chalaronne – França
Embalado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rio de Janeiro – RJ
INDÚSTRIA BRASILEIRA
BU 34
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www.abbottbrasil.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICACOM RETENÇÃO DE RECEITA.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/01/2025.
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 30/01/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.