O Luvox® é indicado para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Apresentado em comprimido revestido 100 mg, embalagem com 30 comprimidos.
Para que serve o Luvox
LUVOX® é indicado para tratar depressão maior e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Ele ajuda a reduzir os sintomas desses quadros, como tristeza profunda, perda de interesse e pensamentos/rituais repetitivos, quando usado conforme orientação médica.
Como usar o Luvox
Tome LUVOX® por via oral, com água; os comprimidos de 50 mg e 100 mg podem ser partidos ao meio se necessário.
Não interrompa o tratamento sem falar com o médico — a necessidade de continuar deve ser reavaliada periodicamente e, em depressão, pode ser razoável prolongar além de 10 semanas.
Orientações gerais de dose:
- Depressão: início com 50 mg ou 100 mg em dose única à noite; a dose eficaz costuma ser 100 mg/dia, ajustada conforme resposta; doses até 300 mg/dia foram usadas; se a dose total exceder 150 mg/dia, o médico pode dividir em duas tomadas.
- Prevenção da recorrência da depressão: dose única diária de 100 mg; não recomendada em menores de 18 anos para essa indicação.
- TOC: iniciar com 50 mg/dia por 3–4 dias e aumentar até resposta clínica, sem ultrapassar 300 mg/dia em adultos; para crianças a partir de 8 anos e adolescentes o limite é 200 mg/dia; a faixa eficaz geralmente fica entre 100 mg e 300 mg/dia.
Se tiver dúvidas sobre horários ou ajuste de dose, converse com seu médico.
Como o Luvox funciona
LUVOX® melhora os sintomas da depressão maior e do TOC aumentando a disponibilidade de serotonina no cérebro.
O início do efeito costuma ser percebido em cerca de duas semanas, embora a resposta completa possa levar mais tempo.
Contraindicações e advertências do Luvox
Você não deve usar LUVOX® se for alérgico à fluvoxamina ou a qualquer excipiente, nem combiná-lo com tizanidina, iMAOs (como moclobemida, selegilina), linezolida, ramelteona ou pimozida.
LUVOX® não é indicado para depressão em menores de 18 anos e não deve ser usado para TOC em crianças menores de 8 anos.
Principais cuidados e sinais a observar:
- Risco de pensamentos ou comportamentos suicidas: monitore de perto, especialmente nas primeiras semanas ou após alteração de dose; procure o médico imediatamente se houver piora ou sinais preocupantes.
- Distúrbios convulsivos: evitar em epilepsia não controlada; informe ao médico se você tem epilepsia.
- Problemas hepáticos ou renais: o tratamento costuma começar com doses mais baixas e acompanhamento mais frequente.
- Síndrome serotoninérgica/neuroléptica maligna: pode ocorrer, especialmente ao combinar com outras drogas serotoninérgicas ou neurolépticos; pare o medicamento e procure atendimento médico se houver febre alta, rigidez, confusão ou flutuações rápidas dos sinais vitais.
- Risco de sangramentos: use com cautela se toma anticoagulantes ou anti-inflamatórios, e se for idoso; relate qualquer sangramento anormal ao médico.
- Alterações cardíacas: não use se tiver síndrome do QT longo ou histórico de arritmia grave; informe se toma medicamentos que prolongam o QT, diuréticos ou tem níveis baixos de potássio/magnésio.
- Gravidez e lactação: uso somente se necessário e sob avaliação médica; exposição no final da gravidez pode causar sintomas neonatais e há associação observacional com hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido.
Evite consumir álcool durante o tratamento e não mastigue os comprimidos.
Efeitos colaterais do Luvox (reações adversas)
Como outros antidepressivos, LUVOX® pode causar efeitos indesejados; a frequência dos eventos varia conforme descrito abaixo.
Frequências e exemplos relatados:
- Comuns (1–10%): falta de apetite, agitação, nervosismo, ansiedade, insônia, sonolência intensa, tremor, dor de cabeça, vertigem, palpitação/taquicardia, dor abdominal, constipação, diarreia, boca seca, dispepsia, náusea, vômito, suor excessivo, fraqueza e indisposição.
- Incomuns (<1%): alucinação, confusão, agressividade, sintomas extrapiramidais, ataxia, hipotensão ortostática, reações de hipersensibilidade cutânea (incluindo edema angioneurótico), erupção, prurido, dores articulares e musculares, ejaculação retardada.
- Raras (<0,1%): mania, convulsão, alterações hepáticas, fotossensibilidade e galactorreia.
- Frequência não conhecida: hiperprolactinemia, SIADH (secreção inapropriada de ADH)/hiponatremia, alterações de peso, pensamentos/comportamentos suicidas, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, acatisia, parestesia, alteração do paladar, glaucoma, midríase, vários tipos de hemorragia, fratura óssea, distúrbios urinários, anorgasmia e alterações menstruais, além de síndrome de descontinuação e síndrome neonatal de descontinuação.
Informe seu médico ou farmacêutico sobre qualquer reação adversa que surgir durante o uso.
Interações medicamentosas do Luvox
LUVOX® pode interagir com muitos medicamentos e substâncias, alterando efeitos ou aumentando riscos.
Principais interações a considerar:
- iMAOs e linezolida: risco de síndrome serotoninérgica — respeitar intervalos recomendados antes de iniciar ou interromper tratamentos.
- Enzimas hepáticas (CYP1A2, CYP2C19 e em menor grau CYP2C9, CYP2D6, CYP3A4): fluvoxamina é inibidor potente e pode aumentar níveis de muitos fármacos; o médico pode ajustar doses.
- Ramelteona e tizanidina: não usar em combinação.
- Fármacos com índice terapêutico estreito (teofilina, metadona, fenitoína, carbamazepina, ciclosporina, entre outros): monitoramento cuidadoso e ajuste de dose podem ser necessários.
- Antidepressivos tricíclicos e alguns neurolépticos: pode ser preciso reduzir a dose desses medicamentos ao iniciar LUVOX®.
- Benzodiazepínicos (triazolam, midazolam, alprazolam, diazepam): pode ser necessária redução da dose durante coadministração.
- Interações relatadas com ropinirol, propranolol, varfarina (aumento de níveis) e tioridazina (casos de toxicidade cardíaca); suco de toranja pode aumentar exposição à fluvoxamina; excesso de cafeína pode aumentar efeitos adversos.
Informe sempre ao seu médico ou farmacêutico todos os medicamentos e suplementos que você usa.
Luvox na gravidez e amamentação
O uso de LUVOX® durante a gravidez deve ser avaliado pelo médico: pode haver risco aumentado de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido, especialmente com exposição no final da gestação.
Exposição no terceiro trimestre pode provocar sintomas neonatais que, raramente, exigem hospitalização prolongada. Categoria de risco C.
Durante a amamentação, LUVOX® passa para o leite materno em pequenas quantidades; não use sem orientação médica. Discuta com seu médico os riscos e benefícios caso esteja grávida, amamentando ou planejando gravidez.
Superdose e dose esquecida do Luvox
Em superdose, os sintomas mais comuns incluem náusea, vômito, diarreia, sonolência, vertigem e alterações cardíacas como taquicardia ou bradicardia; complicações mais graves são raras quando a fluvoxamina foi tomada isoladamente.
Não existe antídoto específico; o tratamento é sintomático e de suporte — esvaziamento gástrico e carvão ativado podem ser recomendados. Procure atendimento médico imediato e leve a embalagem.
Se esquecer uma dose, não dobre a seguinte para compensar; siga a orientação do médico ou pergunte ao farmacêutico em caso de dúvida.
Composição do Luvox
Cada comprimido contém maleato de fluvoxamina como princípio ativo, na dose correspondente (50 mg ou 100 mg).
Excipientes presentes em ambos os comprimidos: manitol, amido, amido pré-gelatinizado, estearilfumarato de sódio, dióxido de silício, hipromelose, macrogol 6000, talco e dióxido de titânio.
Como guardar o Luvox
Conserve LUVOX® na embalagem original, protegido da luz e em temperatura entre 15°C e 30°C.
Verifique o prazo de validade e não use o medicamento vencido; observe seu aspecto antes de usar e consulte o farmacêutico em caso de alteração. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0553.0352
Registrado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16
Importado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16
Produzido por:
Mylan Laboratories S.A.S.
Châtillon-sur-Chalaronne – França
Embalado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rio de Janeiro – RJ
INDÚSTRIA BRASILEIRA
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICACOM RETENÇÃO DE RECEITA.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/01/2025.
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 30/01/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.