O Levetiracetam comprimido revestido 500 mg é indicado como monoterapia para crises focais/parciais em pacientes com 16 anos ou mais com diagnóstico recente de epilepsia e como terapia adjuvante para crises focais, crises mioclônicas (em >12 anos) e crises tônico-clônicas primárias generalizadas (em >6 anos). Para crianças com menos de 25 kg, o tratamento deve ser iniciado com solução oral.
Para que serve o Levetiracetam
Levetiracetam é usado para tratar vários tipos de crises epilépticas, sozinho ou junto com outros antiepilépticos, dependendo da idade e do peso.
- Monoterapia (sem outros antiepilépticos): crises focais/parciais em pacientes com 16 anos ou mais e diagnóstico recente de epilepsia.
- Terapia adjuvante (com outros antiepilépticos): crises focais/parciais em pacientes maiores de 6 anos (e ≥25 kg), crises mioclônicas em pacientes >12 anos (e ≥25 kg) e crises tônico-clônicas primárias generalizadas em pacientes >6 anos (e ≥25 kg).
Para crianças com menos de 25 kg recomenda-se início com solução oral; comprimidos não são apropriados para esse grupo.
Como usar o Levetiracetam
Tome os comprimidos por via oral, com água, em duas doses iguais ao dia (a cada 12 horas), com ou sem alimentos. O comprimido pode ser partido para facilitar a deglutição, mas não para dividir a dose.
Posologia (resumo):
- Monoterapia em adultos a partir de 16 anos: iniciar 250 mg duas vezes ao dia; após duas semanas passar para 500 mg duas vezes ao dia; aumentos de 250 mg duas vezes ao dia a cada duas semanas conforme resposta; dose máxima 1500 mg duas vezes ao dia.
- Terapia adjuvante em ≥50 kg (adultos e adolescentes 12–17 anos): iniciar 500 mg duas vezes ao dia; ajustar até 1500 mg duas vezes ao dia em incrementos ou reduções de 500 mg duas vezes ao dia a cada 2–4 semanas.
- Crianças 6–11 anos e adolescentes <50 kg: iniciar 10 mg/kg duas vezes ao dia, podendo aumentar até 30 mg/kg duas vezes ao dia; ajustes não superiores a 10 mg/kg duas vezes ao dia a cada duas semanas; use a menor dose eficaz.
Ajustes de dose são necessários em insuficiência renal; em insuficiência hepática grave e em idosos com função renal reduzida o médico pode alterar a dose. Não interrompa o tratamento sem orientação — a retirada deve ser gradual.
Como o Levetiracetam funciona
O modo exato de ação do levetiracetam não está totalmente esclarecido.
Apesar disso, ele é usado para reduzir e controlar crises epilépticas conforme as indicações e posologias estabelecidas.
Contraindicações e advertências do Levetiracetam
Você não deve usar levetiracetam se for alérgico ao princípio ativo ou a derivados da pirrolidona (por exemplo, piracetam) ou a qualquer componente da formulação.
Antes de usar, informe ao médico se tem doença renal ou hepática, histórico de transtornos psiquiátricos ou mudanças de comportamento; também comunique se notar aumento das crises.
- Foram relatados pensamentos suicidas e alterações comportamentais; procure o médico imediatamente se aparecerem depressão, ideias suicidas, agressividade, agitação ou psicose.
- Houve relatos de redução de células sanguíneas (neutropenia, agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia); informe sinais como febre ou infecções recorrentes.
- Evite bebidas alcoólicas durante o tratamento.
- Levetiracetam pode reduzir a capacidade de dirigir ou operar máquinas, especialmente no início do tratamento ou após aumento de dose.
Se houver suspeita de reação de hipersensibilidade grave (febre, erupção cutânea e sinais de comprometimento de órgãos), suspenda e procure auxílio médico.
Efeitos colaterais do Levetiracetam (reações adversas)
Levetiracetam pode causar efeitos colaterais que variam de muito comuns a raros; informe seu médico sobre qualquer reação inesperada.
Reações por frequência:
- Muito comuns (>10%): dor de cabeça, sonolência e nasofaringite.
- Comuns (1–10%): fraqueza/astenia, fadiga, perda de apetite, alterações de humor (depressão, hostilidade, agressividade, irritabilidade), insônia, tremor, tontura, ataxia, convulsão, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal e rash.
- Incomuns (0,1–1%): trombocitopenia, ganho de peso, amnésia, problemas de coordenação, alterações visuais, eczema, prurido e mialgia.
- Raras e frequência não conhecida: infecções graves, distúrbios psiquiátricos (incluindo ideação suicida e tentativa de suicídio), alterações sanguíneas graves (pancitopenia, agranulocitose, neutropenia), prolongamento do QT, reações graves de pele (Stevens-Johnson, necrólise epidérmica), rabdomiólise, pancreatite, falência hepática e dano renal agudo.
Comunique qualquer reação adversa ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico.
Interações medicamentosas do Levetiracetam
Levetiracetam apresenta poucas interações clínicas significativas relatadas com outros medicamentos antiepilépticos e com alguns fármacos comuns.
- Não foram observadas interações com fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, fenobarbital, gabapentina, primidona, topiramato e lamotrigina.
- Não foi observada interação com contraceptivos orais (etinilestradiol e levonorgestrel), digoxina ou varfarina.
- O efeito sobre a eliminação de probenecida e de medicamentos eliminados pelos rins (AINEs, algumas sulfonamidas, metotrexato) não é conhecido.
- Antiácidos: não há dados sobre influência na absorção.
- Laxantes: relatos isolados indicam diminuição de eficácia quando macrogol é dado junto com levetiracetam; administre macrogol pelo menos 1 hora antes ou após o levetiracetam.
- Alimentos não alteram significativamente os níveis plasmáticos; evite álcool durante o tratamento.
Informe seu médico sobre todos os medicamentos que usa.
Levetiracetam na gravidez e amamentação
Use levetiracetam na gravidez apenas se for clinicamente necessário e sob acompanhamento médico. O risco de malformações não pode ser completamente excluído.
O tratamento com múltiplos antiepilépticos aumenta o risco de malformações em comparação com monoterapia; mulheres grávidas em uso de levetiracetam devem ser monitoradas. Durante a gravidez a concentração do medicamento pode diminuir, especialmente no terceiro trimestre.
Levetiracetam passa para o leite materno; a amamentação não é recomendada durante o tratamento, salvo decisão conjunta com o médico quando o uso for considerado necessário.
Superdose e dose esquecida do Levetiracetam
Em caso de superdose podem ocorrer sonolência, agitação, diminuição do nível de consciência, depressão respiratória e coma.
Se você tomou mais do que devia procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem. Contate seu médico se necessário.
Se esqueceu uma dose, não dobre a dose seguinte para compensar. Entre em contato com seu médico se faltou uma ou mais doses. Em caso de dúvidas, procure o farmacêutico ou médico.
Composição do Levetiracetam
Cada comprimido revestido contém levetiracetam na seguinte quantidade e excipientes indicados.
- 250 mg: levetiracetam 250 mg; excipientes incluindo povidona, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, crospovidona, dióxido de silício, talco, estearato de magnésio, hipromelose, hiprolose, macrogol e carmina de índigo.
- 500 mg: levetiracetam 500 mg; excipientes incluindo povidona, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, crospovidona, dióxido de silício, talco, estearato de magnésio, hipromelose, hiprolose, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
- 750 mg: levetiracetam 750 mg; excipientes semelhantes aos acima, incluindo dióxido de titânio e óxidos de ferro para coloração.
- 1000 mg: levetiracetam 1000 mg; excipientes incluindo povidona, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, crospovidona, dióxido de silício, talco, estearato de magnésio, hipromelose, hiprolose, macrogol e dióxido de titânio.
Consulte a embalagem se tiver alergia a algum componente.
Como guardar o Levetiracetam
Conserve em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade, e mantenha na embalagem original.
Verifique lote e validade na embalagem e não use após o prazo de validade. Antes de usar, observe o aspecto do comprimido e, se notar alteração mesmo dentro do prazo, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Registro: 1.0047.0647
Farm. Resp.: Cláudia Larissa S. Montanher
CRF-PR nº 17.379
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 12/04/2024.
Produzido por:
Lek Pharmaceuticals d.d.
Ljubljana – Eslovênia
Embalado por:
Lek Pharmaceuticals d.d.
Lendava – Eslovênia
Registrado e Importado por:
Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Antônio Rasteiro Filho (Marginal PR 445), 1.920, Cambé-PR
CNPJ: 61.286.647/0001-16
III) DIZERES LEGAIS (versão comprimidos 500/1000)
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Reg. M.S.: 1.0047.0647
Farm. Resp.: Cláudia Larissa S. Montanher
CRF-PR nº 17.379
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 27/09/2021.
Fabricado por:
Lek Pharmaceuticals d.d.
Ljubljana – Eslovênia
Embalado por:
Lek Pharmaceuticals d.d.
Lendava – Eslovênia
Registrado e Importado por:
Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Antônio Rasteiro Filho (Marginal PR 445), 1.920, Cambé-PR
CNPJ: 61.286.647/0001-16
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 21/06/2024, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
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