O Levetiracetam, solução oral 100 mg/mL, é indicado para o tratamento de crises epilépticas, com uso oral em pacientes adultos e pediátricos acima de 1 mês. Pode ser usado como monoterapia em pacientes com 16 anos ou mais com diagnóstico recente de epilepsia para crises focais/parciais, e como terapia adjuvante para crises focais, mioclônicas (≥12 anos) e tônico‑clônicas primárias (≥6 anos).
Para que serve o Levetiracetam
Levetiracetam é usado para controlar diferentes tipos de crises epilépticas, sozinho ou em combinação com outros antiepilépticos, conforme a sua idade e o tipo de epilepsia.
- Como monoterapia: indicado para crises focais/parciais em pacientes a partir de 16 anos com diagnóstico recente.
- Como terapia adjuvante (com outros antiepilépticos): indicado para crises focais/parciais em pacientes com mais de 1 mês; para crises mioclônicas em pacientes a partir de 12 anos; e para crises tônico-clônicas primárias generalizadas em pacientes a partir de 6 anos.
O uso é por via oral e vale seguir a orientação do médico sobre a forma e dose apropriadas para você ou para a criança.
Como usar o Levetiracetam
Você pode tomar a solução oral diretamente ou diluída em água, com ou sem alimentos; a dose diária deve ser dividida em duas tomadas, a cada 12 horas, em horários semelhantes.
Use a seringa doseadora que acompanha o frasco seguindo estes passos: fixe o adaptador no gargalo, encaixe a seringa, vire o frasco, encha a seringa até a marca prescrita e empurre o êmbolo para remover bolhas antes de retirar; depois despeje o conteúdo em um copo com água ou no recipiente do bebê e faça-o beber por completo. Não remova o adaptador após o uso.
Para limpar a seringa, enxágue com água fria movendo o êmbolo sem separar as partes. Guarde frasco, seringa e bula na embalagem.
Posologia: a dose varia conforme indicação e idade. Em monoterapia para adultos a partir de 16 anos a dose inicial é 250 mg (2,5 mL) duas vezes ao dia, podendo subir para 500 mg (5 mL) duas vezes ao dia após duas semanas e, se necessário, até 1500 mg (15 mL) duas vezes ao dia, conforme orientação médica. Em terapia adjuvante as doses variam por idade e peso — siga a prescrição do médico.
Não interrompa o tratamento sem orientação; a suspensão deve ser feita gradualmente para evitar piora das crises.
Como o Levetiracetam funciona
O mecanismo exato de ação do levetiracetam não está totalmente esclarecido.
Apesar disso, o medicamento é usado para reduzir a ocorrência de crises epilépticas sob supervisão médica.
Contraindicações e advertências do Levetiracetam
Você não deve usar levetiracetam se for alérgico ao princípio ativo, a derivados de pirrolidona (por exemplo, piracetam) ou a qualquer componente da fórmula.
Tenha cuidado ao dirigir ou operar máquinas, especialmente no início do tratamento ou ao aumentar a dose, pois pode ocorrer sonolência, tontura, desmaios ou perda de consciência. Evite bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Informe o médico se tiver doença renal ou hepática, histórico de transtornos psiquiátricos ou se notar aumento na frequência/gravidade das crises. Há relatos de pensamentos suicidas ou autoagressão em alguns pacientes; procure ajuda imediata se surgirem sintomas depressivos ou ideação suicida.
Foram descritas diminuições em células sanguíneas (neutropenia, agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia); relate febre, infecções recorrentes, sangramentos ou fraqueza. Também houve relatos de agravamento das crises, especialmente no início ou com aumento de dose, e falta de eficácia em pacientes com mutação no gene SCN8A.
Atenção cardíaca: pode haver risco de alterações graves do ritmo cardíaco, incluindo prolongamento do intervalo QT; não use se você tiver síndrome do QT longo congênita ou histórico de arritmias graves, e avise o médico se tiver bradicardia, insuficiência cardíaca ou níveis baixos de potássio/magnésio, ou se usar outros medicamentos que prolonguem o QT.
Contém maltitol e acessulfamo potássico; informe alergias ou intolerâncias aos excipientes.
Efeitos colaterais do Levetiracetam (reações adversas)
Os efeitos indesejáveis variam em frequência e gravidade; informe seu médico se aparecerem sintomas incomuns.
Reações muito comuns (≥10%):
- dor de cabeça, sonolência, nasofaringite
Reações comuns (1%–10%):
- astenia, fadiga, perda de apetite, alterações do humor (depressão, hostilidade, agressividade, irritabilidade), insônia, nervosismo
- convulsão, instabilidade do equilíbrio, tontura, tremor, vertigem
- tosse, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, indigestão, erupção cutânea
Reações incomuns (0,1%–1%):
- trombocitopenia, ganho de peso, alterações emocionais e de memória, visão borrada ou dupla, eczema, coceira, dor muscular
Reações raras e de frequência desconhecida incluem redução de diversos tipos de células sanguíneas, prolongamento do intervalo QT, reações alérgicas graves (DRESS, anafilaxia), alterações psiquiátricas graves (psicose, ideação suicida), agravamento das crises, doença hepática grave, rabdomiólise, pancreatite e insuficiência renal aguda, entre outras. A incidência de alguns eventos pode variar por população.
Se surgirem sinais de reação alérgica grave, febre persistente, sintomas psiquiátricos, fraqueza incomum ou sinais de dano hepático, procure atendimento médico imediatamente e informe o profissional sobre o uso do medicamento.
Interações medicamentosas do Levetiracetam
Levetiracetam apresenta poucas interações farmacológicas relevantes com muitos antiepilépticos e outros fármacos, mas alguns cuidados são recomendados.
- Não foram observadas interações com fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, gabapentina, primidona, topiramato e lamotrigina.
- Não foram observadas interações com contraceptivos orais, digoxina ou varfarina.
- Com probenecida a interação não foi estudada; o efeito sobre drogas eliminadas pelos rins (AINEs, sulfonamidas, metotrexato) é desconhecido.
- Relatos isolados indicam redução de eficácia quando macrogol (laxante) é dado junto com levetiracetam; evite administrar macrogol dentro de 1 hora antes ou após a dose.
Alimentos não alteram significativamente a absorção; não consuma álcool durante o tratamento. Informe sempre o médico ou dentista sobre todos os medicamentos que você usa.
Levetiracetam na gravidez e amamentação
Levetiracetam não deve ser usado na gravidez, a menos que seja clinicamente necessário, pois o risco de malformações não pode ser excluído. A politerapia antiepiléptica está associada a maior risco de malformações do que a monoterapia.
A concentração do medicamento pode diminuir durante a gravidez, especialmente no terceiro trimestre; manutenção do tratamento inadequada pode piorar a doença. Mulheres em idade fértil ou grávidas devem ser monitoradas pelo médico e discutir riscos e benefícios.
Levetiracetam passa para o leite materno; a amamentação não é recomendada durante o tratamento. Se o uso for necessário, mãe e médico devem avaliar continuar a amamentação. O medicamento é contraindicado durante aleitamento e doação de leite humano.
Superdose e dose esquecida do Levetiracetam
Em caso de ingestão de dose maior que a prescrita, os sinais possíveis incluem sonolência, agitação, diminuição do nível de consciência, depressão respiratória e coma; procure socorro médico imediatamente levando a embalagem.
Se esquecer uma dose, não a duplique. Contate seu médico para orientação sobre doses perdidas. Em caso de dúvidas, procure o farmacêutico ou o médico.
Composição do Levetiracetam
Cada mL da solução oral contém 100 mg de levetiracetam. A solução inclui também metilparabeno, propilparabeno, acessulfamo potássico, glicirrizinato de amônio, glicerol, maltitol, citrato de sódio di-hidratado, ácido cítrico monoidratado, aroma de uva e água purificada como veículo.
Confira a embalagem se você tem alergia ou intolerância a algum excipiente.
Como guardar o Levetiracetam
Guarde em temperatura ambiente entre 15 °C e 30 °C, sempre na embalagem original. Após aberto, o frasco é válido por 7 meses.
Antes de usar, verifique aparência: a solução deve ser límpida, transparente, com odor e sabor de uva e sem partículas. Não utilize produto com prazo de validade vencido ou com alteração no aspecto. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III - DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0235.1429
Registrado e produzido por: EMS S/A
Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
SAC: 0800-019 19 14
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 17/12/2025.
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Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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