O Harip comprimido 10 mg é indicado para o tratamento de esquizofrenia e para episódios de mania e mistos associados ao transtorno bipolar do tipo I. Pode ser usado em monoterapia para tratamento agudo e de manutenção, ou como terapia adjuntiva à lítio ou valproato. Apresentação: embalagem com 30 comprimidos.
Para que serve o Harip
Harip é indicado no tratamento de esquizofrenia e no transtorno bipolar tipo I, tanto para episódios de mania/mistos quanto para manutenção quando prescrito pelo médico.
Como monoterapia ou em complemento ao lítio ou valproato, Harip pode ser usado para tratar episódios agudos de mania ou mistos; para esquizofrenia, ajuda a controlar os sintomas psicóticos.
Como usar o Harip
Tome Harip por via oral, sem partir ou mastigar o comprimido, e siga sempre as orientações do seu médico quanto a horários e duração do tratamento.
Para esquizofrenia a dose inicial/ alvo costuma ser de 10 mg/dia ou 15 mg/dia, com ajustes feitos em intervalos de pelo menos duas semanas. Para transtorno bipolar, a dose inicial/ alvo é 15 mg/dia, podendo subir até 30 mg/dia conforme resposta clínica.
A troca de outro antipsicótico pode ser imediata para alguns ou gradual para outros, decisão que cabe ao médico. Seu médico também reavaliará periodicamente a necessidade de manter o tratamento.
Como o Harip funciona
O efeito terapêutico de Harip não é totalmente conhecido, mas acredita-se que ocorra por ação em receptores do sistema nervoso central.
A atividade do medicamento deve-se principalmente ao aripiprazol inalterado e, em menor grau, ao seu metabólito dehidro-aripiprazol.
Contraindicações e advertências do Harip
Você não deve usar Harip se tiver alergia ao aripiprazol ou a qualquer um dos excipientes listados na composição.
Antes de começar, informe ao médico sobre doenças cardíacas, história de AVC, convulsões, problemas de equilíbrio ou uso de outros medicamentos; esses fatores podem exigir cuidados adicionais ou monitoramento.
- Não usar em psicose associada à demência em pacientes idosos; aumento da mortalidade foi observado.
- Risco raro de Síndrome Neuroléptica Maligna e de discinesia tardia; relate movimentos involuntários ou rigidez.
- Monitore glicemia se houver risco ou diagnóstico de diabetes; relate sede, aumento da fome, aumento da urina ou fraqueza.
- Podem ocorrer hipotensão ortostática, tontura e maior risco de quedas.
- Foram relatados casos de leucopenia, neutropenia e agranulocitose; monitoramento de hemograma pode ser necessário.
- Alguns pacientes podem desenvolver impulsos incomuns (jogo, compras, alimentação, sexo); avise o médico se detectar esse comportamento.
- Harip pode causar sonolência e prejudicar a capacidade de dirigir ou operar máquinas; evite essas atividades até saber como reage ao medicamento.
Informe imediatamente seu médico sobre sinais graves (febre alta, rigidez, confusão, dificuldade respiratória ou sinais de infecção) e não interrompa o tratamento sem orientação.
Efeitos colaterais do Harip (reações adversas)
Vários efeitos indesejáveis foram associados ao uso de Harip; os mais comuns (>10%) incluem náusea, vômito, constipação, cefaleia, acatisia, ansiedade, insônia, inquietação, alterações no peso, agitação, sonolência, tremor e fadiga.
As reações listadas a seguir foram observadas nos estudos clínicos e na experiência pós-comercialização, com frequências que variam de muito comuns a raras.
- Cardíacos: hipotensão ortostática (0,2%–4%), taquicardia, alterações do ritmo (raro).
- Endócrinos/metabólicos: alterações lipídicas, hiperglicemia (0,8%–8%), aumento ou redução de peso.
- Gastrointestinais: constipação (5%–11%), náusea (8%–15%), vômito (3%–11%), xerostomia.
- Neurológicos/psiquiátricos: acatisia (2%–25%), eventos extrapiramidais (2%–27,3%), sonolência (6%–26,3%), insônia (8%–18%), convulsões (>0,3%), confusão.
- Musculoesqueléticos: mialgia, rigidez, rabdomiólise (raro).
- Hematológicos/imunológicos: leucopenia, neutropenia (<1%), reações de hipersensibilidade (≥0,1%).
- Outros eventos raros: tromboembolismo venoso, pancreatite, síndrome neuroléptica maligna, alteração do intervalo QT e comportamentos compulsivos.
Se notar qualquer reação adversa, comunique ao médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico; em casos graves, procure atendimento imediatamente.
Interações medicamentosas do Harip
Harip pode interagir com outros medicamentos e com álcool; evite bebidas alcoólicas durante o tratamento e informe seu médico sobre todos os medicamentos que utiliza.
O aripiprazol é metabolizado pelas enzimas hepáticas CYP3A4 e CYP2D6. Indutores de CYP3A4 (por exemplo, carbamazepina) podem reduzir os níveis de aripiprazol; inibidores de CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol) ou de CYP2D6 (por exemplo, fluoxetina, paroxetina, quinidina) podem aumentá‑los. O médico pode ajustar a dose se necessário.
Não foram observados efeitos do aripiprazol sobre a farmacocinética do lítio ou do valproato. Drogas sem interação clinicamente importante incluem valproato, lítio, varfarina, omeprazol, famotidina, lamotrigina e dextrometorfano. A nicotina não alterou de forma relevante o metabolismo em estudos.
Harip na gravidez e amamentação
Não há estudos adequados em gestantes; Harip só deve ser usado na gravidez se o benefício justificar o risco potencial para o feto.
Se o medicamento for usado durante o terceiro trimestre, o recém-nascido pode apresentar sintomas extrapiramidais ou de abstinência após o parto. Informe o médico se engravidar ou planeja engravidar.
O aripiprazol é excretado no leite materno; não amamente enquanto estiver em tratamento com Harip salvo sob avaliação e acompanhamento médico ou odontológico.
Superdose e dose esquecida do Harip
Em casos de superdose com aripiprazol, foram relatados vômito, sonolência e tremores; sinais mais graves incluem coma, convulsões, alterações cardíacas e respiratórias.
Procure socorro médico imediato, leve a embalagem e realize monitoramento cardiovascular (ECG) e suporte de acordo com os sintomas; a hemodiálise provavelmente não é eficaz. Carvão ativado administrado precocemente pode reduzir a absorção.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar, mas não tome duas doses no mesmo dia. Em caso de dúvidas, consulte seu médico ou farmacêutico.
Composição do Harip
Cada comprimido contém aripiprazol na dose indicada na embalagem e os excipientes listados abaixo.
- Excipientes: lactose monoidratada, amido, celulose microcristalina, corante óxido de ferro amarelo, hiprolose e estearato de magnésio.
- Atenção: contém lactose (menos de 0,25 g por comprimido) e corante óxido de ferro amarelo.
Consulte a embalagem para saber a dose por comprimido (10 mg, 15 mg, 20 mg ou 30 mg).
Como guardar o Harip
Guarde Harip em temperatura ambiente (15 °C a 30 °C), protegido da luz e da umidade, e mantenha na embalagem original.
Verifique o lote e as datas na embalagem e não use após a validade. Observe o aspecto do comprimido antes de usar e consulte o farmacêutico se notar alterações.
Mantenha fora do alcance das crianças. Formas e cores: comprimidos de 10 mg e 20 mg são ovais, amarelos; 15 mg e 30 mg são circulares, amarelos.
Dizeres legais
Registro: 1.2568.0308
Registrado e produzido por:
PRATI, DONADUZZI & CIA LTDA
Rua Mitsugoro Tanaka, 145
Centro Industrial Nilton Arruda - Toledo – PR
CNPJ 73.856.593/0001-66
Indústria Brasileira
SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor
0800-709-9333
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www.pratidonaduzzi.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 13/10/2025.
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
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