A Glimepirida Comprimido 2 mg é indicada para o tratamento oral do diabetes mellitus não insulino‑dependente (Tipo 2 ou diabetes do adulto) quando dieta, exercícios e redução de peso não controlam adequadamente os níveis de glicose. Pode ser usada em monoterapia ou associada à metformina, a outros antidiabéticos orais que não estimulam a secreção de insulina, ou à insulina.
Para que serve a Glimepirida
Glimepirida é usada por via oral para controlar o diabetes tipo 2 quando dieta, exercício e perda de peso não são suficientes.
Ela pode ser usada sozinha, associada à metformina, a outros antidiabéticos orais que não estimulam insulina ou, em alguns casos, combinada com insulina, conforme orientação médica.
Como usar a Glimepirida
Tome o comprimido por via oral, engolindo-o sem mastigar e com água; alimente-se bem logo depois de tomar o remédio.
A dose deve ser a menor necessária para manter o açúcar no sangue sob controle. A dose inicial usual é de 1 mg por dia; se preciso, o médico ajusta gradualmente em 1–2 semanas nas etapas 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg e 6 mg. Normalmente uma única dose diária, administrada imediatamente antes da primeira refeição principal, é suficiente.
Durante o tratamento é importante monitorar glicose e hemoglobina glicada regularmente. Ajustes podem ser necessários por mudanças de peso, estilo de vida, outras doenças ou medicamentos. Crianças não têm dados suficientes; pacientes com insuficiência renal podem ter sensibilidade aumentada. Não mastigue o comprimido e não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como a Glimepirida funciona
Glimepirida reduz a glicose no sangue principalmente estimulando a secreção de insulina pelo pâncreas.
Em pacientes com diabetes tipo 2, a queda máxima da glicemia ocorre geralmente entre 2 e 4 horas após a dose.
Contraindicações e advertências da Glimepirida
Você não deve usar Glimepirida se tiver alergia à glimepirida, a outras sulfonilureias, a sulfonamidas, ou a qualquer componente da fórmula, nem durante gravidez ou amamentação.
Também não é indicada para diabetes tipo 1, cetoacidose diabética, pré-coma/coma diabético, nem para pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose. Em insuficiência hepática severa ou em pacientes em diálise, não há experiência suficiente; nesses casos pode ser necessário usar insulina.
Durante situações de estresse (trauma, cirurgia, infecção febril) pode ser necessário substituir temporariamente por insulina.
Fatores que aumentam o risco de hipoglicemia incluem:
- idade avançada ou incapacidade de cooperar;
- desnutrição, refeições irregulares ou suprimidas;
- esforço físico desproporcional à ingestão de carboidratos;
- consumo de álcool, especialmente com falta de refeições;
- comprometimento da função renal ou hepática severa;
- superdose ou alterações endócrinas descompensadas;
- uso concomitante de certos medicamentos.
Se houver risco aumentado de hipoglicemia, seu médico pode ajustar ou interromper temporariamente a dose. Informe se tiver deficiência de G6PD, pois sulfonilureias podem causar anemia hemolítica. Hipoglicemia grave exige tratamento imediato e acompanhamento médico.
Efeitos colaterais da Glimepirida (reações adversas)
Os efeitos indesejáveis mais importantes incluem hipoglicemia, que pode ser prolongada e grave; seus sinais variam de sudorese, tremor e confusão até convulsões e perda de consciência. Hipoglicemia severa pode exigir atendimento hospitalar.
Outras reações relatadas incluem alterações visuais temporárias no início do tratamento, náusea, vômito, dor abdominal e diarreia. Em casos isolados houve hepatite, aumento de enzimas hepáticas, colestase e icterícia, que podem progredir para insuficiência hepática.
Alterações no sangue foram observadas raramente, como trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose, anemia hemolítica e pancitopenia. Reações alérgicas ou cutâneas (prurido, urticária) podem ocorrer e, em casos raros, evoluir para dispneia, hipotensão ou choque. Alopecia e alteração do paladar também foram relatadas.
Informe seu médico ao notar qualquer reação inesperada; muitas reações melhoram ao corrigir a hipoglicemia ou ao suspender o fármaco.
Interações medicamentosas da Glimepirida
Vários medicamentos e substâncias podem alterar o efeito da Glimepirida. Alguns aumentam o risco de hipoglicemia; outros reduzem a eficácia hipoglicemiante.
Medicamentos que podem aumentar o efeito hipoglicemiante (podendo ocasionar hipoglicemia):
- insulina ou outros antidiabéticos orais;
- inibidores da ECA e esteroides anabolizantes/hormônios sexuais masculinos;
- cloranfenicol, derivados cumarínicos, ciclofosfamida;
- miconazol, fluconazol, claritromicina e alguns antibióticos sulfonamídicos;
- fibratos, fluoxetina, fenilbutazona e probenecida.
Medicamentos que podem reduzir o efeito hipoglicemiante (podendo causar hiperglicemia):
- corticosteroides, barbitúricos, diuréticos e fenitoína;
- rifampicina e hormônios da tireoide;
- estrogênios e progestágenos, alguns antidepressivos e laxantes crônicos;
- acetazolamida e diazóxido.
Alguns fármacos (ex.: beta-bloqueadores, clonidina, reserpina) podem tanto aumentar quanto diminuir o efeito e também reduzir os sinais de alerta da hipoglicemia. Colesevelam reduz a absorção da glimepirida se tomados juntos; administre a glimepirida pelo menos 4 horas antes do colesevelam. O álcool pode alterar a ação de forma imprevisível. Informe ao médico sobre todos os medicamentos que você usa.
Glimepirida na gravidez e amamentação
Glimepirida não deve ser usada durante a gravidez ou amamentação por risco de dano à criança.
Se estiver grávida, amamentando ou planejando gravidez, informe ao seu médico — o tratamento deve ser substituído por insulina ou a amamentação interrompida conforme orientação profissional.
Superdose e dose esquecida da Glimepirida
A superdose de Glimepirida pode provocar hipoglicemia severa com risco de vida; sinais incluem alteração do nível de consciência e sintomas neurológicos. Em caso de superdose, procure socorro médico imediato e, se possível, ingira glicose ou açúcar enquanto recebe orientação.
O médico monitorará você cuidadosamente, pois a hipoglicemia pode retornar após melhora inicial; hospitalização pode ser necessária. Em ingerência de grande quantidade, medidas como lavagem gástrica e carvão ativado podem ser realizadas.
Se esquecer uma dose, não compense tomando dose maior. Combine com seu médico um plano para situações de omissão de dose ou de refeições; em caso de dúvida, consulte o farmacêutico ou médico.
Composição da Glimepirida
Cada comprimido de 2 mg contém 2 mg de glimepirida e excipientes, incluindo lactose monoidratada; contém óxidos de ferro amarelo e azul de indigotina 132 laca de alumínio. Cada comprimido de 4 mg contém 4 mg de glimepirida e excipientes, incluindo lactose monoidratada e corante azul de indigotina 132 laca de alumínio.
Se você tem intolerância à lactose ou alergia a algum componente, fale com seu médico antes de usar.
Como guardar a Glimepirida
Conserve o medicamento em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade, na embalagem original. Não utilize após a data de validade e observe o aspecto do comprimido antes de usar.
Mantenha fora do alcance das crianças. As características físicas: comprimido de 2 mg é verde e o de 4 mg é azul, ambos circulares e com vinco unilateral.
Dizeres legais
III- DIZERES LEGAIS
Registro: 1.4381.0146
Registrado por: CIMED INDÚSTRIA S.A.
Avenida Angélica, 2.248, 6 º andar, conjunto 61,
Consolação - São Paulo - SP
CEP: 01228-200 - CNPJ: 02.814.497/0001-07
Produzido por: CIMED INDÚSTRIA S.A.
Pouso Alegre - MG
Indústria Brasileira
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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