A Gliclazida comprimido 60 mg é um agente antidiabético oral da classe das sulfonilureias que reduz os níveis sanguíneos de açúcar. É indicada para o tratamento do diabetes tipo 2, inclusive em pacientes obesos, idosos e na presença de complicações vasculares.
Para que serve a Gliclazida
Gliclazida é um antidiabético oral da classe das sulfonilureias que ajuda a reduzir o açúcar no sangue.
É indicada para tratamento do diabetes tipo 2, inclusive em pacientes obesos, idosos ou com complicações vasculares, quando não há necessidade de insulina.
Como usar a Gliclazida
Tome Gliclazida exatamente como seu médico orientou, sempre no café da manhã e seguida de uma refeição.
A dose depende da resposta ao tratamento: a opção de 60 mg pode ser tomada meio comprimido a dois comprimidos em única dose diária (máx. 120 mg); a opção de 30 mg costuma ser de 1 a 4 comprimidos em única tomada (máx. 120 mg). Ajustes podem ser necessários por perda de peso, mudança de estilo de vida, estresse ou início de outros antidiabéticos.
Instruções práticas:
- Uso oral, tomar com um copo de água no café da manhã e preferir o mesmo horário todos os dias.
- Não mastigue ou triture os comprimidos; o de 60 mg pode ser dividido ao meio para doses equivalentes.
- Se parte do comprimido 60 mg for guardada, use-a em até 24 horas na embalagem original.
- Se iniciar tratamento combinado (ex.: metformina, insulina, inibidores DPP‑4, agonistas GLP‑1), o médico ajustará as doses.
- Não interrompa o tratamento sem orientação médica; se achar que o controle glicêmico está inadequado, procure seu médico.
Como a Gliclazida funciona
Gliclazida estimula o pâncreas a liberar insulina quando necessário, ajudando a controlar a hiperglicemia no diabetes tipo 2.
Esse efeito contribui também para opor a evolução de complicações vasculares associadas ao diabetes. Em muitos pacientes, o início de ação pode ser notado em cerca de duas semanas.
Contraindicações e advertências da Gliclazida
Você não deve usar Gliclazida se for alérgico à gliclazida, a outros componentes da fórmula, a sulfonilureias ou sulfamidas hipoglicemiantes, ou se tiver diabetes tipo 1, cetoacidose, pré-coma/coma diabético, doença renal ou hepática graves.
Também é contraindicada durante a amamentação e em menores de 18 anos.
Precauções e avisos importantes:
- Monitore glicemia e HbA1c regularmente; nas primeiras semanas o risco de hipoglicemia é maior.
- Informe seu médico sobre uso de outros medicamentos, consumo de álcool, jejum, desnutrição, aumento de atividade física ou alterações na dieta.
- Em situações de estresse (cirurgia, febre, acidente), o médico pode substituir temporariamente por insulina.
- Pessoas idosas ou em uso de certos medicamentos podem ter sintomas de hipoglicemia menos evidentes.
- Se tiver deficiência de G6PD ou histórico familiar, há risco de anemia hemolítica; relate isso ao médico.
- Não use se tiver síndrome de má‑absorção de glicose‑galactose; o medicamento contém lactose (menos de 0,25 g/comprimido).
- Dirigir ou operar máquinas pode ser arriscado se ocorrer hipoglicemia ou hiperglicemia; converse com seu médico se tiver episódios frequentes ou perda de sinais de alerta.
Se estiver grávida ou planeja engravidar, informe o médico — o tratamento não é recomendado na gravidez.
Efeitos colaterais da Gliclazida (reações adversas)
Gliclazida pode causar efeitos indesejáveis; o mais comum é a hipoglicemia, que pode evoluir para sono, perda de consciência ou coma se não tratada.
Outros efeitos relatados incluem alterações no fígado, pele, sangue, sistema digestivo e visão. Pare o uso e procure atendimento se surgir icterícia, inchaço facial, erupção extensa, febre com dor de garganta, sangramentos incomuns ou sintomas de reação grave.
Possíveis reações por sistema:
- Sistema endócrino/metabólico: hipoglicemia (mais comum).
- Fígado: alterações de função hepática, icterícia (casos isolados).
- Pele: erupção, vermelhidão, prurido, urticária, bolhas, angioedema; raramente reações graves como DRESS.
- Sangue: redução de plaquetas ou outras células sanguíneas, podendo causar palidez, sangramentos, contusões, febre.
- Digestivo: dor abdominal, náusea, vômito, indigestão, diarreia, ou constipação.
- Visão: alterações visuais transitórias, especialmente no início do tratamento.
Se notar qualquer evento adverso novo ou agravamento, informe seu médico, dentista ou farmacêutico.
Interações medicamentosas da Gliclazida
Informe seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que usa, pois muitos podem aumentar ou reduzir o efeito da gliclazida.
Medicamentos que podem aumentar o risco de hipoglicemia incluem outras drogas antidiabéticas, alguns antibióticos (sulfonamidas, claritromicina), betabloqueadores, IECAs (ex.: captopril, enalapril), antifúngicos (miconazol, fluconazol), antagonistas H2, IMAOs, fenilbutazona, ibuprofeno e preparações com álcool.
Medicamentos que podem reduzir o efeito hipoglicêmico e causar hiperglicemia incluem clorpromazina, corticosteroides, salbutamol IV/ritodrina/terbutalina, danazol e preparações com Erva de São João. Fluoroquinolonas podem causar variações de glicemia, especialmente em idosos. Gliclazida pode aumentar o efeito de anticoagulantes como varfarina.
Consulte sempre o médico antes de iniciar ou interromper qualquer outro medicamento; evite álcool, pois pode alterar o controle glicêmico.
Gliclazida na gravidez e amamentação
Gliclazida não é recomendada durante a gravidez e é contraindicada durante a amamentação.
Se estiver grávida, pensando em engravidar ou amamentando, fale com seu médico para escolher um tratamento mais adequado.
Superdose e dose esquecida da Gliclazida
Em caso de ingestão de quantidade maior que a indicada, procure imediatamente atendimento médico ou os serviços de emergência.
A superdose provoca hipoglicemia; trate rapidamente com açúcar oral (4 a 6 torrões, suco ou bebida adocicada) seguido de um lanche substancial. Se a pessoa estiver inconsciente, não ofereça alimentos ou bebidas e chame socorro.
Se esquecer uma dose, tome a próxima no horário habitual; não compense tomando dose dupla. Em caso de dúvida, consulte seu farmacêutico ou médico.
Composição da Gliclazida
Cada comprimido de liberação prolongada contém gliclazida como princípio ativo na dose indicada na embalagem.
Excipientes (presentes nas duas apresentações): hipromelose, maltodextrina, fosfato de cálcio dibásico di‑hidratado, lactose monoidratada, dióxido de silício e estearato de magnésio.
Como guardar a Gliclazida
Guarde Gliclazida em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade, na embalagem original.
Verifique o aspecto do comprimido antes de usar; se observar alteração mesmo dentro do prazo de validade, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III - DIZERES LEGAIS
Registro: 1.6773.0590
Registrado por: LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP – CEP: 13186-901
CNPJ: 05.044.984/0001-26
Indústria Brasileira
Produzido por: EMS S/A
Hortolândia/SP
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SAC: 0800-050 06 00
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 19/12/2025.
bula-pac-097593-LEG-v2
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 10/03/2026, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.