O Maleato de Fluvoxamina comprimido revestido 100 mg é indicado para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Uso oral em adultos; uso pediátrico acima de 8 anos apenas para o tratamento do TOC.
Para que serve o Maleato de Fluvoxamina
Maleato de Fluvoxamina é usado no tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
É indicado para adultos e também para crianças a partir de 8 anos somente no tratamento do TOC. Existem comprimidos de 50 mg e 100 mg.
Como usar o Maleato de Fluvoxamina
Tome Maleato de Fluvoxamina por via oral com água, seguindo exatamente a prescrição do seu médico.
Os comprimidos de 50 mg e 100 mg podem ser partidos; a parte não utilizada deve ser mantida na embalagem e usada em até 1 dia. A dose máxima segura é 300 mg por dia. Doses acima de 150 mg/dia devem ser divididas.
Para depressão a dose inicial pode ser 50 mg ou 100 mg à noite, ajustando gradualmente; a dose eficaz costuma ser 100 mg/dia. Para prevenção de recaída em depressão, é recomendada dose única de 100 mg.
Para TOC a dose inicial é 50 mg/dia por 3–4 dias, aumentando conforme resposta, sem ultrapassar 300 mg/dia em adultos e 200 mg/dia em crianças acima de 8 anos e adolescentes. A necessidade de manutenção deve ser reavaliada; não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como o Maleato de Fluvoxamina funciona
Maleato de Fluvoxamina ajuda a reduzir os sintomas da depressão maior e do transtorno obsessivo-compulsivo.
O início da ação costuma ser observado por volta de duas semanas, mas a resposta completa pode demorar mais; o ajuste da dose é individualizado conforme a melhora clínica.
Contraindicações e advertências do Maleato de Fluvoxamina
Você não deve usar Maleato de Fluvoxamina se for alérgico ao princípio ativo ou a qualquer excipiente, ou se for menor de 18 anos para depressão, ou menor de 8 anos para TOC.
- Não combine com tizanidina, iMAOs (ex.: moclobemida, selegilina), linezolida, ramelteona ou pimozida.
- Não use se tiver síndrome congênita do QT longo, histórico de arritmia grave ou episódios prévios de ritmo cardíaco anormal.
- Informe se tiver problemas no fígado, rins, epilepsia, distúrbios hemorrágicos, diabetes, glaucoma de ângulo estreito, ou histórico de mania/hipomania.
- Houve relatos raros de síndrome serotoninérgica e quadro semelhante à síndrome neuroléptica maligna, especialmente se combinado com outras drogas serotoninérgicas ou neurolépticos.
Há risco aumentado de pensamentos e comportamentos suicidas no início do tratamento, principalmente em crianças, adolescentes e adultos jovens; monitore sinais de piora e informe o médico imediatamente. Evite interromper abruptamente — a suspensão deve ser gradual conforme orientação médica.
Efeitos colaterais do Maleato de Fluvoxamina (reações adversas)
Este medicamento pode causar efeitos indesejáveis; abaixo estão listados por frequência de ocorrência.
- Comuns (1–10%): falta de apetite, agitação, nervosismo, ansiedade, insônia, sonolência, tremor, dor de cabeça, tontura, palpitação/taquicardia, dor abdominal, constipação, diarreia, boca seca, dispepsia, náusea, vômito, transpiração intensa, fraqueza e indisposição.
- Incomuns (<1%): alucinação, confusão, agressividade, sintomas extrapiramidais, ataxia, hipotensão ortostática, reações cutâneas, edema angioneurótico, erupção, prurido, dores articulares e musculares, ejaculação retardada.
- Raras (<0,1%): mania, convulsão, alterações hepáticas, fotossensibilidade e galactorreia.
- Frequência não conhecida (não estimável): alterações hormonais, hiponatremia, ganho/perda de peso, pensamentos/comportamentos suicidas, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, acatisia, parestesia, alterações no paladar, glaucoma, midríase, hemorragias, fraturas ósseas, distúrbios urinários, anorgasmia, alterações menstruais e síndrome de descontinuação neonatal.
Se surgirem reações graves ou persistentes, procure seu médico, dentista ou farmacêutico e informe também à empresa responsável.
Interações medicamentosas do Maleato de Fluvoxamina
Maleato de Fluvoxamina interage com muitos medicamentos e pode alterar seus níveis ou efeitos; informe sempre ao médico sobre tudo o que você toma.
- Contraindicações: iMAOs (incluindo linezolida), ramelteona e tizanidina.
- Inibe enzimas hepáticas (potente para CYP1A2 e CYP2C19; menor para CYP2C9, CYP2D6 e CYP3A4), podendo aumentar concentrações de vários fármacos — ajuste e monitoramento podem ser necessários, especialmente para medicamentos com janela terapêutica estreita (p. ex. teofilina, fenitoína, carbamazepina, ciclosporina, metadona, mexiletina, tacrina, pimozida).
- Redução de dose recomendada para tricíclicos e neurolépticos (clomipramina, imipramina, amitriptilina, clozapina, olanzapina, quetiapina) e para benzodiazepínicos (triazolam, midazolam, alprazolam, diazepam).
- Risco aumentado de efeitos serotoninérgicos ao combinar com outros agentes serotoninérgicos (triptanos, tramadol, lítio, buprenorfina, erva-de-são-joão etc.).
- Risco de aumento de sangramentos com anticoagulantes e antiagregantes; monitoramento é necessário.
- Evite álcool; reduzir ingestão de cafeína; suco de toranja pode aumentar a exposição à fluvoxamina.
Sempre consulte seu médico antes de iniciar, ajustar ou parar outros medicamentos durante o tratamento.
Maleato de Fluvoxamina na gravidez e amamentação
O uso de ISRSs como Maleato de Fluvoxamina durante a gestação, especialmente no final da gravidez, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém‑nascido.
Fluvoxamina não deve ser usada durante a gravidez, salvo se o médico julgar necessário. Pertence à categoria de risco C. A exposição no terceiro trimestre pode levar a sintomas de descontinuação e necessidade de hospitalização do recém‑nascido. Dados também indicam aumento do risco de hemorragia pós‑parto se exposto no mês anterior ao parto.
Fluvoxamina passa para o leite materno em pequenas quantidades; não deve ser usada durante a amamentação sem orientação médica.
Superdose e dose esquecida do Maleato de Fluvoxamina
Se houver superdose, procure atendimento médico imediato e, se possível, leve a embalagem. Não existe antídoto específico.
Superdosagem pode causar náusea, vômito, diarreia, sonolência, tontura e alterações do ritmo cardíaco (taquicardia ou bradicardia) e da pressão arterial. Em casos de superdose associada a outros fármacos, complicações mais graves foram relatadas. O tratamento é sintomático e de suporte; esvaziamento gástrico e carvão ativado podem ser considerados.
Se esquecer uma dose, não dobre a seguinte para compensar; siga orientação do seu médico ou farmacêutico.
Composição do Maleato de Fluvoxamina
Cada comprimido contém maleato de fluvoxamina na dose declarada e excipientes listados abaixo. Confira a embalagem para a dose exata.
- Comprimido de 50 mg: maleato de fluvoxamina 50 mg. Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearilfumarato de sódio e Opadry White (hipromelose, hiprolose e dióxido de titânio).
- Comprimido de 100 mg: maleato de fluvoxamina 100 mg. Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearilfumarato de sódio e Opadry White (hipromelose, hiprolose e dióxido de titânio).
Atenção: contém dióxido de titânio, que pode causar reações alérgicas em algumas pessoas.
Como guardar o Maleato de Fluvoxamina
Guarde Maleato de Fluvoxamina em temperatura ambiente (15–30°C), protegido da luz e da umidade, na embalagem original.
Os comprimidos de 50 mg e 100 mg podem ser partidos; a meia‑comprimido deve ser usado em até 1 dia. Não use o medicamento fora do prazo de validade e mantenha-o fora do alcance das crianças. Antes de usar, observe o aspecto; em caso de alteração, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
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Pouso Alegre MG
VENDA SOB PRESCRIÇÃO. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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