O Divalproato de Sodio comprimido revestido 500 mg é indicado para o tratamento de episódios agudos de mania ou mistos associados ao transtorno afetivo bipolar em pacientes adultos. Também é indicado no tratamento de crises epilépticas em adultos e crianças acima de 10 anos, isoladamente ou em combinação, e para prevenção da enxaqueca em pacientes adultos.
Para que serve o Divalproato de Sodio
Divalproato de sódio é usado em adultos para tratar episódios agudos de mania no transtorno bipolar, para controlar vários tipos de crises epilépticas a partir dos 10 anos e para prevenir enxaqueca em adultos.
Na mania ajuda a reduzir agitação, fala acelerada, necessidade de sono reduzida e outros sintomas; na epilepsia pode ser usado sozinho ou com outros antiepilépticos; na prevenção da enxaqueca não serve para tratar crises já instaladas.
Como usar o Divalproato de Sodio
Os comprimidos de liberação prolongada devem ser tomados por via oral uma vez ao dia, inteiros, sem partir, mastigar ou triturar. Siga rigorosamente a orientação do seu médico quanto à dose e duração.
Para mania e epilepsia as doses iniciais e ajustes dependem do peso e da resposta clínica; em prevenção da enxaqueca a dose inicial costuma ser 500 mg por dia, podendo ir até 1000 mg após a primeira semana. Crianças, adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil devem iniciar e manter o tratamento sob supervisão de especialista.
Não interrompa o tratamento de forma abrupta, pois isso pode precipitar convulsões ou piora do quadro. Em caso de dúvidas, consulte seu médico ou farmacêutico.
Como o Divalproato de Sodio funciona
O princípio ativo se dissocia em íon valproato no trato digestivo e atua no sistema nervoso para reduzir episódios de mania, diminuir a frequência de crises epilépticas e prevenir enxaquecas.
Algumas pessoas podem notar melhora nos primeiros dias; em outras, pode levar mais tempo até o efeito aparecer. Seu médico informará o que esperar no seu caso.
Contraindicações e advertências do Divalproato de Sodio
Você não deve usar divalproato de sódio se for menor de 10 anos ou tiver hipersensibilidade ao medicamento, doença hepática significativa, síndrome de Alpers-Huttenlocher, distúrbio do ciclo da ureia, porfiria ou deficiência primária de carnitina não corrigida.
Existem várias precauções importantes que exigem acompanhamento médico e exames periódicos:
- Não use na gravidez para prevenção da enxaqueca; para mania/epilepsia há risco fetal e requer avaliação médica cuidadosa (categoria D).
- Monitoramento de função hepática e sinais de hepatotoxicidade é essencial, especialmente nos primeiros 6 meses.
- Suspender e procurar médico se surgirem dor abdominal intensa, náuseas persistentes ou vômitos (sinais possíveis de pancreatite).
- Informe histórico de doença mitocondrial ou mutações no gene POLG; pode haver risco aumentado de insuficiência hepática.
- Monitore mudança de humor, depressão ou pensamentos suicidas; relate qualquer alteração imediatamente.
- Evite doação de sangue durante o tratamento e por 2 semanas após o término.
- Não dirija nem opere máquinas até saber se o medicamento causa sonolência ou prejuízo da atenção.
- Homens em idade reprodutiva e mulheres em idade fértil devem discutir riscos reprodutivos e uso de contracepção eficaz com o médico.
Se tiver sinais de sangramento, quase desmaios, fraqueza incomum ou alterações neurológicas, procure ajuda médica sem demora.
Efeitos colaterais do Divalproato de Sodio (reações adversas)
Divalproato de sódio pode causar efeitos indesejáveis; alguns são comuns e outros raros ou graves. Informe seu médico ao notar algo fora do habitual.
Principais reações por frequência (resumo):
- Muito comum (≥10%): sonolência, tremor, náusea.
- Comum (1–10%): tontura, cefaleia, alterações emocionais, perda ou ganho de peso, trombocitopenia, zumbido, dor abdominal, diarreia, vômitos, insônia e confusão.
- Incomum (0,1–1%): aumento de enzimas hepáticas, pancreatite (pode ser fatal), encefalopatia, convulsões paradoxais, surdez.
- Desconhecida: malformações congênitas, hepatotoxicidade grave, reações cutâneas graves (SJS/NET/DRESS), atrofia cerebral/cerebelar e outros distúrbios hematológicos sérios.
Crianças pequenas têm maior risco de lesão hepática e pancreatite. Qualquer sangramento, icterícia, dor abdominal intensa, alteração do estado mental ou erupção cutânea grave requer avaliação imediata.
Interações medicamentosas do Divalproato de Sodio
Divalproato de sódio interage com muitos medicamentos e pode alterar níveis sanguíneos de ambos. Informe sempre os outros medicamentos que você usa ao médico e farmacêutico.
Algumas interações importantes:
- Antiepilépticos como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital aumentam a depuração do valproato.
- Ácido acetilsalicílico, felbamato e rifampicina podem aumentar níveis de valproato; colestiramina, alguns antibióticos carbapenêmicos e certos inibidores de protease podem reduzir níveis.
- Lamotrigina e fenobarbital têm metabolismo afetado pelo valproato; ajustes de dose podem ser necessários.
- Combinação com topiramato e/ou acetazolamida foi ligada a hiperamonemia e hipotermia.
- Quetiapina e clozapina podem aumentar risco de neutropenia/leucopenia; monitoramento recomendado.
Alguns antiácidos e medicamentos como paracetamol, lítio e olanzapina não mostraram interação relevante. Pergunte ao seu médico sobre combinações específicas ou se iniciar antibióticos, anticoagulantes ou tratamentos para HIV.
Divalproato de Sodio na gravidez e amamentação
Divalproato de sódio apresenta risco aumentado de má-formações congênitas e problemas de desenvolvimento quando usado durante a gravidez. Para prevenção da enxaqueca seu uso é contraindicado em mulheres grávidas; para mania e epilepsia exige avaliação médica cuidadosa (categoria D) e exclusão de gravidez antes de iniciar.
Exposição intrauterina está associada a defeitos do tubo neural, malformações cardíacas, faciais, renais e distúrbios do desenvolvimento neurológico, além de risco de baixo peso ao nascer. Se engravidar, informe seu médico imediatamente.
O medicamento passa para o leite materno (1–10% dos níveis sanguíneos); transtornos hematológicos foram relatados em lactentes. A decisão sobre amamentação deve considerar benefícios e riscos e ser tomada com seu médico.
Superdose e dose esquecida do Divalproato de Sodio
Em caso de superdose procure socorro médico imediatamente. Doses muito altas podem causar sonolência intensa, queda da pressão, colapso circulatório, bloqueio cardíaco e coma.
Medidas de suporte são necessárias; hemodiálise pode remover parte do medicamento e a carnitina IV pode ser usada se houver hiperamonemia. Leve a embalagem se possível e siga orientações de emergência.
Se esquecer uma dose, tome-a assim que lembrar; se estiver perto do horário da próxima dose, pule a esquecida. Não tome duas doses para compensar. Em caso de dúvida, consulte seu médico ou farmacêutico.
Composição do Divalproato de Sodio
Cada comprimido contém divalproato de sódio equivalente a 250 mg ou 500 mg de ácido valproico, dependendo da apresentação. Existem excipientes que variam conforme a dose.
Excipientes comuns incluem óleo de rícino hidrogenado, lactose, hipromelose, talco, estearato de magnésio, dióxido de silício, dióxido de titânio e macrogol. A versão 500 mg contém também óxidos de ferro (preto, amarelo e vermelho).
Como guardar o Divalproato de Sodio
Guarde o medicamento na embalagem original, protegido da luz e umidade, em temperatura entre 15°C e 30°C. Mantenha fora do alcance das crianças.
Verifique sempre o prazo de validade na embalagem e não use se estiver vencido. Observe o aspecto dos comprimidos; se notar alteração mesmo dentro do prazo, consulte o farmacêutico antes de usar.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.2352.0255
Produzido por:
Sun Pharma Laboratories Limited
6-9, Epip, Kartholi, Bari Brahmana, Jammu, Índia
Registrado e importado por:
Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
R. Francisco de S e Melo, 252, Armazéns 1 e 2 Anexo parte 1B Cordovil, Rio de Janeiro – RJ,
CEP: 21.010-410
CNPJ: 73.663.650/0001-90
SAC: 0800 704 7222
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
DIV_VPAC_13
01/2026
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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