A Digoxina Comprimido 0,25 mg, embalagem com 30 comprimidos, é um medicamento indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva e de certas arritmias. Insuficiência cardíaca congestiva envolve sinais e sintomas decorrentes do mau funcionamento do coração, que não consegue bombear sangue e suprir oxigênio e nutrientes; arritmias são variações do ritmo dos batimentos cardíacos.
Para que serve a Digoxina
Digoxina é usada no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva e de certos tipos de arritmia — ou seja, quando o coração não bombeia bem ou quando o ritmo dos batimentos está alterado.
Ela ajuda o músculo do coração a contrair com mais força e pode ajudar a regular o ritmo dos batimentos em situações específicas avaliadas pelo médico.
Como usar a Digoxina
Tome Digoxina por via oral sempre no mesmo horário e siga estritamente a orientação do seu médico; a dose deve ser individualizada segundo idade, peso e função renal.
Em adultos e crianças com mais de 10 anos existem esquemas de dose de ataque e manutenção que o médico poderá escolher conforme a urgência e o estado clínico.
Diretrizes de dose (apenas para referência do profissional):
- Dose de ataque única: 750 a 1500 μg (0,75 a 1,5 mg).
- Dose lenta de ataque: 250 a 750 μg (0,25 a 0,75 mg) diariamente por 1 semana, seguida de manutenção.
- Dose de manutenção habitual: entre 125 e 250 μg (0,125–0,25 mg) por dia; alguns pacientes podem necessitar de 62,5 μg (0,0625 mg) ou menos.
Os níveis séricos de digoxina costumam ser monitorados; a maioria dos pacientes apresenta menor risco de intoxicação com concentrações entre 0,8 ng/mL e 2,0 ng/mL. Níveis acima de 3,0 ng/mL tornam a intoxicação muito provável. Não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como a Digoxina funciona
Digoxina pertence aos glicosídeos cardíacos e atua aumentando a força de contração do músculo cardíaco.
Isso torna o coração mais eficiente em bombear sangue e pode ajudar a controlar certas irregularidades do ritmo cardíaco.
Contraindicações e advertências da Digoxina
Você não deve usar Digoxina se for alérgico à digoxina, a outros glicosídeos ou a algum dos excipientes listados; também é contraindicada em certas arritmias e em algumas doenças cardíacas específicas.
- Bloqueio atrioventricular completo ou intermitente; bloqueio AV de segundo grau (especialmente com história de síndrome de Stokes-Adams).
- Taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular.
- Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica, salvo situações muito específicas com fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, com cautela.
- Crianças menores de 10 anos.
Outras precauções e avisos importantes:
- Categoria C na gravidez: só use com orientação médica se os benefícios para a mãe superarem os riscos ao feto.
- Durante a amamentação, a digoxina passa em pequenas quantidades no leite; o uso depende de avaliação médica.
- Contém lactose — não usar em caso de síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
- Doação de sangue é contraindicada enquanto estiver em tratamento.
- Pacientes em uso de digoxina devem ter cuidado ao dirigir ou operar máquinas.
Informe seu médico sobre problemas renais, idade avançada, uso de diuréticos ou inibidores da ECA, alterações de eletrólitos (potássio, cálcio, magnésio), doenças da tireoide, histórico de infarto, uso recente de glicosídeos ou procedimentos como cardioversão, entre outros; ele avaliará se Digoxina é adequada no seu caso.
Efeitos colaterais da Digoxina (reações adversas)
Digoxina pode causar efeitos indesejáveis; muitos estão relacionados a doses excessivas e podem ser evitados com ajuste adequado.
Reações por frequência:
- Comuns (1%–10%): desorientação, vertigem, alterações visuais (visão turva ou amarelada), mudanças na frequência ou ritmo cardíaco, náusea, diarreia e reações alérgicas na pele (vermelhidão, coceira).
- Incomum (0,1%–1%): depressão.
- Muito raras (<0,01%): diminuição de plaquetas, perda de contato com a realidade, alucinações, distúrbios emocionais, dor abdominal intensa, perda de apetite, cefaleia, cansaço, fraqueza, mal-estar generalizado, alterações graves do músculo cardíaco e ginecomastia em uso prolongado.
A primeira e mais frequente manifestação de superdosagem é o aparecimento de arritmias cardíacas; procure imediatamente atendimento médico se notar batimentos irregulares, tontura intensa, desmaio ou outros sinais graves.
Interações medicamentosas da Digoxina
Digoxina pode interagir com muitos medicamentos e alguns alimentos; informe seu médico ou farmacêutico sobre todos os remédios que você usa, inclusive os sem prescrição.
Interações e precauções principais:
- Evite tomar com alimentos muito ricos em fibras, que podem reduzir a absorção.
- A digoxina pode alterar o eletrocardiograma; avise quem realizará o exame que você está em uso de digoxina.
- Medicamentos e substâncias que podem interagir: antiarrítmicos (amiodarona, flecainida, quinidina, propafenona), betabloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio (verapamil, diltiazem, nifedipina, felodipina), inibidores da ECA, espironolactona, diuréticos que baixam potássio, antibióticos macrolídeos, tetraciclinas, gentamicina, itraconazol, quinina, trimetoprima, antidepressivos como nefazodona, estatinas como atorvastatina, ciclosporina, verapamil e outros listados na bula.
- Outros agentes e situações que exigem cuidado: antiácidos, caolin-pectina, laxantes, colestiramina, acarbose, neomicina, rifampicina, citostáticos, fenitoína, metoclopramida, adrenalina, salbutamol, Hypericum perforatum (erva de São João) e uso concomitante de cálcio, especialmente por via intravenosa.
Se estiver em tratamento para câncer, epilepsia, hipertensão, problemas gástricos/intestinais ou se usar suplementos que alterem potássio/magnésio, converse com seu médico antes de iniciar Digoxina.
Digoxina na gravidez e amamentação
Digoxina é categoria C na gravidez: o médico deve avaliar se o benefício para a mãe compensa qualquer risco para o feto.
Durante a amamentação, a digoxina passa em quantidades mínimas para o leite; o uso depende de avaliação e acompanhamento médico ou odontológico.
Superdose e dose esquecida da Digoxina
A superdosagem de Digoxina pode ser grave e até fatal; a manifestação mais comum é o aparecimento de arritmias cardíacas, que exigem atendimento médico imediato.
Sintomas frequentes de intoxicação incluem náusea, vômitos, perda de apetite, tontura, fadiga, alterações visuais (predomínio de verde-amarelo) e arritmias; sintomas gastrointestinais podem preceder os cardíacos.
Dados de toxicidade (referência da bula):
- Em adultos sem doença cardíaca, ingestão de 10 a 15 mg pode ser fatal em cerca de metade dos casos; doses >25 mg tendem a ser letais sem tratamento específico.
- Em crianças de 1 a 3 anos, ingestão de 6–10 mg pode ser fatal em metade dos casos; >10 mg costuma evoluir fatalmente sem tratamento com Digoxina Imune Fab.
Tratamento de emergência pode incluir lavagem gástrica, carvão ativado, correção de eletrólitos, uso de atropina ou marca-passo para bradiarritmias, lidocaína ou fenitoína para arritmias ventriculares e, quando indicado, Digoxina Imune Fab (anticorpo específico). Diálise não é eficaz para remover digoxina.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar e continue o tratamento normalmente; não tome dose dupla para compensar. Se esqueceu mais de uma dose, procure orientação do farmacêutico ou médico.
Composição da Digoxina
Cada comprimido contém 0,25 mg de digoxina e excipientes.
- Princípio ativo: digoxina 0,25 mg por comprimido.
- Excipientes: álcool etílico, amido, estearato de magnésio, povidona, manitol, talco, lactose monoidratada, laurilsulfato de sódio, crospovidona e água de osmose reversa.
Não use se tiver alergia a algum dos componentes da fórmula.
Como guardar a Digoxina
Armazene em temperatura ambiente, entre 15ºC e 30ºC, protegido da luz e da umidade, na embalagem original.
Verifique o número do lote, fabricação e validade na embalagem e não utilize o medicamento com prazo vencido. Antes de usar, observe o aspecto; se notar alteração, consulte o farmacêutico.
Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
Registro no 1.0370.0458
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 21/05/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
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