O Cloridrato de Paroxetina, comprimido revestido 20 mg em embalagem com 30 comprimidos, é indicado para o tratamento de adultos com transtorno depressivo maior; transtorno obsessivo-compulsivo; ataques de pânico, inclusive com agorafobia; transtorno de ansiedade generalizada; e transtorno de estresse pós-traumático. Não é indicado para crianças e adolescentes menores de 18 anos.
Para que serve o Cloridrato de Paroxetina
Cloridrato de Paroxetina é indicado para tratar adultos com depressão maior, transtorno obsessivo-compulsivo, ataques de pânico (inclusive com agorafobia), transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social e transtorno de estresse pós-traumático.
Não é indicado para crianças e adolescentes menores de 18 anos.
Como usar o Cloridrato de Paroxetina
Tome o comprimido uma vez ao dia, pela manhã, junto com alimento, e engula com água; não parta, abra nem mastigue o comprimido.
Siga sempre a dose e a duração que seu médico indicar e não interrompa o tratamento sem orientação.
Posologia típica para adultos:
- Geralmente 20 mg (um comprimido) a 40 mg (dois comprimidos) por dia.
- Idosos (>65 anos): dose máxima recomendada 40 mg por dia.
- Para transtorno obsessivo-compulsivo, o médico pode indicar doses superiores a 60 mg por dia.
O médico pode começar com dose menor e ajustar conforme resposta e tolerância; evite descontinuação abrupta — siga o regime de descontinuação recomendado.
Como o Cloridrato de Paroxetina funciona
Cloridrato de Paroxetina pertence ao grupo dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e age aumentando os níveis de serotonina no cérebro.
Os efeitos costumam aparecer após algumas semanas de tratamento. Durante esse período pode haver piora dos sintomas, inclusive pensamento ou comportamento suicida; procure seu médico ou atendimento urgente se isso ocorrer a qualquer momento do tratamento.
Contraindicações e advertências do Cloridrato de Paroxetina
Você não deve usar se tiver alergia ao princípio ativo ou a qualquer componente da fórmula, ou se for menor de 18 anos.
Evite o uso concomitante com inibidores da MAO, linezolida, azul de metileno, tioridazina ou pimozida; respeite intervalo de duas semanas ao trocar entre esses medicamentos e cloridrato de paroxetina.
Use com cautela e informe seu médico se tiver:
- história de mania ou transtorno bipolar;
- doença do fígado, coração ou rins;
- epilepsia ou convulsões;
- glaucoma de ângulo fechado;
- problemas de coagulação ou uso de medicamentos que aumentam risco de sangramento;
- uso de tamoxifeno, eletroconvulsoterapia (ECT) ou antipsicóticos; ou
- uso recente de IMAO ou linezolida.
Evite dirigir ou operar máquinas se sentir sonolência, tontura ou perda de consciência. Informe também sobre uso de diuréticos, medicamentos que prolongam o intervalo QT, baixos níveis de potássio ou magnésio.
Há risco aumentado de comportamento suicida em adultos jovens com transtorno depressivo maior; procure auxílio médico imediatamente se houver piora, novos sintomas ou ideação suicida.
Cloridrato de Paroxetina pode reduzir o sódio no sangue (hiponatremia), especialmente em idosos, e aumentar o risco de fraturas ósseas nas fases iniciais do tratamento. O uso concomitante de álcool não é recomendado.
Efeitos colaterais do Cloridrato de Paroxetina (reações adversas)
Reações adversas podem ocorrer e algumas tendem a diminuir com o tempo; se surgirem sintomas graves, procure atendimento.
Segue lista das reações por frequência:
- Muito comuns (>10%): enjoo; alterações da função sexual (impotência, ejaculação precoce).
- Comuns (1–10%): astenia; ganho de peso; sudorese; prisão de ventre, diarreia, vômitos, boca seca; bocejos; visão turva; vertigem, tremores, dor de cabeça; sonolência, insônia, agitação, sonhos anormais; aumento do colesterol; diminuição do apetite.
- Incomuns (0,1–1%): retenção ou incontinência urinária; erupções cutâneas; midríase; hipotensão postural; taquicardia sinusal; distúrbios extrapiramidais; confusão, alucinações; sangramento anormal; leucopenia.
- Raras (0,01–0,1%): hiperprolactinemia/galactorreia; alterações nas enzimas hepáticas; acatisia; convulsões; síndrome das pernas inquietas; hiponatremia; manifestações maníacas; distúrbios menstruais.
- Muito raras (<0,01%): trombocitopenia; reações alérgicas graves; retenção hídrica por aumento de ADH; síndrome serotoninérgica; glaucoma agudo; sangramento gastrointestinal; hepatite/insuficiência hepática; inchaço periférico; reações cutâneas graves (incluindo síndrome de Stevens-Johnson) e fotossensibilidade.
Sintomas de descontinuação (mais comuns se a suspensão for abrupta): tontura; distúrbios sensoriais; distúrbios do sono; ansiedade; cefaleia; menos frequentemente agitação, náusea, tremor, confusão e sudorese. Se ocorrerem, consulte o médico.
Nos estudos com menores de 18 anos foram observados aumentos de efeitos indesejáveis, incluindo alterações emocionais, ideação/ comportamentos suicidas, irritabilidade, tremor, sudorese e agitação.
Interações medicamentosas do Cloridrato de Paroxetina
Cloridrato de Paroxetina pode interagir com muitos medicamentos, por isso informe sempre o que você usa ao médico ou dentista.
Medicamentos que podem interferir incluem (entre outros):
- outros antidepressivos (ex.: amitriptilina, nortriptilina, imipramina, desipramina);
- drogas que afetam a serotonina (triptanos, lítio, tramadol, triptofano, Erva de São João, fentanila);
- anticonvulsivantes (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína);
- antipsicóticos (perfenazina, risperidona) e antiarrítmicos (propafenona, flecainida);
- prociclidina, pimozida, tioridazina;
- antirretrovirais (fosamprenavir/ritonavir) e rifampicina;
- atomoxetina, metoprolol;
- relaxantes usados em anestesia (mivacúrio, suxametônio);
- medicamentos que afetam coagulação (varfarina), AAS e AINEs (ibuprofeno);
- tamoxifeno; e
- substâncias que reduzem acidez gástrica, digoxina, propranolol e álcool.
Contém dióxido de titânio como corante, que pode causar reações alérgicas eventualmente. Não use outro medicamento sem avisar seu médico.
Cloridrato de Paroxetina na gravidez e amamentação
Cloridrato de Paroxetina não é normalmente recomendado na gravidez; converse com seu médico se estiver grávida ou suspeitar de gravidez.
Estudos sugerem aumento do risco de defeitos congênitos cardíacos quando usado no início da gestação: aproximadamente 2% com uso versus 1% na população geral. Há também relato de aumento do risco de hipertensão pulmonar persistente neonatal (PPHN) quando usado no final da gravidez, com risco estimado 4 a 5 vezes maior do que o usual.
O uso próximo ao parto pode aumentar risco de sangramento vaginal após o nascimento. Bebês expostos no final da gravidez podem apresentar problemas respiratórios, alteração na temperatura, vômitos, dificuldade para alimentar‑se, letargia, choro constante, rigidez ou hipotonia, tremores, nervosismo ou convulsões nas primeiras 24 horas; procure médico se isso ocorrer.
Os componentes passam para o leite materno; amamentação requer avaliação médica. Não use durante gravidez ou lactação sem orientação.
Superdose e dose esquecida do Cloridrato de Paroxetina
Em caso de superdose podem ocorrer febre, alterações da pressão arterial, contrações musculares involuntárias, ansiedade e taquicardia; ocasionalmente foram relatados coma e alterações do eletrocardiograma, raramente fatais, especialmente se combinado com outras drogas ou álcool.
Não há antídoto específico. O tratamento é de suporte, com monitoramento dos sinais vitais e observação cuidadosa. Em suspeita de superdose, procure socorro médico imediatamente e leve a embalagem ou bula; se precisar, ligue para 0800 722 6001.
Se esquecer uma dose, tome a dose seguinte na manhã seguinte e não duplique a dose no mesmo dia. Em caso de dúvida, consulte farmacêutico ou médico.
Composição do Cloridrato de Paroxetina
Cada comprimido revestido contém cloridrato de paroxetina equivalente a 20 mg de paroxetina (22,76 mg de cloridrato de paroxetina) e excipientes q.s.p. 1 comprimido.
Excipientes: fosfato de cálcio dibásico di-hidratado, hipromelose/macrogol, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, dióxido de titânio, álcool etílico, água de osmose reversa e dióxido de silício.
Característica física: comprimido oblongo com vinco, núcleo branco e revestimento branco.
Como guardar o Cloridrato de Paroxetina
Guarde em temperatura ambiente entre 15ºC e 30ºC, protegido da luz e da umidade, na embalagem original.
Verifique lote e datas na embalagem e não use após o prazo de validade. Mantenha fora do alcance de crianças e, se houver mudança no aspecto do comprimido dentro do prazo de validade, consulte o farmacêutico antes de usar.
Dizeres legais
Registro no 1.0370.0704
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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