O Cloridrato de Duloxetina, cápsula dura 30 mg, é indicado para o tratamento da depressão e demonstrou eficácia na manutenção da melhora clínica durante tratamento contínuo por até seis meses em pacientes que responderam ao tratamento inicial. Também é indicado para transtorno depressivo maior, dor neuropática periférica diabética, fibromialgia, dor lombar crônica, osteoartrite de joelho (em pacientes com idade superior a 40 anos) e transtorno de ansiedade generalizada.
Para que serve o Cloridrato de Duloxetina
Cloridrato de Duloxetina é um antidepressivo que também ajuda a reduzir vários tipos de dor crônica.
- Transtorno depressivo maior — melhora e pode manter a melhora clínica por até seis meses em pacientes que responderam ao tratamento inicial.
- Dor neuropática periférica diabética.
- Fibromialgia, com ou sem depressão.
- Estados de dor crônica associados à lombalgia crônica.
- Estados de dor crônica associados à osteoartrite de joelho em pacientes com mais de 40 anos.
- Transtorno de ansiedade generalizada — ansiedade e preocupação excessivas por pelo menos seis meses, com impacto nas funções diárias.
Use conforme orientação médica para a indicação específica e duração do tratamento.
Como usar o Cloridrato de Duloxetina
Tomar por via oral, com ou sem alimento; não mastigue nem abra a cápsula e não exceda a dose total recomendada em 24 horas.
Esquema de dose por indicações (baseado em apresentação de 30 mg e 60 mg):
- Transtorno depressivo maior: dose usual de 60 mg, uma vez ao dia. Alguns pacientes iniciam com 30 mg por uma semana antes de passar a 60 mg. Doses até 120 mg/dia foram usadas, sem prova de benefício adicional acima de 60 mg.
- Dor neuropática periférica diabética: iniciar com 60 mg uma vez ao dia; não há vantagem clara acima de 60 mg. Considere 30 mg inicial se houver preocupação com tolerabilidade.
- Fibromialgia: iniciar com 60 mg uma vez ao dia; pode iniciar com 30 mg por uma semana antes de aumentar para 60 mg.
- Estados de dor crônica (lombar e osteoartrite de joelho): iniciar com 60 mg uma vez ao dia; alguns pacientes começam com 30 mg por uma semana; ocasionalmente foram usadas até 120 mg/dia.
- Transtorno de ansiedade generalizada: iniciar com 60 mg uma vez ao dia; opção de 30 mg por duas semanas em idosos antes de aumentar para 60 mg. Manutenção pode usar 60–120 mg/dia quando indicado.
Interrupção: sintomas de descontinuação podem ocorrer; recomenda-se reduzir gradualmente a dose (metade da dose ou em dias alternados) por, no mínimo, 2 semanas antes de parar. Siga sempre a orientação do médico.
Como o Cloridrato de Duloxetina funciona
É um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina que age no sistema nervoso central.
Isso ajuda a melhorar sintomas depressivos, sintomas de ansiedade e vários tipos de dor — como dor neuropática diabética, fibromialgia, lombalgia crônica e dor por osteoartrite de joelho em maiores de 40 anos. A absorção oral começa por volta de 6 horas; com alimento pode demorar até 10 horas, e tomar à tarde pode atrasar a absorção em cerca de 3 horas.
Contraindicações e advertências do Cloridrato de Duloxetina
Você não deve usar Cloridrato de Duloxetina se for alérgico ao medicamento ou a qualquer excipiente, se tiver menos de 18 anos ou se estiver usando um IMAO (ou tomou um IMAO nos últimos 14 dias).
- Não iniciar IMAO antes de 5 dias após interromper este medicamento.
- Não use durante gravidez ou amamentação sem orientação médica.
- Não use se tiver síndrome de má-absorção de glicose-galactose ou insuficiência de sacarase-isomaltase.
Precauções importantes a considerar antes e durante o uso:
- Monitore sinais de piora clínica ou ideias suicidas, especialmente nos primeiros meses ou ao ajustar a dose.
- Use com cautela em pessoas com histórico de mania, convulsões ou glaucoma de ângulo fechado.
- Comprometimento renal severo (clearance < 30 mL/min) e doença hepática exigem avaliação cuidadosa e, possivelmente, dose mais baixa.
- Pode aumentar a pressão arterial; pacientes com hipertensão ou doença cardíaca devem ter pressão monitorada.
- Pode aumentar o risco de sangramentos, especialmente se usar anticoagulantes ou AINEs.
- Cuidado ao associar com outros medicamentos serotoninérgicos (triptanos, linezolida, lítio, tramadol, Erva de São João) por risco de síndrome serotoninérgica.
- Contém açúcar e corantes (ver composição); atenção se você for diabético ou tiver alergia a corantes como tartrazina.
Evite dirigir ou operar máquinas até saber como o medicamento afeta sua atenção e coordenação.
Efeitos colaterais do Cloridrato de Duloxetina (reações adversas)
Reações adversas foram observadas; muitas são leves e tendem a diminuir em semanas.
Eventos por frequência observada:
- Muito comuns (>10%): boca seca, náusea, dor de cabeça.
- Comuns (1–10%): palpitação, zumbido, visão borrada, constipação, diarreia, vômito, indigestão, dor abdominal, fadiga, perda de peso, aumento da pressão arterial, tontura, sonolência, tremor, diminuição da libido, ansiedade, insônia, suor excessivo, coceira e rubor, entre outros.
- Incomuns (0,1–1%): taquicardia, vertigem, alterações visuais, gastrite, hemorragia gastrointestinal, dificuldade ao urinar, problemas de sono, reações de pele e alterações laboratoriais relacionadas ao fígado.
- Raros (0,01–0,1%): hipotireoidismo, estomatite, aumento do colesterol, desidratação, discinesia e constrição da orofaringe.
Relatos pós‑comercialização incluem reações graves raras como alucinações, hepatite, síndrome de Stevens‑Johnson, convulsões, mania, hiponatremia e reações alérgicas graves. Informe seu médico ou farmacêutico se notar qualquer reação inesperada.
Interações medicamentosas do Cloridrato de Duloxetina
Cloridrato de Duloxetina pode interagir com vários medicamentos; informe seu médico sobre todos os remédios que toma.
- Evite ou use com cautela com drogas serotoninérgicas (ISRS, IRSN, triptanos, tramadol, lítio) por risco de síndrome serotoninérgica.
- Cuidado com IMAOs — combinação pode ser grave; observe intervalos recomendados.
- Interage com inibidores/enzyme CYP1A2 (ex.: fluvoxamina, algumas quinolonas) e CYP2D6 (ex.: paroxetina) e com medicamentos metabolizados por CYP2D6 (ex.: desipramina, tolterodina).
- Concomitância com anticoagulantes ou AINEs aumenta risco de sangramento.
- Antiácidos/antagonistas H2 podem alterar liberação em pacientes com esvaziamento gástrico retardado; estudos não mostraram efeito clínico relevante com alumínio/magnésio ou famotidina.
- Erva de São João pode aumentar eventos indesejáveis.
- Fumantes apresentam menor biodisponibilidade, sem ajuste de dose recomendado; álcool pode contribuir para lesões hepáticas.
Consulte seu médico ou cirurgião‑dentista antes de iniciar ou interromper outros medicamentos.
Cloridrato de Duloxetina na gravidez e amamentação
Use durante a gravidez somente se o benefício justificar o risco ao feto (Categoria C).
- Uso próximo ao parto pode causar sinais de descontinuação no recém‑nascido (hipotonia, tremor, dificuldade de alimentação, desconforto respiratório, convulsões).
- Foi associada a maior risco de parto prematuro e hemorragia pós‑parto quando usada perto da data do parto.
- A duloxetina passa para o leite materno; por segurança não é recomendável amamentar durante o tratamento.
Converse com seu médico se estiver grávida, planejando gravidez ou amamentando.
Superdose e dose esquecida do Cloridrato de Duloxetina
Em caso de superdose procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem.
Sintomas de superdose podem incluir sonolência, coma, síndrome serotoninérgica, convulsões, vômito e taquicardia. Não existe antídoto específico; medidas de suporte, lavagem gástrica precoce e carvão ativado podem ser considerados.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar. Se estiver perto da hora da próxima dose, pule a esquecida e retome o esquema regular. Em caso de dúvidas, consulte o farmacêutico ou seu médico.
Composição do Cloridrato de Duloxetina
Cada cápsula contém cloridrato de duloxetina e excipientes; a quantidade de cloridrato que equivale à duloxetina varia por dose.
- 30 mg: 33,69 mg de cloridrato de duloxetina (equivalente a 30 mg de duloxetina). Excipientes incluem esferas de açúcar, hipromelose, sacarose, talco, ftalato de hipromelose, citrato de trietila, dióxido de titânio e corantes vermelho allura 129, azul brilhante e amarelo de quinolina.
- 60 mg: 67,35 mg de cloridrato de duloxetina (equivalente a 60 mg de duloxetina). Excipientes semelhantes, com corantes incluindo tartrazina e amarelo crepúsculo.
Informe alergias a quaisquer componentes, especialmente corantes e sacarose.
Como guardar o Cloridrato de Duloxetina
Conservar em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, na embalagem original e fora do alcance de crianças.
- Verifique número do lote, fabricação e validade na embalagem.
- Não use o medicamento com prazo de validade vencido.
- Antes de usar, observe o aspecto das cápsulas; se notar alteração, consulte o farmacêutico.
Armazene conforme recomendado e descarte adequadamente medicamentos vencidos.
Dizeres legais
Registro: 1.0043.1239
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DA RECEITA.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 20/12/2021.
Registrado e Produzido por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 – Itapevi – SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 27/05/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
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