O Clopin 75 mg comprimido revestido (embalagem com 30 comprimidos) é indicado para prevenção secundária de eventos aterotrombóticos, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte vascular em pacientes adultos com IAM, AVC recente ou doença arterial periférica. Também é indicado na síndrome coronária aguda e na fibrilação atrial em adultos com pelo menos um fator de risco quando o uso de AVK é inadequado; pode ser usado em combinação com ácido acetilsalicílico para reduzir derrame, infarto, embolismo sistêmico ou morte vascular.
Para que serve o Clopin
Clopin é usado para reduzir a chance de formação de coágulos em pessoas que já tiveram infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico ou doença arterial periférica.
Também é indicado em síndromes coronarianas agudas (angina instável ou infarto) e para prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial que não podem usar anticoagulantes antagonistas da vitamina K.
Como usar o Clopin
Você deve tomar Clopin por via oral, com líquido, podendo ser administrado antes, durante ou após as refeições. Não parta, abra ou mastigue o comprimido.
A dose usual para a maioria das situações é de 75 mg uma vez ao dia.
- Infarto recente, AVC isquêmico recente ou doença arterial periférica: 75 mg uma vez ao dia.
- Síndrome coronariana aguda sem elevação do ST: dose de ataque de 300 mg, seguida de 75 mg uma vez ao dia; Ácido acetilsalicílico (AAS) deve ser iniciado e mantido em combinação.
- Infarto com elevação do ST: 75 mg uma vez ao dia, com AAS, com ou sem trombolítico; a dose de ataque pode ser dada ou não.
- Fibrilação atrial: 1 comprimido de 75 mg por dia, associado ao AAS (75–100 mg/dia) durante todo o tratamento.
Siga rigorosamente a orientação do seu médico quanto aos horários, duração e combinações com outros medicamentos; não interrompa o tratamento sem orientação.
Como o Clopin funciona
Clopin contém bissulfato de clopidogrel, um antiplaquetário que reduz a capacidade das plaquetas de se agruparem e formar coágulos.
O efeito antiplaquetário começa no primeiro dia e vai aumentando até atingir equilíbrio entre o terceiro e o sétimo dia. Após a interrupção, a função plaquetária tende a retornar ao normal em cerca de 5 dias, em geral.
Contraindicações e advertências do Clopin
Clopin não deve ser utilizado caso você apresente alergia ou intolerância a clopidogrel ou a qualquer outro componente do produto. Também não deve ser utilizado caso você apresente úlcera péptica (lesão no estômago) ou hemorragia intracraniana (sangramento dentro do cérebro).
Advertências e Precauções
Distúrbios sanguíneos
Devido ao risco de sangramento e efeitos sanguíneos indesejáveis, seu médico deverá ser comunicado sempre que surgirem sintomas clínicos suspeitos (quadros clínicos com sangramento ou que podem levar a ele) durante o tratamento, para avaliar a necessidade de ser efetuada a contagem de células sanguíneas e/ou outros testes apropriados. Devido ao risco aumentado de sangramento, a administração concomitante de varfarina e clopidogrel deve ser realizada com cautela.
Como qualquer outro medicamento com ação antiplaquetária, clopidogrel deve ser utilizado com cautela em pacientes que se encontram sob risco aumentado de sangramento decorrente de trauma, cirurgia (inclusive dentária) ou doenças (como úlcera péptica ou qualquer outra doença capaz de causar sangramento), e em pacientes que estejam recebendo tratamento com ácido acetilsalicílico, heparina, inibidores da glicoproteína IIb/IIIa, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) ou fortes indutores do CYP2C19. Devido ao risco aumentado de hemorragia, a terapia antiplaquetária tripla (clopidogrel + aspirina + dipiridamol) para prevenção secundária de AVC não é recomendada em pacientes com AVC isquêmico não cardioembólico agudo ou ataque isquêmico transitório (AIT). Se o paciente for submetido a uma cirurgia programada e não for desejável o efeito antiplaquetário, clopidogrel deve ser descontinuado 5 a 7 dias antes da cirurgia.
O clopidogrel prolonga o tempo de sangramento e deve ser usado com cautela caso você tenha lesões com propensão a sangrar (particularmente gastrintestinal e intraocular). Os medicamentos que podem induzir lesões gastrintestinais (como ácido acetilsalicílico – [AAS] e anti-inflamatórios não esteroidais – [AINEs]) devem ser usados com cautela se você estiver tomando clopidogrel.
É possível que demore mais que o usual a parar o sangramento quando você tomar clopidogrel sozinho ou em combinação com AAS. Você deve relatar qualquer sangramento incomum (local ou duração) ao médico. Você deve informar aos médicos e dentistas que está tomando clopidogrel antes que qualquer cirurgia seja marcada e antes de tomar qualquer outro medicamento.
Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a outros medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.
Acidente vascular cerebral recente
Em pacientes de alto risco para eventos isquêmicos repetidos com ataque isquêmico transitório ou AVC recentes, a associação de AAS e clopidogrel evidenciou aumento de sangramentos maiores. Portanto, esta associação deve ser feita com precaução fora de situações clínicas nas quais os benefícios foram comprovados.
Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT)
Muito raramente têm sido reportados casos de PTT após o uso de clopidogrel, algumas vezes após uma pequena exposição ao clopidogrel. A PTT é uma condição potencialmente fatal, requerendo tratamento imediato, incluindo plasmaférese (troca plasmática).
Hemofilia adquirida
Hemofilia adquirida tem sido relatada após o uso de clopidogrel. Em casos confirmados de prolongamento isolado do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) com ou sem sangramento, hemofilia adquirida deve ser considerada. Pacientes com diagnóstico confirmado de hemofilia adquirida devem ser monitorados e tratados por especialistas e clopidogrel deve ser descontinuado.
Citocromo P450 2C19 (CYP2C19)
Farmacogenética: em pacientes metabolizadores lentos da CYP2C19, clopidogrel nas doses recomendadas forma menos do metabólito ativo de clopidogrel e tem um efeito menor na função plaquetária. Os metabolizadores lentos com síndrome coronariana aguda ou submetidos à intervenção coronariana percutânea, tratados com clopidogrel nas doses recomendadas, podem apresentar maiores taxas de eventos cardiovasculares do que os pacientes com função da CYP2C19 normal.
Espera-se que o uso de drogas que induzam a atividade do CYP2C19 resulte no aumento dos níveis do metabólito ativo do clopidogrel e podem aumentar o risco de sangramento. Como precaução, o uso concomitante de fortes indutores do CYP2C19 deve ser desencorajado (vide “Interações medicamentosas”).
Sensibilidade cruzada entre tienopiridinas
Pacientes devem ser avaliados quanto ao histórico de hipersensibilidade à tienopiridina (como clopidogrel, ticlopidina, prasugrel), já que reatividade cruzada entre tienopiridinas tem sido reportada. Aconselha-se monitoramento dos sinais de sensibilidade cruzada em pacientes com alergia conhecida as tienopiridinas.
Populações especiais
Pacientes com insuficiência dos rins: a experiência com clopidogrel é limitada em pacientes com insuficiência renal severa. Pacientes com insuficiência do fígado: a experiência é limitada em pacientes com insuficiência severa do fígado. Em virtude da presença de lactose nos excipientes, pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose não devem utilizar este medicamento.
Efeitos na capacidade de conduzir veículos e/ou operar máquinas
Não foi observada qualquer alteração na capacidade de condução ou desempenho psicométrico dos pacientes após administração de bissulfato de clopidogrel.
Efeitos colaterais do Clopin (reações adversas)
Clopin pode causar efeitos relacionados principalmente a sangramentos e alterações gastrointestinais; as reações listadas abaixo seguem a classificação de frequência presente na bula.
- Comuns (1–10%): indigestão, dor abdominal, diarreia.
- Incomuns (0,1–1%): dor de cabeça, tontura, parestesia; náusea, gastrite, flatulência, prisão de ventre, vômito, úlcera gástrica/duodenal; aumento do tempo de sangramento; diminuição de plaquetas; erupção cutânea; alterações nos glóbulos brancos.
- Raras/very rare/descritas após comercialização: sangramentos graves (incluindo intracraniano, gastrointestinal, retroperitoneal), agranulocitose, anemia aplástica/pancitopenia, púrpura trombocitopênica trombótica, hemofilia adquirida, reações alérgicas graves (anafilaxia, angioedema), alterações psiquiátricas, hepatite/insuficiência hepática, reações cutâneas graves (Stevens-Johnson, necrólise epidérmica), entre outras.
Comunique imediatamente seu médico ou farmacêutico se tiver sinais de sangramento incomum, reações alérgicas ou qualquer efeito adverso grave.
Interações medicamentosas do Clopin
Clopin pode interagir com vários medicamentos, principalmente aqueles que aumentam o risco de sangramento ou que alteram as enzimas hepáticas envolvidas em sua ativação.
- Medicamentos que aumentam risco de sangramento: AAS, AINEs, heparina, anticoagulantes orais (varfarina), inibidores GPIIb/IIIa, ISRSs e outros antiplaquetários — usar com cautela.
- Indutores do CYP2C19 (por exemplo, rifampicina): podem aumentar o metabólito ativo e o risco de sangramento; fortes indutores são desencorajados.
- Inibidores do CYP2C19 (omeprazol, esomeprazol): desaconselhados; considerar pantoprazol se necessário, embora possa reduzir em menor grau a atividade.
- Medicamentos metabolizados pelo CYP2C8 (repaglinida, paclitaxel): clopidogrel pode aumentar sua exposição, usar com cautela.
- Outras observações: estudos não mostraram interações clinicamente relevantes com atenolol, nifedipina, fenobarbital, estrogênio, digoxina, teofilina ou antiácidos; clopidogrel pode aumentar exposição à rosuvastatina.
Informe sempre seu médico sobre todos os medicamentos que usa, inclusive suplementos; não inicie ou cesse tratamentos sem orientação.
Clopin na gravidez e amamentação
Clopin não deve ser usado durante a gravidez, salvo se o médico considerar essencial.
Durante a amamentação, Clopin é contraindicado: é excretado no leite e pode causar reações no bebê; o médico decidirá entre interromper a amamentação ou o tratamento. A doação de sangue é proibida enquanto em uso e por 10 dias após o término.
Superdose e dose esquecida do Clopin
Em caso de superdose, o principal risco é o aumento do tempo de sangramento. Não existe antídoto específico; a transfusão de plaquetas pode reverter o efeito se necessário.
Procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem. Para orientações, ligue para o serviço indicado na bula.
Se você esquecer uma dose, tome-a assim que lembrar; porém, se estiver próximo da hora da dose seguinte, espere e não tome duas doses ao mesmo tempo. Em caso de dúvida, consulte seu médico ou farmacêutico.
Composição do Clopin
Cada comprimido revestido contém 97,9 mg de bissulfato de clopidogrel, equivalente a 75 mg de clopidogrel.
Excipientes: manitol, copovidona, crospovidona, dióxido de silício, talco, óleo vegetal hidrogenado, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, polissorbato 80 e óxido de ferro vermelho. Contém dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho como corantes.
Como guardar o Clopin
Guarde Clopin em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e umidade, sempre na embalagem original.
Não use o medicamento vencido e mantenha fora do alcance das crianças. Observe o aspecto do comprimido antes de usar; se notar alterações, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
Registro: 1.0573.0401
Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira
Produzido por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Rodovia Presidente Dutra, km 222,2
Guarulhos - SP
Ou
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Rodovia PE 09, 5601
Cabo de Santo Agostinho - PE
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 09/03/2026, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
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