O Clonazepam solução oral 2,5 mg/mL (frasco-ampola 20 mL) está indicado, em adulto e pediátrico, para tratamento de diversos distúrbios epilépticos, isoladamente ou como adjuvante. Em adultos, também é indicado para transtornos de ansiedade (incluindo transtorno do pânico e fobia social), transtornos do humor (mania e adjuvante na depressão), acatisia, síndrome das pernas inquietas, vertigem e síndrome da boca ardente.
Para que serve o Clonazepam
Clonazepam é usado para controlar vários tipos de crises epilépticas e também tem indicações em transtornos de ansiedade, humor e alguns sintomas neurológicos.
- Epilepsia: mioclônicas, acinéticas, ausências típicas e atípicas (inclui síndrome de Lennox-Gastaut); espasmos infantis (segunda linha); em algumas crises clônicas e parciais como terapia de terceira linha.
- Transtornos de ansiedade: distúrbio do pânico (com/sem agorafobia), fobia social e uso geral como ansiolítico.
- Transtornos do humor: mania no transtorno bipolar e como adjuvante na depressão maior.
- Síndromes específicas: acatisia, síndrome das pernas inquietas, movimentos periódicos das pernas, vertigem e síndrome da boca ardente.
O uso e a dose dependem da indicação e devem ser definidos pelo médico.
Como usar o Clonazepam
Tome Clonazepam por via oral conforme orientação médica, usando as gotas diluídas em um pouco de líquido não alcoólico; nunca administre as gotas diretamente na boca.
Segure o frasco na vertical e bata levemente no fundo para iniciar o gotejamento. A tampa tem lacre inviolável; não use o frasco se o lacre estiver rompido.
As doses são individualizadas conforme resposta, tolerabilidade e idade. Em lactentes recomenda-se usar as gotas para permitir ajuste preciso. Em geral inicia-se com doses baixas e aumenta-se gradualmente para minimizar sonolência e outros efeitos.
Uma dose oral costuma começar a agir em 30–60 minutos e dura cerca de 6–8 horas em crianças e 8–12 horas em adultos. Não interrompa o tratamento de repente; a suspensão deve ser gradual para reduzir risco de sintomas de abstinência ou recrudescência das crises.
Como o Clonazepam funciona
Clonazepam pertence ao grupo dos benzodiazepínicos e age no sistema nervoso central aumentando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório, o que explica seus efeitos anticonvulsivantes, sedativos, relaxantes musculares e ansiolíticos.
Estudos em animais e exames em humanos mostram que Clonazepam suprime atividades anormais no eletroencefalograma e tem efeitos sobre a serotonina. Sua absorção oral é rápida, com concentração máxima em 1–4 horas e meia-vida de eliminação de 30–40 horas; os comprimidos e a solução têm extensão de absorção semelhante.
Contraindicações e advertências do Clonazepam
Você não deve usar Clonazepam se tiver alergia ao princípio ativo ou a qualquer excipiente, insuficiência respiratória grave, comprometimento hepático grave, glaucoma agudo de ângulo fechado, ou se estiver amamentando.
As gotas não devem ser usadas para transtorno do pânico em pacientes com histórico de apneia do sono. Use com cautela em insuficiência hepática leve a moderada, doença respiratória, miastenia grave, porfiria e em pacientes com histórico de depressão, psicose ou abuso de álcool/drogas.
- Evite álcool e outros depressores do SNC, pois aumentam sedação e o risco de depressão respiratória.
- Risco de dependência física e psicológica; o tratamento prolongado exige vigilância e retirada gradual.
- Pessoas idosas e crianças requerem cuidado especial na titulação; idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos.
- Em epilepsia, não interrompa o medicamento abruptamente; em alguns casos pode precipitar crises tônico-clônicas ou estado de pequeno mal.
Realize monitoramento médico e exames laboratoriais durante o tratamento prolongado.
Efeitos colaterais do Clonazepam (reações adversas)
Os efeitos adversos mais comuns estão relacionados à depressão do SNC: sonolência, fadiga, tontura, ataxia e fraqueza muscular. Muitos efeitos podem diminuir com ajuste lento da dose.
- Reações relatadas com frequência: sonolência, cefaleia, infecções das vias aéreas superiores, fadiga, náusea, vertigem, irritabilidade, insônia e perda de equilíbrio.
- Reações psiquiátricas/pós-comercialização: amnésia, alucinações, agressividade, agitação, depressão e, raramente, tentativa de suicídio; reações paradoxais são mais comuns em crianças e idosos.
- Outros: alterações visuais (diplopia), problemas respiratórios (incluindo depressão respiratória), alterações gastrointestinais, urticária/erupções cutâneas, alterações hematológicas e elevação transitória de enzimas hepáticas.
Se tiver efeitos graves ou inesperados, procure orientação médica e reporte eventos adversos ao sistema de farmacovigilância.
Interações medicamentosas do Clonazepam
Clonazepam pode interagir com outros medicamentos e substâncias, principalmente aqueles que deprimem o sistema nervoso central ou afetam o metabolismo hepático.
- Depressores do SNC e álcool: aumento da sedação e do risco de depressão cardiorrespiratória.
- Antiepilépticos indutores (fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, lamotrigina e, em menor grau, valproato): podem aumentar a depuração de Clonazepam e reduzir suas concentrações plasmáticas.
- CYP3A4 inibidores (por exemplo, fluconazol): podem elevar as concentrações e os efeitos do medicamento.
- Combinações com ácido valproico podem causar crises do tipo pequeno mal.
- Suco de toranja pode aumentar concentrações ao inibir o CYP3A4; ranitidina não parece causar interação significativa.
Ao iniciar ou ajustar outros medicamentos, informe seu médico para que as doses sejam avaliadas e ajustadas se necessário.
Clonazepam na gravidez e amamentação
Clonazepam é categoria C na gravidez; só deve ser usado se houver indicação absoluta e os benefícios superarem os riscos ao feto.
Há relatos que sugerem associação entre anticonvulsivantes e defeitos congênitos; não interrompa medicação anticonvulsivante sem orientação médica, pois isso pode trazer risco materno e fetal. Uso em gestação tardia pode causar depressão respiratória e dificuldades no recém‑nascido; sintomas de retirada em neonatos foram relatados.
Clonazepam é excretado no leite materno; mães em tratamento não devem amamentar, salvo indicação médica muito expressa com descontinuação do aleitamento.
Superdose e dose esquecida do Clonazepam
Na superdose, Clonazepam causa sonolência, ataxia, confusão, disartria e, raramente isoladamente, risco de morte; em associação com outros depressores pode ocorrer depressão cardiorrespiratória, coma e hipotensão.
O tratamento é de suporte: monitoramento de sinais vitais, suporte cardiorrespiratório e medidas para evitar absorção posterior (carvão ativado em até 1–2 horas), protegendo as vias aéreas. Em casos graves, pode ser considerado flumazenil sob rigoroso monitoramento; seu uso é contraindicado em pacientes epiléticos tratados com benzodiazepínicos por risco de convulsões.
Se esquecer uma dose, não dobre a seguinte; apenas retome o esquema normal no horário subsequente. Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 para orientações.
Composição do Clonazepam
Cada mL da solução contém 2,5 mg de clonazepam (1 gota = 0,1 mg). Aproximadamente 26 gotas equivalem a 1 mL.
- Veículo e excipientes: sacarina sódica, essência de damasco, ácido acético e propilenoglicol.
Use conforme prescrição para garantir a dose correta.
Como guardar o Clonazepam
Conserve Clonazepam em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade, e guarde na embalagem original.
Prazo de validade: 24 meses a partir da fabricação. Antes de usar, verifique aspecto: solução límpida, levemente amarelada, com odor de damasco e sem partículas.
Mantenha fora do alcance das crianças e não use após a data de validade impressa na embalagem.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.0752
Registrado e produzido por: EMS S/A.
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA.
SAC: 0800-019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 03/03/2022.
bula-prof-052367-EMS-v1
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 25/07/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.