O Cloridrato de Clindamicina, cápsula dura 300 mg, é um antibiótico indicado no tratamento de diversas infecções causadas por bactérias. Indicado para infecções do trato respiratório superior e inferior, de pele e partes moles, pélvicas e do trato genital feminino, dentárias e dos ossos e articulações.
Para que serve o Cloridrato de Clindamicina
Cloridrato de Clindamicina é um antibiótico usado para tratar infecções causadas por bactérias em várias partes do corpo.
- Tratos respiratório superior e inferior (ex.: seios da face, amígdalas, faringe, laringe, ouvido, brônquios e pulmões).
- Pele e tecidos moles (incluindo músculos e tendões próximos).
- Região pélvica e trato genital feminino (útero, trompas, ovário e vagina).
- Infecções dentárias.
- Ossos e articulações.
O médico define quando este antibiótico é indicado, de acordo com o tipo e gravidade da infecção.
Como usar o Cloridrato de Clindamicina
A duração e a dose do tratamento dependem do local, do agente causador e da gravidade da infecção, e devem ser definidos pelo seu médico.
Em adultos, a dose diária recomendada é de 600 a 1.800 mg, dividida em 2, 3 ou 4 tomadas iguais. Para evitar irritação do esôfago, tome cada cápsula com um copo cheio de água e evite deitar-se por pelo menos 30 minutos após a administração.
Em pacientes idosos com função hepática e renal normal, e em pacientes com insuficiência renal ou hepática, não é necessário ajuste de dose segundo a bula. Não pare o tratamento antes do indicado pelo médico.
Exemplos de regimes para indicações específicas:
- Amidalite e faringite por estreptococo: 300 mg (1 cápsula) duas vezes ao dia por 10 dias.
- Doença inflamatória pélvica hospitalar: inicia-se por via IV com fosfato de clindamicina associado a antibiótico para aeróbios Gram-negativos; após melhora, passar para cápsulas por via oral 450–600 mg a cada 6 horas, completando 10–14 dias no total, com IV por pelo menos 4 dias e 48 horas após recuperação clínica.
- Infecções por estreptococo beta-hemolítico: seguir a dose em adultos; o tratamento deve durar pelo menos 10 dias.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Como o Cloridrato de Clindamicina funciona
Cloridrato de Clindamicina atua impedindo a bactéria de produzir proteínas necessárias ao seu crescimento e multiplicação.
A maior concentração no sangue costuma ser atingida cerca de 45 minutos após a ingestão da cápsula.
Contraindicações e advertências do Cloridrato de Clindamicina
Você não deve usar Cloridrato de Clindamicina se já teve alergia à clindamicina, lincomicina ou a qualquer componente da fórmula.
Foram relatadas reações alérgicas graves e erupções cutâneas sérias (incluindo DRESS, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica). Se ocorrer reação cutânea ou suspeita de hipersensibilidade, interrompa o tratamento e procure atendimento médico.
Antibióticos podem alterar a flora intestinal e permitir crescimento excessivo de bactérias como Clostridioides difficile, causando diarreia que pode ocorrer até dois meses após o uso e, em casos graves, levar a colite fatal.
- Não use para tratamento de meningite.
- Durante tratamento prolongado, faça exames periódicos de função hepática; o medicamento pode causar danos ao fígado.
- Considere monitoramento da função renal se houver doença renal pré-existente ou uso de outros medicamentos nefrotóxicos.
- Para reduzir risco de esofagite e úlcera esofágica, siga as orientações de administração (tomar com copo cheio de água e não deitar por 30 minutos).
- Não utilize durante gravidez sem orientação médica; a clindamicina é detectada no leite materno e pode causar efeitos no bebê amamentado.
Informe sempre ao médico ou dentista sobre todos os medicamentos que você usa, pois pode haver interações que alterem a eficácia ou segurança do tratamento.
Efeitos colaterais do Cloridrato de Clindamicina (reações adversas)
Como todo medicamento, Cloridrato de Clindamicina pode causar efeitos indesejáveis; informe seu médico, dentista ou farmacêutico se perceber qualquer reação.
Reações por frequência:
- Comuns (1%–10%): colite pseudomembranosa por C. difficile, eosinofilia, diarreia, rash maculopapular e exames de função hepática alterados.
- Incomuns (0,1%–1%): alteração do paladar, dor abdominal, vômito, náusea e urticária.
- Raras (0,01%–0,1%): eritema multiforme, prurido.
Frequência não conhecida: colite por C. difficile, infecção vaginal, agranulocitose, neutropenia, trombocitopenia, leucopenia, choque anafilático / reações anafilactoides, síndrome de Kounis, hipersensibilidade, úlcera ou esofagite (incluindo esofagite necrosante), icterícia, necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, DRESS, pustulose exantemática aguda generalizada, angioedema, dermatites diversas, vasculite cutânea e lesão renal aguda.
Se surgirem sinais graves — febre alta com erupção, sangue nas fezes, icterícia, dificuldade para respirar ou inchaço — procure atendimento médico imediato.
Interações medicamentosas do Cloridrato de Clindamicina
Informe sempre ao médico sobre todos os medicamentos que está usando; algumas combinações exigem atenção.
- Medicamentos que bloqueiam a transmissão neuromuscular podem interagir com clindamicina, afetando a função muscular; cuidado e avaliação médica são necessários.
- Rifampicina pode reduzir a eficácia da clindamicina; o médico deve monitorar possível perda de efeito.
Se tiver dúvidas sobre outros medicamentos que utiliza, consulte seu médico ou farmacêutico.
Cloridrato de Clindamicina na gravidez e amamentação
Não use Cloridrato de Clindamicina na gravidez sem orientação do seu médico ou cirurgião-dentista.
A clindamicina passa para o leite materno e pode causar diarreia, sangue nas fezes ou erupção cutânea no bebê. O uso durante a lactação deve ser avaliado e acompanhado pelo profissional que acompanha a mãe.
Superdose e dose esquecida do Cloridrato de Clindamicina
Em caso de ingestão de grande quantidade, procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem ou bula. Para mais orientações, contate o serviço indicado na embalagem.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar. Se estiver próximo do horário da próxima dose, pule a dose esquecida e retome o esquema normal; não tome dose dupla para compensar.
Composição do Cloridrato de Clindamicina
Cada cápsula dura contém cloridrato de clindamicina equivalente a 300 mg de clindamicina (338,457 mg de cloridrato de clindamicina por cápsula).
Excipientes por cápsula: amido, talco, estearato de magnésio, dióxido de silício e croscarmelose sódica.
Como guardar o Cloridrato de Clindamicina
Conserve em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C e proteja da umidade.
Mantenha na embalagem original e não use medicamento fora do prazo de validade impresso. Antes de usar, verifique o aspecto do produto; se notar alteração mesmo dentro do prazo, consulte o farmacêutico.
Guarde sempre fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
Registro no 1.0370.0471
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ - 17.159.229/0001-76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 - DAIA
CEP 75132-140 - Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 10/04/2026, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.