O Carvedilol comprimido 3,125 mg é indicado para tratamento da hipertensão arterial, angina do peito e insuficiência cardíaca congestiva. Pode ser usado isoladamente ou em associação a outros agentes anti-hipertensivos e, segundo a bula, demonstrou reduzir a morbidade (hospitalizações cardiovasculares e melhora do bem-estar) e a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca.
Para que serve o Carvedilol
Carvedilol é usado para baixar a pressão arterial, reduzir crises de angina e tratar insuficiência cardíaca congestiva estável e sintomática.
Em pacientes com insuficiência cardíaca, quando associado à terapêutica padrão, demonstrou reduzir hospitalizações e mortalidade; também pode ser usado quando inibidores de ECA não são tolerados.
Como usar o Carvedilol
Tome Carvedilol por via oral conforme orientação médica; o tratamento costuma ser prolongado e não deve ser interrompido de uma vez.
As doses variam conforme a indicação e são ajustadas aos poucos pelo médico. Para insuficiência cardíaca, inicia-se com 3,125 mg duas vezes ao dia por duas semanas e, se tolerada, a dose é aumentada progressivamente a cada duas semanas até o máximo tolerado (geralmente 25 mg duas vezes ao dia, podendo chegar a 50 mg duas vezes ao dia em pacientes mais pesados).
Para hipertensão e angina, existem esquemas com doses maiores e intervalos de ajuste de duas semanas; idosos seguem doses iniciais semelhantes aos adultos. Em insuficiência cardíaca, tome com alimentos para reduzir efeitos ortostáticos. Não parta nem mastigue o comprimido. Se a medicação for suspensa por mais de duas semanas, recomece pela dose inicial de 3,125 mg duas vezes ao dia e faça nova titulação.
Como o Carvedilol funciona
Carvedilol combina bloqueio beta não seletivo, bloqueio alfa1 e atividade antioxidante, o que reduz a resistência vascular e tem efeito protetor sobre órgãos.
Após tomada oral, é rapidamente absorvido, com biodisponibilidade aproximada de 25% e pico plasmático em cerca de 1 hora; é extensamente metabolizado no fígado e eliminado principalmente pelas fezes. Alguns metabólitos têm atividade betabloqueadora ou antioxidante mais intensa que o próprio carvedilol.
Contraindicações e advertências do Carvedilol
Você não deve usar Carvedilol se tiver alergia ao medicamento, insuficiência hepática manifestada, insuficiência cardíaca descompensada que necessite de inotrópicos IV, asma com componente broncoespástico, bloqueio AV de 2.º/3.º grau (sem marca-passo), bradicardia grave (< 50 bpm), síndrome do nó sinusal, choque cardiogênico ou hipotensão sistólica < 85 mmHg.
Use com cautela e sob monitorização nas situações abaixo:
- insuficiência cardíaca em fase de titulação — pode haver piora transitória; ajuste de diuréticos e da dose pode ser necessário;
- diabetes mellitus — sinais de hipoglicemia podem ser mascarados e o controle glicêmico deve ser monitorado;
- doença pulmonar obstrutiva com componente broncoespástico — risco de broncoespasmo;
- doença vascular periférica ou fenômeno de Raynaud — sintomas podem agravar;
- uso concomitante com digitálicos ou certos antiarrítmicos — risco aumentado de lentificação da condução AV;
- insuficiência renal moderada a grave — não é necessário ajuste posológico, mas monitorização é indicada;
- insuficiência hepática clinicamente manifesta — é contraindicado;
- gestação e lactação — categoria C; uso apenas se benefício justificar o risco, e amamentação não é recomendada.
Se notar reações cutâneas graves, pare o medicamento e procure atendimento.
Efeitos colaterais do Carvedilol (reações adversas)
Carvedilol pode causar efeitos indesejáveis; a seguir estão as reações relatadas em estudos clínicos, organizadas por sistemas e frequência.
- Muito comum: insuficiência cardíaca; astenia; tontura; cefaleia; hipotensão.
- Comum: bradicardia; hipervolemia/retenção hídrica; alterações visuais; secura ocular; náusea; diarreia; vômito; dispepsia; dor; edema; pneumonia; bronquite; infecções do trato respiratório e urinário; aumento de peso; piora do controle glicêmico em diabéticos; dor em extremidades; síncope/pré-síncope; depressão; insuficiência renal em pacientes suscetíveis; dispneia; edema pulmonar; asma em predispostos; problemas circulatórios periféricos.
- Incomum/raras: bloqueio atrioventricular; constipação; parestesia; disfunção erétil; reações de pele (exantema, urticária) e psoríase; trombocitopenia; alterações hepáticas muito raras; reações alérgicas graves.
Algumas reações ocorrem mais no início do tratamento (tontura, astenia, cefaleia). Em caso de eventos adversos, informe o profissional de saúde ou reporte ao sistema de farmacovigilância.
Interações medicamentosas do Carvedilol
Carvedilol interage com várias drogas por efeitos farmacocinéticos e farmacodinâmicos; cuidado especial ao introduzir ou suspender medicamentos concomitantes.
Interações farmacocinéticas notáveis:
- digoxina: pode aumentar exposição à digoxina em até ~20% — monitorar níveis;
- ciclosporina oral: aumento de 10–20% na exposição — monitorar e ajustar ciclosporina;
- indutores/inibidores de P-glicoproteína e de CYPs (p.ex. rifampicina, cimetidina, amiodarona, fluoxetina/paroxetina) podem alterar concentrações de carvedilol.
Interações farmacodinâmicas importantes:
- insulina e hipoglicemiantes orais: podem aumentar efeito hipoglicemiante e mascarar sinais;
- digoxina e antiarrítmicos (verapamil, diltiazem, amiodarona): risco de bloqueio AV e bradicardia — monitorar ECG e PA;
- clonidina: ao interromper, retire primeiro o betabloqueador;
- AINEs: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo;
- broncodilatadores beta-agonistas: efeitos podem ser contrariados por betabloqueadores não seletivos.
Informe seu médico sobre todos os medicamentos que usa antes de iniciar carvedilol.
Carvedilol na gravidez e amamentação
Carvedilol é categoria C na gravidez: não deve ser usado por gestantes sem orientação médica.
Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva e existe risco potencial para humanos, incluindo redução da perfusão placentária, parto prematuro, morte fetal intrauterina e efeitos no feto/recém-nascido (hipoglicemia, bradicardia). Use apenas se o benefício para a mãe justificar o risco para o feto. A amamentação não é recomendada durante o uso, pois betabloqueadores lipofílicos podem passar para o leite.
Superdose e dose esquecida do Carvedilol
A superdose de carvedilol pode causar hipotensão grave, bradicardia, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, parada cardíaca, broncoespasmo, alterações da consciência e convulsões.
O tratamento é de suporte: monitorização e medidas conforme protocolos para betabloqueadores (por exemplo, atropina, marca-passo transvenoso, glucagon, inibidores da fosfodiesterase como milrinona/amiodarona, e beta-simpaticomiméticos). Em intoxicações graves, o suporte pode precisar ser prolongado devido à redistribuição do fármaco. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001.
Composição do Carvedilol
Cada comprimido contém carvedilol na quantidade correspondente à sua dosagem.
- 3,125 mg: carvedilol 3,125 mg;
- 6,25 mg: carvedilol 6,25 mg;
- 12,5 mg: carvedilol 12,5 mg;
- 25 mg: carvedilol 25 mg.
Excipientes (presentes em todas as apresentações): lactose monoidratada, povidona, crospovidona, sacarose, dióxido de silício, estearato de magnésio e estearilfumarato de sódio.
Como guardar o Carvedilol
Guarde Carvedilol em temperatura ambiente, entre 15 ºC e 30 ºC, protegido da luz e da umidade, na embalagem original.
Prazo de validade: 24 meses a partir da fabricação. Verifique lote e datas na embalagem e não use após o prazo. Antes de usar, observe o aspecto do comprimido. Mantenha fora do alcance das crianças. Atenção: o medicamento contém lactose e sacarose e não deve ser usado por quem tem insuficiência de sacarase-isomaltase ou síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Dizeres legais
Registro:1.0235.1073
Registrado e Produzido por: EMS S/A
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
Ou
Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA
Manaus/AM
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SAC: 0800-019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 31/08/2022.
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 25/02/2026, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.