Depressão ansiosa: o que é, sintomas e tratamentos
Por JOSE AIRON FREIRE BRITO as 17:19 - 17/09/2026 Saúde
Compartilhar
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS/OMS), o Brasil é o país com mais casos de depressão na América
Latina. Esse transtorno se caracteriza por sentimentos negativos e que
duram, pelo menos, duas semanas. Os prejuízos causados afetam a capacidade do
indivíduo de comer, socializar, trabalhar, estudar, dormir etc.1
Um dos sintomas desse transtorno que acompanha a humanidade
ao longo de sua história é a ansiedade.2 Inclusive, a ansiedade
associada à depressão é um achado clínico comum. Nesses casos, a síndrome
recebe o nome de depressão ansiosa, que é clinicamente considerada
um subtipo de transtorno depressivo maior (TDM) e mais difícil de tratar.3
Gostaria de saber mais sobre o assunto? Então, continue a
leitura para entender mais sobre os sintomas, as características e o tratamento
dos quadros de ansiedade, depressão e depressão ansiosa!
O que é depressão?
A depressão é classificada como um distúrbio afetivo que se caracteriza pela presença frequente pessimismo, baixa autoestima, tristeza e outros sentimentos que podem se combinar entre si.2
Vale frisar que a depressão não é “frescura”.
Pelo contrário: trata-se de uma doença séria que demanda acompanhamento médico
para que a pessoa afetada receba o diagnóstico e o tratamento adequados.
Continue a leitura para entender mais sobre essa condição de saúde mental!
Causas
Existem evidências de que a depressão provoca alterações químicas no cérebro do indivíduo, especialmente nos neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, que regulam o humor e as emoções.2
Essas mudanças afetam a comunicação entre as células
nervosas e podem resultar em sintomas depressivos. Embora fatores
genéticos desempenhem um papel importante, eventos estressantes da vida também
podem desencadear ou exacerbar a depressão em pessoas predispostas.2
Sintomas
Agora, é hora de você conhecer alguns dos principais sintomas da depressão. Confira!
Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia2
Os sentimentos de tristeza profunda, desesperança e
irritabilidade são características marcantes da depressão. O indivíduo pode se
sentir constantemente para baixo e desmotivado. A ansiedade e a angústia também
podem estar presentes, contribuindo para o desconforto emocional.
Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço
para fazer as coisas2
A falta de energia e a sensação de fadiga são comuns na
depressão. As tarefas cotidianas podem parecer esmagadoras e exigir um esforço
significativo, mesmo aquelas que antes eram simples.
Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer2
Uma das características mais impactantes da depressão é a
anedonia, a incapacidade de experimentar prazer em atividades que antes eram
gratificantes. Isso pode levar à perda de interesse em hobbies,
relacionamentos e outras fontes de satisfação.
Desinteresse, falta de motivação e apatia2
A falta de interesse e motivação é uma manifestação comum da
depressão. O indivíduo pode se sentir desinteressado em relação ao futuro e
incapaz de se envolver em atividades significativas. Portanto, tende a se
isolar socialmente.
Falta de vontade e indecisão2
A depressão pode prejudicar a capacidade de tomar decisões,
levando à indecisão e à hesitação em relação a questões simples do dia a dia.
Isso pode aumentar a sensação de incapacidade e frustração.
Sentimentos negativos
A depressão é frequentemente acompanhada por uma miríade de
sentimentos negativos, incluindo medo, insegurança, desesperança, vazio
e desamparo. O indivíduo também pode ter ideias frequentes e
desproporcionais de culpa, desejar morrer, planejar ou mesmo tentar suicídio.2
Esses sintomas emocionais são frequentemente acompanhados
por manifestações físicas e cognitivas, como dificuldade de concentração,
alterações no sono e no apetite, dores corporais e outros sintomas físicos não
justificados por questões médicas (prisão de ventre, azia, má digestão, diarreia etc.).2
Essa combinação de sintomas pode causar um impacto significativo na vida diária e no bem-estar
geral do indivíduo, interferindo nas relações interpessoais, no desempenho
acadêmico ou profissional e na qualidade de vida.
Diagnóstico
O diagnóstico da depressão é predominantemente clínico e
baseado na avaliação médica completa do paciente, que inclui a coleta detalhada
da história clínica e a realização de um exame do estado mental. Sendo
assim, não há exames laboratoriais específicos para diagnosticar a
depressão.4
O médico pode usar ferramentas padronizadas, como
questionários de avaliação de sintomas depressivos, para auxiliar no
diagnóstico. Além disso, é essencial descartar outras condições médicas
que estejam contribuindo para essas manifestações.
Tratamento
O tratamento da depressão geralmente envolve uma abordagem
combinada de medicamentos e psicoterapia. Os antidepressivos são escolhidos
com base no tipo de depressão, nos históricos médico e familiar, na resposta
prévia ao tratamento e em outras condições clínicas do paciente.4
A psicoterapia, por sua vez, ajuda na reestruturação
psicológica do paciente, no aumento da sua compreensão sobre o processo e na
resolução de conflitos, o que ameniza o impacto causado pelo estresse.2
A adesão ao tratamento é crucial para o seu sucesso.
Inclusive, cerca de 90-95% dos pacientes experimentam remissão total
dos sintomas com o tratamento adequado.4
O que é ansiedade?
Agora, é hora de você entender o que é a ansiedade. De modo
geral, trata-se de uma parte normal da experiência humana, que surge quando nos
preocupamos com coisas como dinheiro, saúde ou problemas familiares.5
No entanto, há os quadros de transtornos de ansiedade, em
que esse sentimento vai além do medo ou de uma preocupação temporária. Ele não
desaparece e pode piorar com o tempo, interferindo nos relacionamentos e em
atividades diárias como desempenho no trabalho e nos estudos.5
Causas
As descobertas científicas indicam que as causas da
ansiedade estão associadas a fatores genéticos e ambientais.5 Saiba
mais, a seguir!
Fatores genéticos
Pesquisas indicam que a predisposição genética desempenha
um papel importante no desenvolvimento de transtornos de ansiedade. Pessoas com
histórico familiar de ansiedade têm maior probabilidade de desenvolver o
distúrbio.5
Fatores ambientais
Exposição a eventos estressantes, traumáticos ou negativos
na vida, como abuso físico, emocional ou sexual, perda de entes queridos,
divórcio, problemas financeiros ou problemas de saúde graves, pode aumentar o risco de desenvolver
ansiedade.5
Condições socioeconômicas desfavoráveis, como
pobreza, falta de acesso a recursos ou ambientes violentos, também podem
contribuir para o desenvolvimento do problema.6
Temperamento e personalidade
Algumas características de personalidade, como timidez,
perfeccionismo, baixa autoestima ou tendência ao pensamento negativo, podem
aumentar a vulnerabilidade à ansiedade.5
Condições de saúde
Certas condições médicas, como problemas cardíacos,
síndromes psicológicas ou questões que afetam o sistema endócrino (distúrbios
da tireoide, por exemplo), podem desencadear ou agravar os sintomas de
ansiedade.5
Desregulação neuroquímica
Alterações nos neurotransmissores do cérebro, como serotonina,
dopamina e noradrenalina, têm sido associadas a distúrbios de ansiedade.
Desequilíbrios nessas substâncias químicas podem afetar o processamento de
emoções e a regulação do humor, contribuindo para o surgimento do problema.7
Estresse crônico
A exposição prolongada ao estresse crônico, devido a
situações pessoais, profissionais ou ambientais, pode desencadear e perpetuar a
condição. O estresse crônico pode sobrecarregar os sistemas de adaptação do
corpo, levando a sintomas de ansiedade.5
Sintomas
Os sintomas da ansiedade podem ser classificados entre físicos,
emocionais, cognitivos e comportamentais. Os físicos envolvem sinais como
batimentos cardíacos acelerados, sudorese (suor) excessiva, dores no peito e de
cabeça, entre outros.5
Quanto aos emocionais, é possível citar questões como a
inquietação e o nervosismo, que são muito prevalentes. Além disso, a
dificuldade de concentração, a irritabilidade e a sensação de medo ou apreensão
podem estar presentes.5
Por fim, há os sintomas comportamentais e cognitivos. Entre
eles, podemos elencar:
- prática
de evitar situações;
- dificuldade
em fazer contato visual;
- procrastinação
ou evitação de atividades desafiadoras;
- comportamentos
repetitivos;
- preocupações
excessivas ou irracionais;
- dificuldade
em adormecer;
- pesadelos;
- sensação
de cansaço mesmo após uma noite de sono.5
Diagnóstico
Assim como nos casos de depressão, o diagnóstico dos
transtornos de ansiedade é clínico. Não há exames feitos para identificar
esse tipo de problema, mas apenas para eliminar outras possíveis causas para os
sintomas.8
Tratamento
O tratamento da ansiedade geralmente envolve uma
combinação de psicoterapia, medicamentos ou ambos, dependendo das necessidades
de cada pessoa.5
Quais são os subtipos da depressão?
De modo geral, a depressão é dividida em subtipos. E eles são importantes para a identificação do
melhor tratamento e da escolha da abordagem mais adequada para cada paciente.3 Continue
a leitura para saber quais são as variantes do transtorno!
Distimia
Também conhecida como transtorno distímico, é
uma forma mais leve, mas crônica, de depressão. Os sintomas incluem humor
deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos dois anos.4
Depressão endógena
Esse subtipo é caracterizado pela predominância de sintomas
típicos da depressão, como desânimo e tristeza profunda, falta de prazer nas
atividades cotidianas, lentificação dos movimentos e pensamentos, além de
queixas de esquecimento, perda de apetite e de peso.4
Depressão atípica
Nesse tipo de depressão, os sintomas são atípicos em relação
ao padrão tradicional. Em vez de perda de apetite, a pessoa pode sentir mais
vontade de comer e, consequentemente, ganhar peso.4
Depressão sazonal
Também conhecido como transtorno afetivo sazonal (TAS),
esse subtipo está relacionado com mudanças sazonais no ciclo de luz.
Geralmente, ocorre durante os meses de outono e inverno, quando há menos
exposição à luz solar.4
Depressão psicótica
Nesse subtipo, os sintomas depressivos são acompanhados por
sintomas psicóticos, como delírios (crenças falsas e
irracionais) e alucinações (percepções sensoriais falsas). Os
delírios podem envolver temas de culpa, punição ou autoacusação, enquanto as
alucinações auditivas são as mais comuns.4
Depressão secundária
Caracteriza-se por síndromes depressivas associadas ou
provocadas por outras condições clínicas — como câncer, diabetes ou doenças
cardíacas — ou pelo uso de certos medicamentos.4
Depressão bipolar
Também conhecido como transtorno bipolar ou
transtorno afetivo bipolar, esse subtipo envolve episódios de depressão que
alternam com episódios de mania ou hipomania. Os episódios depressivos podem
ser semelhantes aos da depressão unipolar, mas também apresentar
características específicas da bipolaridade, como aumento da energia e
atividade, humor eufórico ou irritável e comportamento impulsivo.4,9
Depressão ansiosa
Esse subtipo é caracterizado pela coexistência de sintomas
ansiosos e depressivos, sem que um conjunto de sintomas predomine sobre o
outro.9 Os sintomas de ansiedade, como preocupação excessiva,
tensão muscular e irritabilidade, podem se sobrepor aos sintomas de depressão,
tornando o diagnóstico e o tratamento mais desafiadores.3
Quais são os subtipos da ansiedade?
Agora, por que não conhecer os subtipos da ansiedade antes
de partirmos para a explicação sobre depressão ansiosa? Continue e
confira os principais!
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
A TAG envolve um sentimento persistente de ansiedade ou
preocupação que pode interferir na vida diária. Pessoas com esse problema
experimentam ansiedade frequente por meses ou mesmo anos.5
Transtorno de pânico
Caracterizado por ataques de pânico frequentes e
inesperados. Esses ataques são períodos súbitos de intensa sensação de
medo, desconforto ou perda de controle, mesmo na ausência de perigo claro.5
Transtorno de ansiedade social
Refere-se a um medo intenso e persistente de ser
observado e julgado. Para algumas pessoas, esse medo pode ser tão intenso
que parece estar além do controle delas, interferindo em atividades cotidianas
como trabalho, escola ou interações sociais.5
Transtornos relacionados a fobias
Fobias são medos intensos ou aversões a objetos ou situações
específicas. Embora seja normal sentir ansiedade em algumas circunstâncias, o
medo sentido por pessoas com fobias é desproporcional ao perigo real representado
pela situação ou pelo objeto.5
O que é depressão ansiosa?
A depressão ansiosa, também conhecida como transtorno misto
ansioso e depressivo (TMAD), é uma condição em que os sintomas de
ansiedade e depressão coexistem em intensidade semelhante.9
Em outras palavras, como dissemos, os pacientes apresentam
uma combinação de sintomas ansiosos e depressivos, sem que um conjunto de
sintomas predomine sobre o outro.9
Como acontecem os transtornos mistos?
Os episódios mistos, presentes nesse tipo de transtorno, têm
características diferentes das observadas em outros tipos de depressão e
ansiedade. Eles são caracterizados pela presença simultânea de sintomas de
ansiedade e depressão na maioria dos dias, por pelo menos duas semanas.10,11
Nesses episódios, é comum observar um humor
deprimido, falta de interesse ou prazer em atividades e outros sintomas típicos
da depressão, como sentimentos de desesperança e baixa autoestima. Ao
mesmo tempo, os pacientes experimentam preocupações intensas, nervosismo,
inquietação e outros sintomas de ansiedade.11
Outro detalhe importante é que, embora os sintomas de
ansiedade e depressão estejam presentes, nenhum conjunto de sintomas é
suficiente para justificar um diagnóstico separado de transtorno depressivo
maior, distimia ou transtorno de ansiedade específico.11
Apesar disso, os pacientes com episódios mistos podem
experimentar significativo sofrimento psicológico e funcional, interferindo em
várias áreas da vida, como trabalho, relacionamentos e atividades diárias.11
Diagnóstico
O diagnóstico dos episódios mistos é feito com base em
critérios específicos, que incluem a presença de sintomas depressivos e
ansiosos durante um período mínimo de duas semanas, sem predominância clara de
um sobre o outro.11
É importante excluir a possibilidade de outros
transtornos, como transtorno bipolar, transtornos de ansiedade específicos
ou transtornos relacionados ao uso de substâncias, que poderiam explicar os
sintomas.11
Qual o tratamento indicado para a depressão ansiosa?
Além de tudo isso, é importante que você entenda como é
feito o tratamento da depressão ansiosa. Assim como em outros tipos
de transtornos psicológicos, a abordagem é pautada na implementação de
estratégias medicamentosas e não farmacológicas.11
Confira a seguir!
Tratamento medicamentoso
Para casos não complicados e necessidade de controle rápido
dos sintomas de ansiedade, os benzodiazepínicos podem ser
prescritos. Antidepressivos (como os inibidores seletivos da recaptação de
serotonina e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina) também são
úteis.11
Vale ressaltar que episódios mistos de ansiedade e depressão
podem exigir uma abordagem específica quando a depressão ansiosa ocorre em
pacientes com transtorno bipolar. Nesses casos, a estratégia
terapêutica pode ser ajustada para incluir estabilizadores de humor. É
essencial ter cautela, já que alguns remédios podem aumentar a ciclagem nesses indivíduos.11
Tratamento não farmacológico
Além do uso de fármacos, é importante ressaltar que esses
pacientes podem se beneficiar de abordagens que vão além dos remédios.
Uma das principais é a terapia. Vertentes como a terapia
cognitivo-comportamental (TCC) têm se mostrado eficazes no tratamento da
ansiedade e depressão, oferecendo técnicas para identificar e modificar padrões
de pensamento negativos e comportamentos disfuncionais.10
Além disso, participar de grupos de apoio ou terapia
em grupo pode fornecer suporte emocional e compartilhamento de
experiências entre os pacientes, ajudando a reduzir o isolamento e a promover a
recuperação.11
Por fim, mudanças no estilo de vida são
essenciais. Como exemplo, podemos citar a prática regular de exercícios
físicos, uma dieta balanceada, sono adequado e técnicas de relaxamento, como
meditação e yoga. Tais alterações podem ajudar a reduzir os sintomas de
ansiedade e depressão.11
É possível prevenir a depressão ansiosa?
Prevenir a depressão envolve uma abordagem que visa promover
o bem-estar emocional e físico.4 Aqui estão algumas medidas que
podem ajudar a prevenir a depressão. Confira!
Manter uma dieta equilibrada4
Consumir alimentos nutritivos é muito importante para a
saúde de todo o corpo, inclusive a mental. Isso inclui frutas, vegetais, grãos
integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, tudo bem? Assim, você pode
ter os nutrientes necessários para o funcionamento adequado do corpo e do
cérebro.
Praticar atividade física regularmente4
O exercício físico regular não só beneficia a saúde física,
mas também tem um impacto positivo na saúde mental, ajudando a reduzir o
estresse, a ansiedade e a depressão.
Combater o estresse4
Reserve tempo na sua agenda para atividades que lhe tragam
prazer e relaxamento, como hobbies, meditação, yoga ou simplesmente
passar tempo com amigos e familiares.
Evitar o consumo de álcool e drogas ilícitas4
O abuso de álcool e o uso de drogas ilícitas podem aumentar
o risco de desenvolver depressão e piorar os sintomas em pessoas que já sofrem
da doença.
Diminuir as doses diárias de cafeína4
O consumo excessivo de cafeína pode aumentar a ansiedade e
perturbar o sono, o que pode contribuir para problemas de saúde mental,
incluindo a depressão.
Manter uma rotina de sono regular4
Ter uma rotina de sono consistente, incluindo horários
regulares para dormir e acordar, pode ajudar a promover um sono de melhor qualidade, o que é crucial para a saúde
mental.
Como a Libbs pode ajudar?
A Libbs tem um compromisso contínuo em
fornecer opções de tratamento eficazes e seguras para pacientes que sofrem de
transtornos como a depressão ansiosa e outras alterações psicoemocionais. Por
isso, nós podemos ajudar!
Dois medicamentos importantes oferecidos pela Libbs para
ajudar nesse aspecto são da classe dos inibidores seletivos de
recaptação de serotonina (ISRS), que são comprovadamente eficazes no
tratamento desses transtornos.
Eles ajudam a aliviar os sintomas debilitantes associados à
ansiedade, como preocupação excessiva, medo intenso e ataques de pânico,
permitindo que os pacientes recuperem o controle sobre suas vidas. Para isso,
ajustam os níveis de certos neurotransmissores no cérebro, promovendo um
equilíbrio saudável que pode reduzir a ansiedade e melhorar o humor.12
Uma das vantagens desses medicamentos é sua eficácia
comprovada, apoiada por uma ampla base de evidências científicas.
Além disso, costumam ser bem tolerados pelos pacientes, com efeitos colaterais
geralmente leves e transitórios. Isso significa que o indivíduo pode se
beneficiar do tratamento sem enfrentar preocupações significativas com efeitos
adversos.12
Outra vantagem é a conveniência, pois esses medicamentos são
administrados normalmente uma vez ao dia, facilitando a adesão dos pacientes ao
regime de tratamento.13 Além disso, podem ser prescritos em
diferentes doses, permitindo uma abordagem personalizada que atenda às
necessidades de cada paciente.
Em resumo, os medicamentos oferecidos pela Libbs da
classe dos ISRS são uma opção confiável e eficaz para o tratamento dos
transtornos de ansiedade. Eles ajudam os pacientes a recuperar o controle sobre
suas vidas, proporcionando alívio dos sintomas debilitantes da ansiedade e
melhorando sua qualidade de vida geral.12,13
No entanto, não se esqueça: converse com seu médico
para entender qual é a melhor abordagem para o seu caso. Cada paciente é
único, assim como as necessidades dele para um tratamento realmente eficaz e
duradouro.
Como vimos, o tratamento da depressão ansiosa envolve uma
abordagem integrada que combina farmacoterapia, terapia psicológica e mudanças
no estilo de vida. Os objetivos são aliviar os sintomas, melhorar o
funcionamento diário e prevenir a exacerbação dos transtornos psiquiátricos
subjacentes.
Gostou do conteúdo? Acesse o portal A Vida Plena, da Libbs, e
confira muitas outras dicas e recomendações para cuidar da sua saúde mental e
física. Esperamos que goste das nossas publicações!
Referências:
1. Ministério da Saúde. Na América Latina, Brasil é o país
com maior prevalência de depressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/na-america-latina-brasil-e-o-pais-com-maior-prevalencia-de-depressao.
Acesso em: 06 abr. 2024.
2. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde.
Depressão. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/depressao-4/. Acesso em: 06 abr. 2024.
3. IONESCU,
D. F. et al. Pharmacologic Treatment of Dimensional Anxious Depression. The
Primary Care Companion For CNS Disorders, 29 maio 2014. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4195641/.
Acesso em: 06 abr. 2024.
4. Ministério da Saúde. Depressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao.
Acesso em: 06 abr. 2024.
5. National
Institute of Mental Health. Anxiety Disorders. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/anxiety-disorders.
Acesso em: 06 abr. 2024.
6.
DABKOWSKA, M.; DABKOWSKA-MIKA, A. Risk Factors of Anxiety Disorders in
Children. [s.l.] IntechOpen, 2015. Disponível em: https://www.intechopen.com/chapters/48919.
Acesso em: 06 abr. 2024.
7. MARTIN,
E. I. et al. The Neurobiology of Anxiety Disorders: Brain Imaging, Genetics,
and Psychoneuroendocrinology. Psychiatric Clinics of North America, v. 32, n.
3, p. 549–575, set. 2009.
8. NHS.
Diagnosis – Generalised anxiety disorder in adults. Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/conditions/generalised-anxiety-disorder/diagnosis/.
Acesso em: 06 abr. 2024.
9. National Institute of Mental Health. Bipolar Disorder.
Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/bipolar-disorder.
Acesso em: 06 abr. 2024.
10. Governo de Santa Catarina. Rede de Atenção Psicossocial
– RAPS. Transtornos depressivos: protocolo clínico. Disponível em: https://www.saude.sc.gov.br/index.php/documentos/atencao-basica/saude-mental/protocolos-da-raps/9191-transtornos-depressivos-clinico/file.
Acesso em: 06 abr. 2024.
11. MÖLLER,
H.-J. et al. The relevance of “mixed anxiety and depression” as a diagnostic
category in clinical practice. European Archives of Psychiatry and Clinical
Neuroscience, v. 266, n. 8, p. 725–736, 22 mar. 2016.
12. NHS.
Overview – SSRI antidepressants. Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/talking-therapies-medicine-treatments/medicines-and-psychiatry/ssri-antidepressants/overview/. Acesso em: 06 abr. 2024.
13. CHU, A.; WADHWA, R. Selective serotonin reuptake
inhibitors. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554406/.
Acesso em: 06 abr. 2024.
14. A VIDA PLNA, LIBBS, Disponível em: Você
conhece a depressão ansiosa? Veja aqui sintomas e tratamentos! - A Vida Plena.
Acesso em 16/09/2026.
Parágrafos
não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.