O Basaglar, solução para uso injetável 100 UI/mL (embalagem com 3 mL), é indicado para o tratamento de Diabetes mellitus tipo 2 em adultos e de Diabetes mellitus tipo 1 em adultos e em crianças a partir de 2 anos. Destina-se a pacientes que necessitam de insulina basal (longa duração) para o controle da hiperglicemia (nível alto de açúcar no sangue).
Para que serve o Basaglar
BASAGLAR é uma insulina basal (longa duração) usada para controlar níveis altos de açúcar no sangue em adultos com diabetes tipo 2 e em pessoas com diabetes tipo 1. Também pode ser usada em crianças a partir de 2 anos que precisam de insulina basal.
O objetivo do tratamento é manter a glicemia próxima do normal, como parte de um plano que inclui alimentação e atividade física, conforme orientação médica.
Como usar o Basaglar
BASAGLAR é aplicado por injeção subcutânea, uma vez ao dia, no mesmo horário diariamente. Não deve ser administrado por via intravenosa.
- Escolha uma área de injeção (abdome, coxa ou deltoide) e alterne o local dentro dessa área para não usar o mesmo ponto com frequência, reduzindo risco de lipodistrofia e amiloidose cutânea localizada.
- Inspecione a solução antes de usar: deve estar límpida e incolor, sem partículas visíveis.
- Não misture ou dilua BASAGLAR com outras insulinas; não transfira entre refis/canetas que não sejam compatíveis.
- Refis de 3 mL são para uso com canetas reutilizáveis compatíveis; cada refil deve ser usado por um único paciente. A caneta descartável BASAGLAR KwikPen vem pré‑carregada com 3 mL (300 UI) e libera de 1 UI até 80 UI por dose; siga as instruções que acompanham a caneta.
A dose é individualizada pelo médico. Em regimes basal‑bônus, normalmente 40–60% da necessidade diária de insulina corresponde à insulina basal. BASAGLAR não é a escolha para cetoacidose; nesses casos prefere‑se insulina IV de ação curta.
Como o Basaglar funciona
A insulina é um hormônio necessário para o uso do açúcar pelo organismo; no diabetes há falta de insulina ou resistência à sua ação. BASAGLAR fornece insulina de longa duração para suprir a necessidade basal.
O médico define o esquema de tratamento conforme o tipo de diabetes e objetivos glicêmicos. Controle exige monitorização, adesão à dieta e atividade e ajuste periódico das doses.
O tempo de ação pode variar entre pessoas e conforme local de injeção, circulação local e temperatura corporal.
Contraindicações e advertências do Basaglar
Você não deve usar BASAGLAR se for alérgico à insulina glargina ou a qualquer componente da fórmula.
O tratamento com insulina exige aprendizado: monitorização da glicemia, técnica de injeção e saber reconhecer e tratar hipoglicemia e hiperglicemia. Mudanças na concentração, fabricante, tipo ou método de administração só devem ser feitas com orientação médica e monitorização aumentada.
- Informe o médico sobre doenças intercurrentes, viagem, mudanças de atividade física ou alimentação, e medicamentos concomitantes — tudo isso pode exigir ajuste da dose.
- Repetidas injeções no mesmo local podem causar lipodistrofia ou amiloidose cutânea localizada; alterar o local pode provocar hipoglicemia se a absorção mudar.
- Combinação com tiazolidinedionas pode aumentar risco de edema e insuficiência cardíaca.
- Hipersensibilidade grave (anafilaxia) pode ocorrer; procure atendimento se houver reação alérgica.
- Pacientes com insuficiência renal ou hepática e idosos podem necessitar de redução da dose.
- Gestantes e lactantes só devem usar sob orientação médica, com monitorização e ajustes quando necessário.
Transporte consigo fonte de carboidrato rápida (pelo menos 20 g) e identificação de que é diabético.
Efeitos colaterais do Basaglar (reações adversas)
As reações adversas mais frequentes associadas ao uso de insulina incluem hipoglicemia e reações no local da injeção. Episódios hipoglicêmicos severos podem ser perigosos e causar distúrbios neurológicos.
Eventos observados com BASAGLAR / BASAGLAR KwikPen:
- Comuns (1% a 10%): hipoglicemia, reações alérgicas e reações no local da aplicação (rubor, dor, coceira, inchaço).
- Incomuns (0,1% a 1%): retinopatia, lipohipertrofia, edema periférico; outros relatos incluem alteração do paladar (disgeusia), mialgia e edema.
- Relatos pós‑comercialização: lipodistrofia e amiloidose cutânea localizada no local da injeção; mudanças no local de injeção podem causar hipoglicemia ou hiperglicemia.
Alterações bruscas na glicemia podem causar distúrbios visuais temporários; quando houver retinopatia, intensificação do controle glicêmico pode temporariamente piorá‑la.
Interações medicamentosas do Basaglar
Muitos medicamentos podem alterar a resposta à insulina e exigir ajuste de dose e monitorização mais rigorosa da glicemia.
- Podem aumentar o efeito hipoglicemiante: antidiabéticos orais, pramlintide, IECA, disopiramida, fibratos, fluoxetina, MAOIs, propoxifeno, pentoxifilina, salicilatos, análogos da somatostatina e antibióticos sulfonamidas.
- Podem diminuir o efeito da insulina: corticoides, niacina, danazol, diazóxido, diuréticos, simpaticomiméticos (ex.: epinefrina, salbutamol), glucagon, isoniazida, fenotiazinas, somatropina, hormônios tireoidianos, estrogênios, progestágenos, inibidores da protease e alguns antipsicóticos atípicos (ex.: olanzapina, clozapina).
- Podem tanto aumentar quanto diminuir o efeito: beta‑bloqueadores, clonidina, sais de lítio e álcool.
- Medicamentos que reduzem sinais de hipoglicemia: beta‑bloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina.
- Pentamidina pode causar hipoglicemia seguida por hiperglicemia.
Informe sempre seu médico sobre todos os medicamentos em uso, incluindo remédios fitoterápicos e álcool.
Basaglar na gravidez e amamentação
Mulheres grávidas ou planejando gravidez devem manter bom controle metabólico; insulina glargina pode ser usada se clinicamente necessária, sempre sob orientação médica.
As necessidades de insulina costumam diminuir no primeiro trimestre e aumentar no segundo e terceiro; após o parto diminuem rapidamente, elevando o risco de hipoglicemia. Durante lactação, ajustes de dose e dieta podem ser necessários e o uso deve ser acompanhado pelo médico.
Superdose e dose esquecida do Basaglar
Uma dose maior que a indicada pode causar hipoglicemia grave e prolongada, com risco de vida. Casos leves costumam responder a carboidrato oral; episódios graves (convulsões, coma) podem requerer glucagon IM/SC ou glicose IV e observação prolongada.
Se usar grande quantidade do medicamento, procure socorro médico rapidamente e, se possível, leve a embalagem. Em caso de esquecimento de dose, a glicemia pode elevar‑se; verifique o nível com mais frequência e consulte o médico sobre o procedimento a adotar.
Composição do Basaglar
Cada mL contém 100 UI de insulina glargina (ADN recombinante), equivalente a 3,64 mg de insulina glargina.
- Excipientes: óxido de zinco, metacresol, glicerol e água para injetáveis.
- O pH é ajustado com soluções aquosas de ácido clorídrico e hidróxido de sódio.
Consulte o rótulo se precisar de informações sobre número de lote e validade.
Como guardar o Basaglar
Armazene o refil ou a caneta fechada em geladeira entre 2°C e 8°C; não congelar. Não use se tiver sido congelado.
Depois de aberto (em uso), mantenha em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido do calor e da luz direta, e use dentro de 28 dias; após esse período descarte, mesmo que ainda haja produto.
Guarde na embalagem original, não use medicamento com prazo de validade vencido e mantenha fora do alcance das crianças. Antes de usar, verifique o aspecto da solução e consulte o farmacêutico se notar alterações.
Dizeres legais
Registro:1.1260.0194
Produzido por:
Lilly France S.A.S. – Fegersheim – França
ou
Eli Lilly Italia S.p.A. – Sesto Fiorentino – Itália
Importado e Registrado por:
Eli Lilly do Brasil Ltda.
Av. Morumbi, 8264 – São Paulo, SP
CNPJ 43.940.618/0001-44
Lilly SAC 0800 701 0444
sac_brasil@lilly.com
www.lilly.com.br
Venda sob prescrição.
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
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