O Divalproato de Sódio comprimido revestido 500 mg é indicado para o tratamento de episódios agudos de mania ou mistos associados ao transtorno afetivo bipolar em pacientes adultos. Também é indicado no tratamento de epilepsia, isoladamente ou em combinação, em adultos e crianças acima de 10 anos, e para a prevenção da enxaqueca em pacientes adultos.
Para que serve o Divalproato de Sódio
Divalproato de sódio é usado em adultos para tratar episódios agudos de mania no transtorno bipolar, para controlar vários tipos de crises epilépticas (em adultos e crianças acima de 10 anos) e para prevenir enxaqueca em adultos. Não serve para tratar crises de enxaqueca já iniciadas.
- Mania: trata episódios agudos de humor elevado, agitação, necessidade reduzida de sono e comportamento agressivo ou desinibido.
- Epilepsia: indicado isoladamente ou em combinação para crises parciais complexas, crises de ausência (simples e complexas) e crises múltiplas que incluem ausência, em pacientes com 10 anos ou mais.
- Prevenção da enxaqueca: usado para reduzir a frequência das crises em pacientes adultos, não como tratamento agudo.
O uso e a escolha do tratamento devem ser feitos pelo médico com base no seu quadro.
Como usar o Divalproato de Sódio
Os comprimidos são para uso oral e devem ser ingeridos inteiros, sem partir, triturar ou mastigar. Siga sempre a orientação do seu médico quanto a horários, doses e duração do tratamento.
Embora os comprimidos sejam administrados uma vez ao dia, a dose diária costuma ser dividida em pelo menos duas tomadas conforme orientação médica; siga a recomendação do seu médico.
- Mania: dose inicial recomendada 25 mg/kg/dia, ajustada rapidamente pelo médico até obter efeito; dose máxima 60 mg/kg/dia.
- Epilepsia: dose inicial 10–15 mg/kg/dia (15 mg/kg/dia nas crises de ausência), com aumentos semanais de 5–10 mg/kg conforme necessidade; dose máxima 60 mg/kg/dia. Se usado com outros antiepilépticos, o médico pode reduzir gradualmente as doses desses fármacos.
- Prevenção da enxaqueca: início habitual 500 mg uma vez ao dia por uma semana; alguns pacientes podem necessitar de até 1000 mg uma vez ao dia.
Não interrompa o tratamento abruptamente sem orientação, pois isso pode agravar convulsões. Mulheres em idade fértil e crianças/adolescentes do sexo feminino devem iniciar e manter o tratamento apenas sob supervisão especializada e após considerar alternativas.
Como o Divalproato de Sódio funciona
No organismo, o divalproato de sódio se dissocia liberando o íon valproato. O efeito pode aparecer em poucos dias em alguns casos, mas em outros pode demorar mais tempo até que haja melhora.
O seu médico avaliará quanto tempo levará para notar benefícios no seu caso e ajustará a dose conforme necessário.
Contraindicações e advertências do Divalproato de Sódio
Você não deve usar este medicamento se tiver menos de 10 anos ou se for alérgico ao divalproato de sódio ou a quaisquer componentes da fórmula. Também é contraindicado em doença hepática significativa, na Síndrome de Alpers-Huttenlocher, em distúrbios do ciclo da ureia, porfiria ou deficiência primária de carnitina não corrigida.
- Gravidez: contraindicado para prevenção da enxaqueca em mulheres grávidas ou em idade fértil sem contracepção eficaz; para mania e epilepsia, só sob orientação médica, pois há risco elevado de malformações e de prejuízo no desenvolvimento do bebê.
- Hepatotoxicidade: foram relatados casos graves, geralmente nos primeiros seis meses; procure o médico imediatamente se tiver mal-estar, vômitos, perda de apetite ou sinais de problemas no fígado.
- Pancreatite: dor abdominal, náuseas e vômitos podem indicar pancreatite, que pode ocorrer logo no início do tratamento ou após anos de uso.
- Suspeita de doença mitocondrial/POLG: risco aumentado de insuficiência hepática; o uso exige avaliação e monitoramento específico.
Outras advertências importantes incluem risco de pensamentos suicidas (monitoramento necessário), interação grave com antibióticos carbapenêmicos, possível redução de plaquetas dependente da dose, hiperamonemia/hipocarnitinemia, hipotermia, reações cutâneas graves (SCARs/angioedema), e potencial agravamento das convulsões em alguns pacientes. A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento e por 2 semanas após seu término.
Efeitos colaterais do Divalproato de Sódio (reações adversas)
Este medicamento pode causar efeitos que variam de muito comuns a muito raros; alguns são sérios e exigem atenção médica imediata.
Reações muito comuns (≥10%):
- Sonolência, tremor, náusea, astenia (fraqueza).
Reações comuns (≥1% e <10%):
- Trombocitopenia (queda de plaquetas); ganho ou perda de peso; dor abdominal, constipação, diarreia, vômitos; zumbido no ouvido; alterações psiquiátricas como depressão, insônia e labilidade emocional; infecções e alterações na marcha.
Reações incomuns (≥0,1% e <1%) e raras/ desconhecidas:
- Anemia, leucopenia, elevações nas enzimas hepáticas, pancreatite (incluindo casos fatais), problemas renais, alterações cutâneas severas (SJS/NET/DRESS), perda auditiva, alterações menstruais, problemas cardíacos, hipotermia e atrofia cerebral.
Se notar sinais de hepatite, pancreatite, reações cutâneas graves, mudança súbita no comportamento ou convulsões piorando, procure atendimento médico imediatamente.
Interações medicamentosas do Divalproato de Sódio
Divalproato de sódio pode interagir com vários medicamentos e alterar níveis no sangue ou efeitos clínicos; informe sempre seu médico sobre todos os remédios que usa.
- Aumentam a depuração do valproato: ritonavir, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital/primidona.
- Podem reduzir muito os níveis de valproato: antibióticos carbapenêmicos (ex.: imipenem, meropenem, ertapenem) e colestiramina.
- Podem aumentar níveis de valproato: ácido acetilsalicílico, felbamato; rifampicina também pode alterar níveis.
- Interações relevantes: lamotrigina (reduzir dose), propofol (reduzir dose de propofol), topiramato/acetazolamida (risco de hiperamonemia e hipotermia), varfarina (aumenta fração ativa), canabidiol (risco hepático aumentado).
Alguns fármacos conjugados com pivalato podem desencadear hipocarnitinemia quando usados com valproato; coadministração não é recomendada. Seu médico pode monitorar níveis séricos e ajustar doses conforme necessário.
Divalproato de Sódio na gravidez e amamentação
Divalproato de sódio apresenta riscos significativos na gravidez: aumento de malformações congênitas, risco de transtornos do desenvolvimento (incluindo autismo e TDAH) e baixo peso ao nascer. Para prevenção da enxaqueca, é contraindicado em mulheres grávidas ou em idade fértil sem contracepção eficaz.
Para mania e epilepsia, o uso durante a gravidez só deve ocorrer com avaliação especializada e quando não houver alternativa adequada; se usado, recomenda-se a menor dose eficaz e monitoramento especializado pré-natal. Se houver suspeita de gravidez, informe seu médico imediatamente.
Durante a amamentação, o valproato passa para o leite (1–10% dos níveis maternos) e pode causar efeitos hematológicos no lactente; a continuação da amamentação ou do tratamento deve ser avaliada pelo médico.
Superdose e dose esquecida do Divalproato de Sódio
Em caso de superdose, procure atendimento médico imediatamente. Doses excessivas podem causar sonolência intensa, colapso circulatório, coma e alterações cardíacas; leve a embalagem se possível.
Medidas que podem ser empregadas incluem suporte geral, manutenção do débito urinário, hemodiálise/hemodiálise com hemoperfusão e, se houver hiperamonemia, administração de carnitina intravenosa. Naloxona pode reverter depressão do SNC, mas deve ser usada com cautela em epilépticos.
Se esquecer uma dose, tome-a assim que lembrar, salvo se estiver perto do horário da dose seguinte; nesse caso, pule a dose esquecida. Não tome duas doses de uma vez. Em caso de dúvida, fale com seu médico ou farmacêutico.
Composição do Divalproato de Sódio
Cada comprimido revestido de liberação prolongada 500 mg contém 538,10 mg de divalproato de sódio, equivalentes a 500 mg de ácido valpróico, além de excipientes.
Excipientes presentes na formulação 500 mg: hipromelose, lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício, álcool polivinílico, estearato de magnésio, dióxido de titânio, macrogol, talco, sorbato de potássio, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro preto.
Para referência, a apresentação de 250 mg contém 269,10 mg de divalproato de sódio (equivalente a 250 mg de ácido valpróico) e excipientes como hipromelose, celulose microcristalina, dióxido de silício, álcool polivinílico, estearato de magnésio, dióxido de titânio, macrogol, talco e sorbato de potássio.
Como guardar o Divalproato de Sódio
Guarde o medicamento em temperatura ambiente entre 15ºC e 30ºC, preferencialmente na embalagem original, e verifique lote e validade na embalagem.
- Não use após a data de validade.
- Mantenha fora do alcance de crianças.
- Antes de usar, observe o aspecto; se notar alteração mesmo dentro do prazo, consulte o farmacêutico.
Características: comprimido 250 mg é branco e oblongo; comprimido 500 mg é lilás e oblongo.
Dizeres legais
Registro.: 1.0043.1456
Produzido por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 – Itapevi – SP
Registrado por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Av. Vereador José Diniz, 3.465 – São Paulo – SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 05/03/2026.
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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