O Clonazepam comprimido 2 mg (embalagem com 60 comprimidos) é indicado para tratar distúrbio epiléptico e espasmos infantis (Síndrome de West). Em adultos também é indicado para transtornos de ansiedade (incluindo transtorno do pânico e fobia social), transtornos do humor (mania no transtorno afetivo bipolar e, associado a antidepressivos, na depressão maior), além de acatisia, síndrome das pernas inquietas, vertigem e síndrome da boca ardente.
Para que serve o Clonazepam
Clonazepam é usado para controlar crises epilépticas e espasmos infantis (Síndrome de West). Também pode ser indicado para várias condições psiquiátricas e neurológicas quando o médico julgar apropriado.
- Distúrbio epiléptico e espasmos infantis.
- Transtornos de ansiedade, incluindo distúrbio do pânico e fobia social.
- Transtornos do humor, como episódios de mania no transtorno bipolar e como complemento em depressão ansiosa.
- Síndromes psicóticas como acatisia, síndrome das pernas inquietas, vertigem e distúrbios do equilíbrio.
- Síndrome da boca ardente.
O médico decide se o benefício supera os riscos em cada caso e escolhe a dose adequada.
Como usar o Clonazepam
Você deve tomar os comprimidos por via oral com um pouco de líquido não alcoólico, seguindo sempre a orientação médica. O tratamento normalmente começa com doses baixas que podem ser ajustadas conforme resposta e tolerância.
Para distúrbios epilépticos em adultos, a dose inicial não deve exceder 1,5 mg/dia dividida em 3 tomadas, com manutenção definida pelo médico e dose máxima diária de 20 mg. Em crianças e recém-nascidos as doses são calculadas por peso e divididas em 2 ou 3 tomadas; entre 10 e 16 anos há esquema inicial de 1–1,5 mg/dia.
Para transtornos de ansiedade e pânico, as dosagens variam conforme a condição — por exemplo, pânico costuma iniciar em 0,5 mg/dia dividido em 2 tomadas; como ansiolítico a faixa vai de 0,25 a 4,0 mg/dia. Outras indicações têm faixas específicas que seu médico definirá.
Idosos e pacientes com comprometimento hepático devem usar a menor dose possível. Não interrompa o medicamento abruptamente; a retirada deve ser gradual e acompanhada pelo médico.
Como o Clonazepam funciona
Clonazepam faz parte dos benzodiazepínicos e age diminuindo a atividade do sistema nervoso, com efeito anticonvulsivante, sedativo leve, relaxante muscular e tranquilizante.
Após uma dose oral única, o início de ação ocorre entre 30 e 60 minutos; a duração típica é de 6–8 horas em crianças e de 8–12 horas em adultos.
Contraindicações e advertências do Clonazepam
Você não deve usar clonazepam se tem alergia ao princípio ativo ou a qualquer excipiente, insuficiência respiratória grave, comprometimento hepático grave, glaucoma agudo de ângulo fechado, Síndrome de má-absorção de glicose-galactose ou histórico de apneia do sono (no tratamento do pânico).
Antes de usar, diga ao médico se tem doenças do fígado ou rins, distúrbio neuromuscular ou respiratório, porfiria, ataxia, depressão ou histórico de tentativa de suicídio, ou uso/abuso de álcool e drogas. O medicamento pode causar perda de efeito ao longo do tempo e precipitar estado de mal epiléptico em algumas situações.
Risco de dependência física e psicológica existe e aumenta com dose e duração do tratamento; a interrupção deve ser gradual. Evite álcool e outros depressores do sistema nervoso central; a combinação pode levar a sedação grave, depressão respiratória, coma ou morte. O suco de toranja pode aumentar o efeito do clonazepam.
O produto 0,5 mg contém óxidos de ferro; comprimidos contêm lactose (menos de 0,25 g por unidade). Informe sempre os medicamentos que você usa antes de iniciar o tratamento.
Efeitos colaterais do Clonazepam (reações adversas)
Várias reações foram relatadas; muitas são temporárias e melhoram com a redução da dose ou com o tempo. As mais comuns (≥ 5%) incluem sonolência, dor de cabeça, infecções das vias aéreas superiores, cansaço, gripe, depressão, vertigem, irritabilidade, insônia, perda de coordenação e náusea.
Pós-comercialização foram observados, entre outros:
- Reações alérgicas, raros casos de anafilaxia.
- Transtornos psiquiátricos: amnésia, alucinações, psicose, agitação, comportamento agressivo, ideias suicidas e reações paradoxais.
- Sistema nervoso: sonolência, ataxia, lentificação, confusão, aumento de crises em algumas epilepsias.
- Respiratório e gastrointestinal: depressão respiratória, tosse, náuseas, alterações hepáticas e produção aumentada de saliva em crianças.
- Quedas e fraturas, especialmente em uso concomitante com outros sedativos e em idosos.
- Alterações em exames: diminuição de plaquetas, leucopenia, anemia e alterações da função hepática (raro).
Comunicar ao médico ou farmacêutico qualquer reação adversa; reporte também à empresa se desejar.
Interações medicamentosas do Clonazepam
Clonazepam pode interagir com vários medicamentos e substâncias, por isso informe sempre o que está usando.
- Depressores do sistema nervoso central e álcool (a combinação aumenta sedação e risco respiratório).
- Medicamentos que atuam no sistema nervoso: antidepressivos, hipnóticos, analgésicos opioides, antipsicóticos, ansiolíticos e outros anticonvulsivantes.
- Medicamentos para o estômago.
O suco de toranja pode aumentar o efeito de clonazepam. Não foram estabelecidas interações relevantes com exames laboratoriais.
Clonazepam na gravidez e amamentação
Clonazepam não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica. Só é indicado na gravidez se houver necessidade absoluta e se os benefícios superarem os riscos ao feto.
O uso em altas doses no último trimestre ou durante o parto pode causar problemas no recém-nascido, como depressão respiratória, baixa temperatura, falta de tônus e dificuldade de sucção. Estudos observacionais sugerem aumento do risco de aborto espontâneo com benzodiazepínicos. Informe seu médico se estiver grávida, tentando engravidar ou amamentando; se o uso for necessário, a amamentação deve ser suspensa.
Superdose e dose esquecida do Clonazepam
Em caso de ingestão de grande quantidade, os sintomas mais comuns são sonolência, perda de coordenação, confusão, depressão cardiorrespiratória e coma; o risco de morte é raro se o clonazepam foi tomado isoladamente, mas aumenta com o uso simultâneo de outros depressores, incluindo álcool.
Procure socorro médico imediato e leve a embalagem se possível. O tratamento envolve monitorização e suporte conforme decisão médica; flumazenil não é indicado em pacientes epilépticos tratados com benzodiazepínicos.
Se esquecer uma dose, não dobre a próxima; apenas retome o esquema regular. Em caso de dúvidas, consulte o farmacêutico ou o médico.
Composição do Clonazepam
Cada comprimido contém clonazepam como princípio ativo e uma mistura de excipientes.
- Comprimido de 0,5 mg: clonazepam 0,5 mg; excipientes incluem lactose, celulose microcristalina, amido, croscarmelose sódica, óxidos de ferro e estearato de magnésio.
- Comprimido de 2 mg: clonazepam 2 mg; excipientes incluem lactose, celulose microcristalina, amido, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.
Se tem intolerância à lactose ou alergia a corantes, informe seu médico.
Como guardar o Clonazepam
Guarde o medicamento em temperatura ambiente entre 15 e 30°C, protegido da umidade e na embalagem original. Verifique lote e validade na embalagem e não use após o prazo de validade.
Observe o aspecto do comprimido antes de usar; caso note alteração, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO - O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA
Registro: 1.8326.0220
Registrado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ: 10.588.595/0010-92
Produzido por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Estácio de Sá, 1144 – Campinas – SP
Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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